Panorama de Mercado 15/12/2017

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Aos clientes e amigos,

 

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. Após a votação da reforma da previdência ser adiada para fevereiro, já começam as manifestações das agências de classificação de risco. A Fitch emitiu nota destacando que esse atraso evidencia riscos à perspectiva negativa de rating do Brasil, já a Moody's afirmou que a postergação é "fator de crédito negativo" para o País, por indicar falta de apoio político para a proposta em um ano de eleição presidencial. A partir de agora os mercados vão mirar na possibilidade de condenação de Lula no final de janeiro, fato que pode manter algum apetite a risco. Isso ocorre porque as eleições de 2018 devem ser um dos principais condutores dos negócios e a chance de Lula, que tem liderado as pesquisas de intenção de votos em todos os cenários, ficar de fora da disputa é vista como positiva pelo investidor. O Banco Central fará leilão de até 14.000 contratos de swap cambial das 11h30 às 11h40. A oferta equivale a US$ 700 milhões e tem como objetivo a rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro. Hoje, o que pode dar algum alívio nos mercados é o fluxo de entrada de recursos com recentes IPOs e emissões externas. A BR distribuidora estreia nesse cenário. Nos Estados Unidos, a agenda de indicadores traz a produção industrial de novembro ( 12h15); o índice de atividade industrial Empire State de dezembro (11h30). O dia também prevê a divulgação do plano final de reforma tributária, elaborado por um comitê especial de deputados e senadores do Partido Republicano. E destaca-se sobre a reforma tributária americana um inesperado obstáculo, o senador republicano Marco Rubio (Flórida) declarou que irá se opor à proposta tributária do seu partido por não incluir maiores benefícios fiscais para crianças de famílias de baixa renda. Diante disso, as votações do projeto na Câmara dos Representantes e no Senado, que eram esperadas para a próxima semana, poderão ser adiadas.

 

 

Na agenda interna, A agência de classificação de risco Fitch destaca em nota que "o atraso na reforma da Previdência evidencia riscos incorporados à nossa perspectiva negativa do rating BB do Brasil". Para a agência, a janela de oportunidade para uma reforma significativa da Previdência antes da eleição de 2018 está se estreitando e novos atrasos ou diluições impõem riscos para a viabilidade do limite de gastos e estabilização da dívida no médio prazo. Além disso, acrescenta a Fitch, tal situação representa riscos potenciais para a confiança do mercado e para o processo de recuperação econômica no curto prazo. Já a agência de rating Moody's afirmou em nota que a postergação é "fator de crédito negativo" para o País, por indicar falta de apoio político para a proposta em um ano de eleição presidencial.

Após reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que existe um custo de adiamento da votação da Reforma da Previdência, mas que ainda há expectativa de aprovação no próximo ano. "A mensagem extremamente negativa seria a não aprovação [da reforma]. A não votação, de fato, positiva não é, como já temos dito há meses. Não é novidade", declarou. Maia anunciou que o tema ficará para o início de 2018. "O custo do adiamento existe, gera uma certa insegurança, mas existe ainda uma expectativa de aprovação. Portanto é uma mensuração um pouco mais difícil, mas nossa expectativa continua positiva de aprovação", emendou.

O Banco Central fará leilão de até 14.000 contratos de swap cambial das 11h30 às 11h40. A oferta equivale a US$ 700 milhões e tem como objetivo a rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro.

Os mercados locais, que ontem encerraram o dia na defensiva após o adiamento da reforma da Previdência para fevereiro, contam com uma agenda menos atraente nas próximas duas semanas. E a partir de agora devem mirar na possibilidade de condenação do ex-presidente Lula após julgamento de sua apelação no TRF-4 no dia 24 de janeiro para manter algum apetite a risco. Isso porque a partir de agora as eleições de 2018 devem ser um dos principais condutores dos negócios e a chance de Lula, que tem liderado as pesquisas de intenção de votos em todos os cenários, ficar de fora da disputa é vista como positiva pelo investidor. Fora o julgamento da apelação de Lula outro foco dos mercados deve ser o risco de rebaixamento da nota de crédito soberano do Brasil em 2018, conforme sinalizado ontem pelas agências de classificação de risco. A Fitch destacou que "o atraso na reforma da Previdência evidencia riscos incorporados à nossa perspectiva negativa do rating BB do Brasil". Já a Moody’s avaliou que o adiamento aumentou a possibilidade de a reforma não ser aprovada em razão da incerteza em torno das eleições presidenciais. Para a Moody’s, a falta de acordo para a votação neste ano é um "fator de crédito negativo". Para tentar evitar um downgrade, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem que fará conferências com as principais agências na semana que vem para explicar a postergação da votação da reforma. "Queremos esclarecer as dúvidas e mostrar que há a possibilidade concreta de se aprovar a reforma no começo de 2018", disse Meirelles, após reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "E, com isso, tentaremos evitar um downgrade (rebaixamento da nota do Brasil)." Lideranças de partidos da base aliada avaliam que o adiamento reduz as chances de aprovação da proposta diante do temor de desgaste dos parlamentares em ano eleitoral. E resta saber quem estará a partir de agora na frente de batalha pela reforma da Previdência. O presidente Michel Temer tem dado sinais de saúde frágil e Meirelles tem mostrado postura de candidato. O que pode ainda manter algum alívio nos mercados domésticos, especialmente Bolsa e câmbio, é o fluxo de entrada de recursos com recentes IPOs e emissões externas. A estreia da BR Distribuidora na bolsa destaca-se.

O volume de serviços prestados teve redução de 0,8% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal.

 

 

Na agenda externa, A zona do euro teve superávit comercial de 19 bilhões de euros (US$ 22,4 bilhões) em outubro, bem menor do que o saldo positivo de 24,5 bilhões de euros registrado em setembro, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pela Eurostat.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, seguindo o tom negativo dos mercados acionários de Nova York, que ontem caíram em meio a novas preocupações com o andamento da reforma tributária no Congresso americano. Um inesperado obstáculo surgiu ontem quando o senador republicano Marco Rubio (Flórida) declarou que irá se opor à proposta tributária do seu partido por não incluir maiores benefícios fiscais para crianças de famílias de baixa renda. Diante disso, as votações do projeto na Câmara dos Representantes e no Senado, que eram esperadas para a próxima semana, poderão ser adiadas.

As bolsas europeias seguem a onda negativa vista nos principais mercados financeiros globais e operam no vermelho. O mau humor está disseminado principalmente por causa das incertezas em relação a questões fiscais nos Estados Unidos. Deputados e senadores republicanos chegaram a um acordo sobre o projeto tributário, mas há dúvidas sobre os votos de alguns congressistas.

 

 

Nos Estados Unidos, A agenda de indicadores traz hoje a produção industrial de novembro ( 12h15); o índice de atividade industrial Empire State de dezembro (11h30). O dia também prevê a divulgação do plano final de reforma tributária, elaborado por um comitê especial de deputados e senadores do Partido Republicano.

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 14/12/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta no início dos negócios. E a volatilidade continua enquanto integrantes da alta cúpula do governo passam “recados” controversos aos mercados, em relação a Previdência. Enquanto o senador Romero Jucá diz que a reforma deve ser votada em 2018, o ministro da fazenda Henrique Meirelles, tenta passar algum otimismo, e hoje o presidente Temer terá conversas para definir a data da votação. Porém, o DEM cancelou reunião que estava marcada para hoje para fechar questão sobre a reforma. Também a ala tucana anti-Alckmin já articula a sua saída do PSDB em março. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o secretário de Política Econômica, Fábio Kanczuk, concedem entrevista sobre previsão de crescimento do PIB em 2018 nesta manhã e o BC faz leilão de até 14 mil swap cambial (11h30). Nos Estados Unidos, saem vendas no varejo (11h30); pedidos de auxílio-desemprego (11h30); e Índice dos gerentes de compras (PMI) serviços (12h45). Ontem, como era amplamente esperado, o Fed elevou sua principal taxa de juros em 0,25 ponto porcentual, para a faixa de 1,25% a 1,50%, e previu que implementará outros três aumentos ao longo de 2018. Dados fracos da inflação americana que haviam sido divulgados horas antes, contudo, geraram dúvidas sobre a capacidade do Fed de continuar apertando sua política monetária. Mesmo após o Fed manter inalteradas as projeções de inflação e reforçar a possibilidade de três altas ao longo de 2018, as chances de manutenção dos juros no nível atual no primeiro semestre de 2018 aumentaram de acordo com os contratos futuros dos Fed Funds. O porcentual de operadores que acreditam que o Fed vai elevar os juros em 0,25 ponto porcentual em março passou de 54,8% do meio da tarde para 45,2%, o que pode ser modificado conforme a trajetória da inflação no País. O presidente Donald Trump, disse que se o Congresso enviar o texto final da reforma tributária até o Natal, a legislação entrará em vigor já fevereiro. Líderes republicanos do Senado e da Câmara dos Representantes formularam um acordo que abre caminho para que a reforma tributária passe por votações finais na próxima semana. Estarão no radar as decisões de política monetária do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra, 10h e 10h 45 respectivamente.

 

 

Na agenda interna, A chance da reforma da Previdência ficar para 2019 deve seguir no radar do mercado local nesta quinta-feira de agenda externa movimentada, com decisões de juros do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra. Os investidores ficarão na expectativa pela leitura do relatório da reforma que o deputado Arthur Maia disse que fará na sessão de hoje. Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adiantou ontem que o relator da reforma vai ler seu novo texto da proposta, mas não haverá oficialmente a discussão, rito regimental que antecede a votação. A discussão e votação de fato do texto devem ficar para fevereiro de 2018. Ontem, após as declarações de Romero Jucá, o presidente Temer disse, em nota, que ainda teria conversas hoje para definir a data da votação. Porém, o DEM cancelou reunião que estava marcada para hoje para fechar questão sobre a reforma. Também a ala tucana anti-Alckmin já articula a sua saída do PSDB em março. Outra frustração de expectativa que poderá ser contabilizada nos negócios é a perda de um reforço de caixa de cerca de R$ 6 bilhões em 2018, porque não deve ser votada este ano a Medida Provisória (MP) que altera a forma de tributação dos fundos exclusivos de investidores de alta renda, segundo o relator da MP, deputado Wellington Roberto (PR-PB). A MP precisa ser votada este ano para entrar em vigor em 2018. Mas Jucá já disse ontem que a conclusão da votação das medidas do pacote fiscal só ocorrerá no ano que vem, porque depois da votação do Orçamento de 2018, que ocorreu ontem à noite, não se vota mais nada neste ano. Com isso, a área econômica pode se ver obrigada a começar 2018 cortando mais despesas do Orçamento. Em contrapartida, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) deu aval ontem para uma série de outras medidas de ajuste que ainda não foram aprovadas pelo Congresso Nacional e podem deixar um buraco de R$ 21,4 bilhões nas contas do ano que vem. A CMO também revisou despesas em alta, trabalhando com aumento da projeção de crescimento em 2018 de 2% para 2,5%. Como a projeção oficial da Fazenda é de alta de 2%, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, concede coletiva de imprensa às 9h30. Segundo ele, 3% em 2018 é razoável. O BC faz leilão de até 14 mil swap cambial (11h30).

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o secretário de Política Econômica, Fábio Kanczuk, concedem entrevista sobre previsão de crescimento do PIB em 2018 (9h30).

A pouco menos de um ano da eleição, o Congresso aprovou um pacote de socorro aos Estados que soma R$ 51,2 bilhões. Governadores vão ter mais prazo para pagar os chamados precatórios, dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça; estão liberados para usar receitas de royalties como garantia para contratar novos empréstimos e também poderão "vender" no mercado dívidas que ainda vão receber. Apenas essa última medida precisa passar pela Câmara. As demais já foram aprovadas por deputados e senadores.

 

 

Na agenda externa, estarão no radar as decisões de política monetária do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra, 10h e 10h 45 respectivamente, após o Federal Reserve ter elevado ontem o juro em 0,25 ponto, para a faixa de 1,25% a 1,50%, e sinalizado mais três altas para 2018, como o esperado. Acompanhando o Fed, os bancos centrais da China e de Hong Kong também elevaram suas taxas hoje.

O presidente do BCE, Mario Draghi, concede entrevista (11h30). Na zona do euro ocorre a reunião da cúpula de líderes da União Europeia para discutir o Brexit, a saída do Reino Unido da UE (10h15).

As vendas no varejo do Reino Unido tiveram crescimento de 1,1% em novembro na comparação com o mês anterior, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês).

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, subiu para 58 em dezembro, de 57,5 em novembro, atingindo o maior nível em 82 meses.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, subiu para 58,7 em dezembro, de 57,3 em novembro, atingindo o maior nível em 80 meses, segundo dados preliminares publicados hoje pela IHS Markit.

As vendas no varejo da China subiram 10,2% em novembro ante o mesmo mês do ano passado, acelerando na comparação com um avanço de 10% em outubro. Já a produção industrial do País avançou 6,1% em novembro ante o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas.

 

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, com algumas delas pressionadas por ações do setor financeiro, um dia após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) elevar juros pela terceira vez este ano.

Após a confirmação ontem do aumento de 25 pontos-base na taxa de juros americanas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), os pregões estão sem direção única na Europa, à espera da decisão de política monetária hoje do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). Um ingrediente inesperado também coloca pressão sobre os negócios: a primeira grande derrota legislativa da primeira-ministra britânica, Theresa May, na noite de ontem, em relação à saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o chamado Brexit. Com o golpe sofrido ontem em Westminster, May vê sua autoridade mais uma vez na berlinda e a premiê vai tentar avançar para uma segunda fase das negociações com líderes do bloco.

 

 

Nos Estados Unidos, saem vendas no varejo (11h30); pedidos de auxílio-desemprego (11h30); e Índice dos gerentes de compras (PMI) serviços (12h45). Ontem, como era amplamente esperado, o Fed elevou sua principal taxa de juros em 0,25 ponto porcentual, para a faixa de 1,25% a 1,50%, e previu que implementará outros três aumentos ao longo de 2018. Dados fracos da inflação americana que haviam sido divulgados horas antes, contudo, geraram dúvidas sobre a capacidade do Fed de continuar apertando sua política monetária. Mesmo após o Fed manter inalteradas as projeções de inflação e reforçar a possibilidade de três altas ao longo de 2018, as chances de manutenção dos juros no nível atual no primeiro semestre de 2018 aumentaram de acordo com os contratos futuros dos Fed Funds. O porcentual de operadores que acreditam que o Fed vai elevar os juros em 0,25 ponto porcentual em março passou de 54,8% do meio da tarde para 45,2%, o que pode ser modificado conforme a trajetória da inflação no País.

O presidente Donald Trump, disse que se o Congresso enviar o texto final da reforma tributária até o Natal, a legislação entrará em vigor já fevereiro. Líderes republicanos do Senado e da Câmara dos Representantes formularam um acordo que abre caminho para que a reforma tributária passe por votações finais na próxima semana.

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 13/12/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. Os mercados vão ficar atentos a condução da politica monetária por parte do Banco Central Americano que ao final da tarde de hoje (17h), deve elevar o juro do país pela terceira vez este ano. Investidores ficarão atentos também à indicação de quantas vezes o BC americano poderá aumentar juros em 2018 e a projeções de inflação para o curto prazo. A inflação nos EUA continua baixa, o que impede o Fed de ser mais agressivo no aperto de sua política monetária. Pouco depois, às 17h30, a presidente do Fed, Janet Yellen, realiza coletiva de imprensa. Ainda na agenda americana destaque para a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de novembro (11h30). No Brasil, a notícia de que Lula será julgado em 24 de janeiro tende a animar um pouco os ânimos. O ex-presidente e sua política inflacionária e populista não causa bom humor nos investidores, que esperam que esse tema seja resolvido o quanto antes. E o quadro reforma da previdência continua negativo, mesmo com os esforços do governo para colocar em votação a proposta na próxima semana. Sobre isso, até o momento, a sinalização de uma votação na próxima terça-feira, se acontecer, viria em uma condição de risco, visto que até o momento o Planalto não dispõe de votos suficientes para aprovação. O Banco Central Brasileiro, através de seu presidente, Ilan Goldfajn, está atento a reforma tributária americana, que pode ser concluída até o Natal, afetando o cenário no Brasil. Para o presidente do BC, diante deste risco se faz necessário que sejam implementadas as reformas no Brasil, e especial a da Previdência. E hoje o BC fará leilão de até 14.000 contratos de swap cambial das 11h30 às 11h40. A oferta equivale a US$ 700 milhões e tem como objetivo a rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro.

 

 

Na agenda interna, A notícia de que o julgamento de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) será no dia 24 de janeiro chegou no fechamento dos negócios ontem e mesmo assim a tempo de impulsionar a Bovespa nos minutos finais do pregão para alta de 1,39% e ajudar a diminuir o avanço do dólar para janeiro, que fechou praticamente estável (+0,03%) e também dos juros futuros na sessão estendida. No entanto, no que se refere ao ajuste para conter a deterioração fiscal, o quadro segue negativo em meio à percepção de que nem uma reforma da Previdência enxuta deve passar este ano. Aliados do presidente Michel Temer já admitem que a votação da reforma deve ficar para o ano que vem, apesar do esforço do governo de colocar a proposta em votação na próxima terça-feira, antes do recesso parlamentar. Durante jantar promovido ontem pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) admitiu que talvez o apoio dos deputados à proposta não seja suficiente para realizar a deliberação até o final deste ano. O próprio Temer e o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), também sinalizaram que não deve haver votação. "Podemos até aprovar (este ano), mas é uma condição de risco", disse o relator. Profissionais do mercado financeiro, por sua vez, avaliam que se não passa este ano é pouco provável que as mudanças na aposentadoria sejam aprovadas em ano de eleição. E levando-se em consideração a sangria dos cofres públicos promovida pelo presidente Michel Temer para aprovar essa reforma, a única coisa que não se viu até agora é contenção fiscal. O governo já comprometeu pelo menos R$ 43,2 bilhões nos próximos anos para aprovar a reforma da Previdência e segundo o site Contas Abertas, com base em dados oficiais, de junho do ano passado até outubro deste ano, no lugar de cortar os 4 mil cargos prometidos quando assumiu, Temer deu aval para criação de 2 mil postos. Só entre junho e outubro deste ano, quando Temer tentava se livrar das denúncias criminais contra ele, cerca de 335 pessoas, concursadas ou não, ganharam cargos comissionados, o equivalente em média a dois cargos por dia ao longo dos cinco meses. E hoje, parlamentares devem continuar fazendo romaria até a Comissão Mista de Orçamento (CMO) para pedir por ajustes na distribuição dos recursos aproveitando a votação do Orçamento de 2018, segundo apurou o Broadcast.

O presidente do BC brasileiro, Ilan Goldfajn, apresentará o balanço de 2017 e o primeiro ano da Agenda BC+ (10 horas). O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participa de seminário em São Paulo (17 horas). Na Câmara, está marcada reunião para apresentar o parecer do relator Orlando Silva sobre reoneração da folha de pagamento (13 horas). A Comissão Mista do Orçamento poderá votar o relatório de Orçamento de 2018, sem horário previsto, e a BR Distribuidora precifica sua oferta inicial de ações (IPO) na Bolsa.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse entender que a reforma tributária empreendida pelo presidente norte-americano, Donald Trump, poderá afetar o cenário benigno que acompanha o Brasil. Cenário benigno, de acordo com Ilan, é a queda da inflação para uma taxa inferior ao centro da meta, de 4,5%, crescimento do PIB e redução da taxa básica de juros. Para o presidente do BC, diante deste risco se faz necessário que sejam implementadas as reformas no Brasil, e especial a da Previdência.

O Banco Central fará leilão de até 14.000 contratos de swap cambial das 11h30 às 11h40. A oferta equivale a US$ 700 milhões e tem como objetivo a rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro.

As vendas do comércio varejista Brasileiro caíram 0,90% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal.

 

 

Na agenda externa, A produção industrial da zona do euro cresceu 0,2% em outubro ante setembro. Na comparação anual de outubro, a indústria do bloco ampliou a produção em 3,7%, variação que superou a projeção do mercado, de ganho de 3,5%.

 

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, à espera do anúncio de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Há ampla expectativa de que o Fed elevará juros pela terceira vez este ano ao fim de sua reunião de dois dias, que será concluída na tarde de hoje. Investidores ficarão atentos também à indicação de quantas vezes o BC americano poderá aumentar juros em 2018 e a projeções de inflação para o curto prazo. A inflação nos EUA continua baixa, o que impede o Fed de ser mais agressivo no aperto de sua política monetária.

 

 

 

Nos Estados Unidos, Sobre o Fed, a expectativa é de que os Fed Funds, que estão na faixa de 1% a 1,25%, sejam elevados hoje pela terceira vez este ano. Investidores ficarão atentos também à indicação de quantas vezes o BC americano poderá aumentar juros em 2018 e a projeções de inflação para o curto prazo.

A agenda de indicadores dos Estados Unidos traz como destaque o índice de preços ao consumidor (CPI) de novembro (11h30). O Departamento de Energia divulga relatório sobre estoques semanais de petróleo (13h30). Na agenda de eventos, a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) será divulgada às 17 horas, juntamente com a divulgação das projeções econômicas da instituição. Pouco depois, às 17h30, a presidente do Fed, Janet Yellen, realiza coletiva de imprensa. Às 21h, a diretora Lael Brainard participa de evento sobre força de trabalho em Nova York. Na arena política, está previsto o depoimento do empresário Donald Trump Jr., filho mais velho do presidente dos EUA, Donald Trump, no Comitê de Inteligência do Senado. Além disso, o substituto do senador democrata Al Franken (Minnesota) será escolhido durante o dia.

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 11/12/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no inicio dos negócios. O foco doméstico continua na reforma da previdência que tende a começar a ser discutida na próxima quinta-feira e a votação no plenário ficaria para a semana que vem, isso em uma perspectiva mais positiva. Temer disse que “talvez seja possível” votar a proposta ainda em 2017, ou no início do ano que vem. Ao longo da semana atenção para a ata do Copom amanhã. Hoje o boletim focus do Banco Central fez as seguintes estimativas para o final de 2017: IPCA: 2,88%, PIB: 0,91%, USD: 3,25 e Superavit Comercial: USD 65,66 Bilhões. Em relação a Selic, a previsão para a próxima reunião em fevereiro de 2018 é de uma redução para 6,75% a depender do andamento da reforma da previdência. No Exterior, algumas decisões de Bancos Centrais serão divulgadas. O Federal Reserve, na quarta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) e Banco Central da Inglaterra (BoE), ambas na quinta-feira. Sobre o banco central norte-americano, a expectativa é a de que sejam elevadas as taxas de juros da economia, mas o investidor também aguarda pistas sobre os próximos passos do Fed no ano que vem, quando a instituição passará por mudança de comando. No caso do BCE, não há qualquer previsão sobre mudança do nível dos juros, mas o que se espera é o anúncio de novas projeções econômicas para a região. Também serão conhecidos nesta semana dados de inflação ao consumidor no Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. E por falar em Estados Unidos, o presidente Trump escreveu no Twitter que a reforma tributária está cada vez mais próxima. "Chegando cada vez mais perto da reforma tributária, com mudanças para ainda melhor do que o projetado. A Câmara e o Senado estão trabalhando muito duro e de forma inteligente. O resultado final não só será importante, mas especial!".

 

 

Na agenda interna, Os mercados domésticos começam esta segunda-feira mantendo o foco na reforma da Previdência, cujo tempo para votação neste ano na Câmara está se esgotando. No fim de semana, o presidente Michel Temer disse que "talvez seja possível" votar a proposta ainda em 2017. "Se não for neste ano, será no início do ano que vem." A discussão da matéria na Casa começa na quinta-feira e a votação no plenário ficou para a semana que vem. O governo conseguiu que mais um partido fechasse questão para votar em bloco a favor da matéria, o PPS, depois do PMDB e do PTB. O PPS tem nove deputados e os outros dois partidos somam 76. O governo precisa de 308 votos para aprovar a reforma na Câmara, em dois turnos. Levantamento parcial divulgado pelo Broadcast na sexta-feira mostra que 212 deputados dizem que votariam contra o texto. Com esse placar, o governo conseguiria, no máximo, 300 votos a favor. Mas havia ainda 87 indecisos; 57 não quiseram responder; e três disseram que estarão ausentes. O Estado localizou 87 deputados. Temer disse acreditar que partidos do Centrão vão obrigar suas bancadas no Congresso a votar a favor da reforma. "Falei com os presidentes do PP, PSD e agora com o do PRB. Estão todos entusiasmados com eventual fechamento de questão (votação em bloco pela aprovação da proposta)." O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência em 2018 assumiu no sábado como presidente nacional do PSDB e surpreendeu até mesmo aliados ao defender a reforma da Previdência publicamente, após a convenção na qual foi eleito. E o novo vice-presidente do partido, o governador de Goiás, Marconi Perillo, afirmou que Temer terá necessariamente que liberar verbas para os parlamentares se quiser aprovar as mudanças na aposentadorias e pensões. "Vamos falar a verdade: no ano que vem o presidente tem que abrir as emendas, não tem outro jeito", afirmou. O governo já comprometeu até agora R$ 43,2 bilhões nos próximos anos para aprovar a reforma da Previdência. Ao longo da semana, as atenções estarão especialmente na ata do Copom e na decisão de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira.

A agenda doméstica desta semana tem como destaque a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, quando o Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 7,50% para 7,00% ao ano, o menor patamar histórico da Selic. O documento será conhecido amanhã. Entre os indicadores, estão previstos as vendas no varejo em outubro, na quarta-feira, o IGP-10 de dezembro, na quinta-feira, e, fechando a semana, a pesquisa mensal de serviços do mês retrasado.

Após declarações de dirigentes tucanos defendendo a reforma da Previdência, como o atual presidente da sigla, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, líderes governistas cobraram que a bancada do PSDB na Câmara obrigue seus deputados a votar a favor.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,73% na primeira prévia de dezembro, após ter recuado 0,02% na primeira prévia de novembro. Com o resultado, o índice acumulou recuo de 0,68% no último mês do ano, o equivalente a uma redução também de 0,68% em 12 meses.

 

 

Na agenda externa, prevê decisões de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira, e Banco Central Europeu (BCE) e Banco Central da Inglaterra (BoE), ambas na quinta-feira. Sobre o banco central norte-americano, a expectativa é a de que sejam elevadas as taxas de juros da economia, mas o investidor também aguarda pistas sobre os próximos passos do Fed no ano que vem, quando a instituição passará por mudança de comando. No caso do BCE, não há qualquer previsão sobre mudança do nível dos juros, mas o que se espera é o anúncio de novas projeções econômicas para a região. Também serão conhecidos nesta semana dados de inflação ao consumidor no Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, na esteira de dados positivos do mercado de trabalho dos EUA, em meio à estreia de negociações de contratos futuros da moeda virtual bitcoin e à espera de uma decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) esta semana. Bolsas Europeias em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, O presidente Donald Trump, escreveu no Twitter que a reforma tributária está cada vez mais próxima. "Chegando cada vez mais perto da reforma tributária, com mudanças para ainda melhor do que o projetado. A Câmara e o Senado estão trabalhando muito duro e de forma inteligente. O resultado final não só será importante, mas especial!", escreveu.

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 08/12/2017

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Aos clientes e amigos,

 

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. Os mercados internacionais reagem com otimismo a primeira parte do acordo sobre o divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia, e na esteira de indicadores positivos das economias da China e do Japão. Também no exterior, O Senado dos Estados Unidos aprovou por 81 votos a 14 a extensão do teto da dívida do país até 22 de dezembro, evitando paralisação de agências federais. Hoje, o destaque é o relatório de emprego de novembro, o payroll (11h30) que tende a movimentar as cotações por aqui. Também serão divulgados o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan e os estoques no atacado (ambos às 13h00). No Brasil, o investidor começa o dia reagindo à possibilidade de a reforma da previdência ser votada em 18 de dezembro no plenário da Câmara. Para isso o presidente Temer estuda devolver cargos que foram tirados de aliados que votaram contra o governo no intuito de angariar mais votos. O governo já comprometeu R$ 43,2 bilhões nos próximos anos para aprovar a reforma da Previdência, mas, até agora, só o PMDB e o PTB decidiram obrigar seus deputados a apoiar a proposta. Partidos com ministérios, como PSD e DEM, ainda não tomaram essa decisão. O PP não vai fechar questão, mas disse que vai garantir 90% de votos favoráveis da bancada. O PSDB dividido, pode buscar consenso com a eleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para o comando do partido, na convenção marcada para amanhã. Pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Alckmin já disse ser favorável à reforma da Previdência. Nesta manhã, foi divulgado o IPCA que fechou em alta de 0,28% em novembro ante avanço de 0,42% em outubro.

 

 

Na agenda interna, O Banco Central fará leilão de até 14.000 contratos de swap cambial das 11h30 às 11h40. A oferta equivale a US$ 700 milhões e tem como objetivo a rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro. Serão oferecidos contratos com vencimento em 01/03/2018, 02/05/2018 e 01/10/2018.

Enquanto esperam dados de peso nesta sexta-feira, como o relatório oficial do mercado de trabalho norte-americano de novembro, os mercados internacionais reagem com otimismo ao acordo fechado entre Reino Unido e União Europeia sobre o Brexit. O clima positivo é reforçado pela aprovação da extensão do teto da dívida dos Estados Unidos, evitando a paralisação de agências federais a partir de sábado. Por aqui, o investidor começa o dia reagindo ao IPCA do mês passado e à possibilidade de a reforma da Previdência ser votada no dia 18 de dezembro no plenário da Câmara. A ideia é concluir o processo no dia 20, última quarta-feira de trabalho dos parlamentares antes do recesso. A semana que vem será dedicada a alcançar pelo menos 320 votos favoráveis à matéria, número que contempla uma margem de segurança, acima dos 308 necessários para a aprovação em dois turnos. Para isso, o presidente Michel Temer estuda até devolver cargos que foram tirados de aliados que votaram contra o governo nos últimos meses, o que poderia agregar mais 30 votos à conta. Pelos cálculos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), 180 deputados são contrários às mudanças na aposentadoria e não estão dispostos a mudar de posição. O governo já comprometeu R$ 43,2 bilhões nos próximos anos para aprovar a reforma da Previdência, mas, até agora, só o PMDB e o PTB decidiram obrigar seus deputados a apoiar a proposta. Partidos com ministérios, como PSD e DEM, ainda não tomaram essa decisão. O PP não vai fechar questão, mas disse que vai garantir 90% de votos favoráveis da bancada. Ontem as dúvidas sobre a aprovação da reforma ainda neste ano desanimaram o mercado financeiro.

 

 

Na agenda externa,  A produção industrial do Reino Unido ficou estável em outubro na comparação com o mês anterior. Na comparação anual, a produção industrial cresceu 3,6% em outubro.

A balança comercial chinesa surpreendeu positivamente em novembro, com avanços anuais de 12,3% nas exportações e de 17,7% nas importações. Os números vieram num momento de preocupações renovadas com a possibilidade de que a China desacelere no próximo ano, diante de esforços de Pequim para reduzir riscos financeiros.

O Japão também trouxe boas notícias no campo macroeconômico. Revisão divulgada ontem à noite mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) japonês teve expansão anualizada de 2,5% no trimestre até setembro, bem maior do que a estimativa original de alta de 1,4%. Em termos não anualizados, o PIB do país cresceu 0,6% entre julho e setembro ante os três meses anteriores, o dobro do cálculo inicial de +0,3%.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta sexta-feira, na esteira de indicadores econômicos encorajadores da China e do Japão, as duas maiores economias da região.

As bolsas europeias estão em festa. Depois de mais de oito meses desde que o Artigo 50 foi invocado, em 29 de março, Reino Unido e União Europeia (UE) fecharam a primeira parte do acordo sobre o divórcio entre as partes e podem finalmente avançar para uma segunda fase. O consenso sobre o Brexit entre as partes, costurado desde o início da noite de ontem e encerrado hoje bem cedo, em Bruxelas, dá alívio à primeira-ministra britânica, Theresa May, já que os pontos poderão ser discutidos na reunião de líderes do bloco comum marcado para a próxima semana: quinta (14) e sexta (15).

 

 

Nos Estados Unidos, O crédito ao consumidor subiu US$ 20,52 bilhões em outubro, informou o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no final da tarde de ontem. Na comparação anual com outubro de 2016, o crédito ao consumidor cresceu 6,51%. Hoje, o destaque é o relatório de emprego de novembro, o payroll (11h30). Também serão divulgados o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan e os estoques no atacado (ambos às 13h00).

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 07/12/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta no início dos negócios. Diante da falta de consenso partidário entre as bancadas do governo em relação a fechar questão em favor da reforma da previdência, inclusive do PSDB, aumentando a incerteza em relação a base conseguir os 308 votos favoráveis à proposta o planalto cogita uma votação que se daria entre 18 e 22 de dezembro, e não mais na próxima semana. Novas reuniões são esperadas para essa manhã, e os mercados ficam atentos aos desdobramentos. Se não houver uma definição sobre o tema ainda esse ano, com sua aprovação, o Brasil tende a ter sua nota de crédito rebaixada por agências de classificação de risco, afetando inclusive a política monetária do País. Ontem, como esperado, o Copom reduziu a taxa de juro Selic à 7%, menor patamar da história, afirmando ser adequado uma nova redução moderada em fevereiro, leia-se 0,25 ponto, mas, sem a aprovação da reforma da previdência isso pode ser revisto. O Copom vai avaliar eventuais mudanças na evolução do cenário e seus riscos. Nos Estados Unidos, os investidores monitoram reuniões do presidente Donald Trump, com líderes do Partido Democrata no Senado, Chuck Schumer, e na Câmara, Nancy Pelosi. A expectativa é que tratem da elevação do teto de gastos do governo e dos planos para a reforma tributária. Além disso, há a previsão de que se vote uma extensão temporária do teto de gastos, que vence amanhã, até 22 de dezembro. Na agenda de indicadores, o destaque fica por conta da divulgação dos pedidos semanais de seguro-desemprego, às 11h30, e dos dados de crédito ao consumidor de outubro, às 18 horas. O principal foco econômico é o andamento da reforma tributária. Ontem, o Senado votou pela realização de um documento final sobre o tema em conjunto com a Câmara, com a expectativa de que um texto possa ser finalizado perto do Natal.

 

 

Na agenda interna, O Banco Central cortou a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a 7 por cento ao ano, movimento amplamente esperado pelo mercado e que leva a Selic ao seu menor nível histórico, deixando a porta aberta para nova redução adiante, mas ressalvando que encarará a investida com “cautela”. Isso porque o BC deixou claro que os passos seguintes estão mais sensíveis a eventuais mudanças no cenário de riscos o que, para analistas, foi uma sinalização sobre como será o desfecho da reforma da Previdência.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,80% em novembro, ante um aumento de 0,10% em outubro. Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma redução de 1,15% no ano e queda de 0,33% em 12 meses.

O Banco Central fará leilão de até 14.000 contratos de swap cambial das 11h30 às 11h40. A oferta equivale a US$ 700 milhões e tem como objetivo a rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro.

Além de reagirem ao comunicado do Copom, os mercados locais, que ontem no fim do dia chegaram a se animar com o fato de o PMDB ter fechado questão sobre a reforma da Previdência, hoje começam a sessão percebendo que, mesmo assim, o governo ainda parece distante de atingir seu objetivo, os 308 votos favoráveis à proposta. Além do PMDB, o PTB fechou questão sobre o assunto, o que totaliza 76 votos. O PPS também deve obrigar sua bancada no Congresso a votar em bloco a favor da matéria. Por outro lado, o PSDB disse que quer primeiro a data da votação para tomar uma decisão e o PR, que atualmente só contabiliza 20 votos favoráveis, descartou a possibilidade de obrigar seus parlamentares a votar com o governo. PP e PRB ainda não anunciaram uma posição a esse respeito. Conforme apurou o Broadcast, integrantes do governo afirmam que os números mais recentes indicam 270 votos de apoio à reforma. Mas fontes da base no Congresso afirmaram que existem apenas 170 votos favoráveis. O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), admitiu ontem que o governo ainda não tem os 308 votos necessários e cobrou apoio dos tucanos. "O PSDB vai responder pelos seus atos", ameaçou. Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), segue sem definir uma data para votação e o vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), disse ontem que "eventualmente" a votação pode acabar ficando para a última semana do ano legislativo – 18 e 22 de dezembro, quando normalmente o Congresso já está mais esvaziado. Diante do cenário desafiador, o governo, que ajudou no encaminhamento de medidas que somam R$ 30,2 bilhões em "benesses" a diferentes setores, sinalizou que mais dinheiro pode ser liberado até 31 de dezembro. E se faltam votos para essa reforma, o mesmo não ocorre com medidas de interesse dos parlamentares que aprovaram ontem, a toque de caixa, o Refis para micro e pequenas empresas; o socorro do FGTS à Caixa; o Refis do Funrural; e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que eleva o porcentual de recursos recolhidos para a União que serão destinados ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Com relação à política monetária, o tom considerado mais suave do Banco Central ontem pode trazer alívio à parte mais curta da curva de juros. Após cortar a Selic de 7,5% para 7,0%, o menor patamar da história, o BC afirmou ver como "adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária". Analistas viram neste trecho sinal inequívoco de que a Selic deve cair 0,25 ponto em fevereiro, apesar de o Copom ter alertado também que "essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores". Ou seja, sem a reforma da Previdência a taxa básica de juros poderia continuar em 7,0% nos próximos meses.

 

 

Na agenda externa,  O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, destacou a necessidade de olhar para o impacto que a política monetária tem sobre o sistema bancário e disse que mudanças na economia podem provocar uma alta nas metas de rendimentos do banco, oferecendo o sinal mais forte até agora de que pode se afastar de seu programa de estímulo.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro registrou crescimento de 2,6% no terceiro trimestre, na comparação com igual período do ano passado, de acordo com a terceira leitura do dado. Na estimativa anterior, o PIB da região havia avançado 2,5%.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com as de Tóquio e Hong Kong apagando parte das perdas de cerca de 2% de ontem e a de Xangai ampliando a desvalorização dos últimos dias. Bolsas Europeias em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, o principal foco econômico é o andamento da reforma tributária. Ontem, o Senado votou pela realização de um documento final sobre o tema em conjunto com a Câmara, com a expectativa de que um texto possa ser finalizado perto do Natal.

Na agenda de indicadores, o destaque fica por conta da divulgação dos pedidos semanais de seguro-desemprego, às 11h30, e dos dados de crédito ao consumidor de outubro, às 18 horas.

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 06/12/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo próximo a estabilidade no início dos negócios. Hoje temos ao final do dia a decisão de política monetária do Copom que deve reduzir a Selic para 7%, menor nível da história. As atenções continuam voltadas para as negociações em relação a reforma da previdência, que vem trazendo instabilidade a cada projeção de votos. A última prévia dá conta de que o governo ainda precisa de 56 votos em um cenário de 140 indecisos para conseguir os 308 votos necessários para aprovação. O Planalto espera fechar a conta até o final da semana para que a proposta seja discutida na próxima segunda-feira. Hoje, o Banco Central fará leilão de até 14.000 contratos de swap cambial das 11h30 às 11h40. A oferta equivale a US$ 700 milhões e tem como objetivo a rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro. O BC já havia informado a intenção de promover leilões de rolagem até 20 de dezembro. Estão programados para vencer um montante de 192.760 contratos (US$ 9,638 bilhões) em janeiro. Se mantiver a oferta diária de 14.000 contratos até 20 de dezembro, o BC rolará todo o vencimento. Nos Estados Unidos, as atenções estarão na pesquisa ADP de criação de emprego no setor privado em novembro, e, produtividade e custo do trabalho no terceiro trimestre, ambas entre (11h 15) e (11h30). Questões relacionadas a reforma tributária do País continuam sendo observadas de perto. A perspectiva de que deputados e senadores do Partido Republicano irão conciliar os dois projetos de reforma tributária que foram aprovados na Câmara e no Senado e fazer uma nova versão que passará nas duas casas, podem influenciar no humor. Investidores também continuarão com o Fed no foco. Com uma alta nos juros dada como certa na reunião de política monetária do banco central dos EUA na próxima semana, os agentes aguardam o relatório de empregos (payroll) do país, a ser divulgado na próxima sexta-feira.

 

 

Na agenda interna, tem como destaque a decisão de política monetária do Copom, que deve reduzir nesta noite a Selic para 7%, ao menor nível da história, mas o mercado vai preferir continuar concentrado na ofensiva do governo em busca de apoio à reforma da Previdência. Seguindo a estratégia de exigir que os partidos da base obriguem seus deputados a votarem a favor do texto, o presidente Michel Temer começa o dia reunido com líderes em um café da manhã e só descansa após jantar no Palácio da Alvorada, para contabilizar os votos. O PMBD deve oficializar o fechamento de questão em reunião da Executiva nesta tarde, o que o governo espera que tenha um efeito manada sobre outras legendas. O PSDB também tem reunião hoje para tratar do assunto, mas o líder tucano na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), já disse que a bancada não terá uma posição oficial sobre a reforma enquanto a votação na Casa não for marcada. Pelo mesmo motivo, o PRB decidiu adiar a decisão sobre fechamento de questão. No caso do DEM, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), disse apenas acreditar que o partido terá um número expressivo de votos pró reforma. Já a Executiva do PP não tratou abertamente do posicionamento sobre a questão em reunião realizada ontem. O governo calcula que faltam 56 votos para alcançar o mínimo de 308 necessários para aprovação da matéria. O Planalto espera fechar essa conta até o fim desta semana para que a proposta comece a ser discutida pelos deputados na próxima segunda-feira. Governistas dizem, porém, que só querem votar a proposta quando tiverem cerca de 330 votos garantidos. "Hoje temos 252 votos a favor e 140 indecisos", disse ao Broadcast Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do governo na Câmara. Voltando à Selic, metade das instituições acredita que o Banco Central a manterá em 7% até o fim de 2018, aposta que pode ser calibrada a depender do comunicado que acompanhará a decisão nesta noite.

O Banco Central fará leilão de até 14.000 contratos de swap cambial das 11h30 às 11h40. A oferta equivale a US$ 700 milhões e tem como objetivo a rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro. O BC já havia informado a intenção de promover leilões de rolagem até 20 de dezembro. Estão programados para vencer um montante de 192.760 contratos (US$ 9,638 bilhões) em janeiro. Se mantiver a oferta diária de 14.000 contratos até 20 de dezembro, o BC rolará todo o vencimento.

 

 

Na agenda externa,  As encomendas à indústria da Alemanha subiram 0,5% em outubro ante setembro, no cálculo ajustado. No confronto anual, as encomendas à indústria alemã registraram expansão de 7,2% em outubro na estimativa sem ajustes.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas tiveram perdas acentuadas nesta quarta-feira, particularmente em Tóquio, Hong Kong e Taiwan, em meio à continuidade da fraqueza de ações de tecnologia e após uma forte queda nos preços de metais básicos motivada por renovadas preocupações com a economia chinesa.

Os mercados europeus estão todos no vermelho esta amanhã. Houve uma piora no sentimento dos investidores em relação a questões locais e geopolíticas. Uma das questões locais que puxam os negócios para baixo é a falta de avanço nas negociações do Brexit – saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Depois de mais um encontro entre as partes na segunda-feira, quando não houve consenso novamente, a primeira-ministra britânica, Theresa May, começou a sofrer ainda mais pressão.

 

 

Nos Estados Unidos, as atenções estarão na pesquisa ADP de criação de emprego no setor privado em novembro (11h30). O Departamento de Energia (DoE) divulga os estoques de petróleo bruto (13h30). Donald Trump deve discursar a transferência da embaixada americana de Tel-Aviv para Jerusalém, em Israel (16h00).

O presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, afirmou em entrevista publicada pelo New York Times  que não está completamente convencido da necessidade de aumento de juros nos Estados Unidos na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) da próxima quarta-feira. O dirigente tem poder de voto nas decisões de política monetária deste ano. Evans justifica a cautela com base na fraqueza recente dos índices de inflação.

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 05/12/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. Os mercados vem dando um voto de confiança ao governo em relação a reforma da previdência e Temer vem adotando uma estratégia mais radical para conseguir coloca-la em votação antes do recesso parlamentar. É uma corrida contra o tempo. A agencia de classificação de risco Standard & Poor's alertou que a janela de oportunidade para a aprovação da reforma está se fechando e sinalizou para o risco de rebaixamento da nota de crédito do Brasil se não houver a mudança. Um eventual rebaixamento  da nota de crédito do País tende a diminuir o volume de investimentos e aumentar o custo do crédito. O Banco Central fará leilão de até 14.000 contratos de swap cambial hoje das 11h30 às 11h40. A oferta equivale a US$ 700 milhões e tem como objetivo a rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro. Nos Estados Unidos, os investidores aguardam a votação, no Comitê Bancário do Senado, da nomeação de Jerome Powell para o comando do Federal Reserve a partir das 13 horas. Entre os indicadores, o destaque fica por conta da divulgação da balança comercial de outubro, às 11h30, e dos índices de atividades do setor de serviços de novembro medidos pela IHS Markit e pelo ISM, às 12h45 e 13 horas.

 

Na agenda interna, O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, recorreu a postagens no Twitter para tentar mostrar os benefícios da queda do risco-Brasil para a população. "Pode parecer algo distante do nosso dia a dia, mas a diminuição do risco Brasil afeta diretamente a vida de todos", escreveu o ministro. "Quanto mais baixo o risco, menor é o custo do crédito e, por consequência, maior é a atividade econômica, o volume de investimentos e a geração de empregos." O risco Brasil é uma medida do risco de crédito a que investidores estrangeiros estão submetidos quando investem no País.

Na corrida contra o tempo para conseguir aprovar a reforma da Previdência na Câmara semana que vem, antes do início do recesso parlamentar, o presidente Michel Temer quer adotar uma estratégia mais radical, de exigir que os partidos obriguem seus deputados a votarem a favor do texto, o que garantiria 219 votos do PMDB, PSDB, DEM, PRB, PP e PTB. Se os partidos fecharem questão sobre o tema, aqueles que não seguirem essa orientação podem ser punidos até mesmo com a expulsão. Para que as mudanças nas regras de aposentarias e pensões no País sejam aprovadas são necessários 308 votos e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já disse que só leva o texto a plenário se houver chance de placar favorável. Ontem a Standard & Poor's alertou que a janela de oportunidade para a aprovação da reforma está se fechando e sinalizou para o risco de rebaixamento da nota de crédito do Brasil se não houver a mudança. Mas o comportamento positivo dos mercados locais ontem mostrou que o investidor ainda tem um fio de esperança. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, revelou ontem que Temer sinalizou aos municípios R$ 3 bilhões extras em 2017 para que prefeitos tentem sensibilizar parlamentares a aprovarem o texto. "Se a reforma não for aprovada este ano, esse dinheiro não existe", disse. Neste fim de ano o governo já liberou R$ 2 bilhões ao Fundo de Participação dos Municípios e segundo Padilha esse outro montante seria para investimentos nos municípios que serão viabilizados no curso do ano. Ao mesmo tempo em que se desdobra para salvar a nova proposta previdenciária, o governo também investe no ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para concorrer à Presidência nas eleições do ano que vem. Tanto que deu aval para ele criticar o PSDB e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também visando jogar a responsabilidade sobre os tucanos caso a reforma não seja aprovada. Esse movimento, no entanto, é visto com desagrado por economistas que temem que essa ofensiva atrapalhe as negociações.

O Banco Central fará leilão de até 14.000 contratos de swap cambial hoje das 11h30 às 11h40. A oferta equivale a US$ 700 milhões e tem como objetivo a rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro.

 

Na agenda externa,  O crescimento do setor de serviços da China acelerou para a máxima de três meses em novembro. O PMI de serviços do Caixin/Markit subiu a 51,9 em novembro de 51,2 em outubro, resultado mais alto desde agosto. Leitura acima de 50 indica crescimento.

A atividade empresarial da zona do euro acelerou em novembro uma vez que as empresas tiveram dificuldade para atender a demanda. O PMI Composto final do IHS Markit para a zona do euro ficou em 57,5 em novembro de 56,0 em outubro.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu para 57,3 em novembro, de 56,6 em outubro. Já o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços do Japão recuou para 51,2 em novembro, de 53,4 em outubro.

                              

Nas Bolsas, As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, com uma última onda de liquidação de ações de tecnologia em Wall Street pesando nos negócios de Japão, Taiwan, Hong Kong e Shenzhen.

As bolsas europeias operam sem direção única nesta terça-feira, que traz indicadores macroeconômicos da região.

 

Nos Estados Unidos, os investidores aguardam a votação, no Comitê Bancário do Senado, da nomeação de Jerome Powell para o comando do Federal Reserve a partir das 13 horas. Entre os indicadores, o destaque fica por conta da divulgação da balança comercial de outubro, às 11h30, e dos índices de atividades do setor de serviços de novembro medidos pela IHS Markit e pelo ISM, às 12h45 e 13 horas.

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 04/12/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta no início dos negócios. Esse movimento é beneficiado após o Senado dos EUA ter aprovado uma proposta de reforma tributária, na maior vitória de Donald Trump até o momento. Entretanto os ganhos são limitados devido a preocupações renovadas com a suposta interferência da Rússia na campanha presidencial americana. O ex-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca Michael Flynn admitiu ter mentido ao FBI sobre o assunto. Trump, por sua vez, tornou-se ontem alvo de acusações de obstrução de Justiça ao indicar em um tuíte que sabia da fraude. Em relação a reforma, os republicanos ainda precisam superar significativas divergências entre Câmara e Senado antes de prepararem uma proposta conjunta e enviá-la ao gabinete de Trump, o que esperam que aconteça até o Natal. No Brasil, os investidores iniciam a semana avaliando se a força-tarefa do governo durante o fim de semana se traduzirá em aumento real das chances de aprovação da reforma da Previdência no plenário da Câmara neste ano. O presidente Michel Temer admitiu as dificuldades para fazer as mudanças na aposentadoria e os problemas na comunicação da proposta, mas disse que não jogou a toalha. A estratégia agora é que os partidos da base aliada fechem questão sobre o tema, obrigando seus parlamentares a votarem favoravelmente à reforma. Pelos cálculos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os partidos representados na reunião de domingo somavam 320 votos, acima dos 308 necessários para a aprovação da matéria na Casa. É uma avaliação bem otimista, com o governo tentando mostrar confiança ainda que a data para votação da matéria continue sendo uma incógnita. O boletim Focus do Banco Central trouxe as seguintes estimativas para o final de 2017: IPCA: 3,03%, USD: 3,25, PIB: 0,89% e Selic: 7%.

 

 

Na agenda interna, A aprovação da proposta de reforma tributária pelo Senado norte-americano no sábado embala os negócios nos mercados internacionais, enquanto no Brasil os investidores iniciam a semana avaliando se a força-tarefa do governo durante o fim de semana se traduzirá em aumento real das chances de aprovação da reforma da Previdência no plenário da Câmara neste ano. Em encontros com integrantes da coalizão, o presidente Michel Temer admitiu as dificuldades para fazer as mudanças na aposentadoria e os problemas na comunicação da proposta, mas disse que não jogou a toalha. A estratégia agora é que os partidos da base aliada fechem questão sobre o tema, obrigando seus parlamentares a votarem favoravelmente à reforma. Pelos cálculos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os partidos representados na reunião de domingo somavam 320 votos, acima dos 308 necessários para a aprovação da matéria na Casa. A avaliação feita é bem otimista, de que com o fechamento de questão dos partidos da base e de parlamentares de oposição que podem votar a favor da matéria, o governo pode ter pouco mais de 370 votos. Apesar de ter demonstrado confiança ao fim da reunião de domingo, Maia afirmou que ainda não sabe quando a reforma da Previdência será levada ao plenário. Uma nova reunião de Temer com aliados foi marcada para a noite de quarta-feira, no Palácio da Alvorada, para uma nova avaliação se será possível colocar a proposta em votação na semana que vem. A ideia é aprovar em primeiro turno ao menos a idade mínima para a aposentadoria (65 anos para homens e 62 para mulheres) e que o texto seja levado ao plenário no dia 13, sendo que o Congresso já começa a esvaziar na semana seguinte, antes do recesso. Como se não bastasse o noticiário intenso dos últimos dias, os mercados enfrentarão uma agenda carregada nesta semana, com decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), IPCA de novembro e dados de produção industrial de outubro.

A agenda desta semana tem como destaques a decisão de política monetária do Banco Central (quarta-feira); produção industrial de outubro (terça-feira); e IPCA de novembro (sexta-feira). Também serão conhecidos os dados da produção de veículos da Anfavea (quarta-feira) e o IGP-DI de novembro (quinta-feira).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,29% em novembro, de 0,32% em outubro.

O ministro da Fazenda e um dos nomes cotados para disputar as eleições presidenciais do ano que vem, Henrique Meirelles, disse em entrevista à Folha de S.Paulo que o governo de Michel Temer terá um candidato à Presidência em 2018 e que ele não será o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). "O PSDB está tendendo na direção de não apoiar o governo e isso terá consequências no processo eleitoral", emendou.

 

 

Na agenda externa,  Na Europa, saem os PMIs composto da Alemanha e Reino Unido, e o PMI de serviços da zona do euro, além do PIB do terceiro trimestre e vendas no varejo na zona do euro (todos na terça-feira).

A Grécia e os credores internacionais chegaram a um acordo preliminar sobre as medidas que Atenas deve adotar em troca de novos empréstimos. O plano abrirá caminho para um desembolso de cerca de 5,0 bilhões de euros em fundos no próximo mês.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com os investidores repercutindo o noticiário misto dos EUA. No sábado, o Senado americano aprovou uma proposta de reforma tributária. Um dia antes, porém, voltaram a ganhar força preocupações com a suposta interferência da Rússia na campanha presidencial dos EUA.

 

Nos Estados Unidos, a expectativa na semana será pelo relatório oficial do mercado de trabalho, o payroll (sexta-feira), do mês passado. Por lá, o dólar e os índices futuros das bolsas de Nova York avançam, assim como os juros dos Treasuries, após a vitória do presidente Donald Trump com a reforma tributária. Mas os republicanos ainda precisam superar significativas divergências entre Câmara e Senado antes de prepararem uma proposta conjunta e enviá-la ao gabinete de Trump, o que esperam que aconteça até o Natal. Além disso, os ganhos são limitados por preocupações renovadas com a suposta interferência da Rússia na campanha presidencial americana. O ex-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca Michael Flynn admitiu ter mentido ao FBI sobre o assunto. Trump, por sua vez, tornou-se ontem alvo de acusações de obstrução de Justiça ao indicar em um tuíte que sabia da fraude.

Na agenda, tem a pesquisa ADP de geração de vagas em novembro (quarta-feira). Hoje saem, o índice ISM de condições empresariais de NY (12h45), as encomendas à indústria (13h30).

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 01/12/2017

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Aos clientes e amigos,

 

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta no início dos negócios. O Banco Central Brasileiro volta a cena e anunciou que fará leilões para rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em janeiro entre os dias 1º e 20 de dezembro, começando hoje com oferta de 14 mil contratos, o equivalente a US$ 700 milhões (11h30), com resultado a partir das 11h50. A votação da reforma da previdência não acontecerá na próxima semana e seguem as negociações para que ao menos isso ocorra até o dia 12. Os investidores seguem descrentes em relação ao assunto ainda mais após o presidente da Câmara Rodrigo Maia demonstrar pessimismo sobre o tema. Nos Estados Unidos, temos uma agenda cheia que prevê vários discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed). Às 11h30, a presidente Janet Yellen participa de evento; às 12h05, James Bullard (sem direito a voto), de St. Louis, faz discurso; às 12h30, Robert Kaplan (com direito a voto), de Dallas, faz pronunciamento e, às 13h15, será a vez do presidente da distrital de Filadélfia, Patrick Harker (com direito a voto). Já o diretor do Fed Randal Quarles falará às 22h. Além disso, o Senado americano retomará votação sobre reforma tributária, sem horário previsto. Entre os indicadores, serão divulgados o índice de gerentes de compra (PMI) industrial norte-americano (12h45) e o índice de atividade industrial ISM (13 horas), ambos de novembro.

 

 

Na agenda interna, Entre tanta incerteza sobre a reforma da Previdência a única coisa que parece mais clara até agora é que ela não irá para votação no plenário da Câmara na semana que vem, como se esperava até poucos dias atrás. "Não vai dar para votar na semana que vem, no dia 6, como se pretendia, mas tem chance de votar no dia 12. Não podemos tirar esse foco. Deixar para o ano que vem, não tem nada disso", disse o vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), que reconheceu que o governo não tem ainda os 308 votos necessários para aprovação da matéria. Ontem o pessimismo demonstrado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-SP), aumentou a descrença do investidor de que saia alguma reforma da Previdência este ano ou mesmo neste governo. Para ele, não faz sentido pautar o texto enquanto houver risco de derrota. O presidente Michel Temer se encontrará com líderes e presidentes de partidos na noite de domingo para "auferir dificuldades" que ainda permanecem, segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que ontem continuou batendo na tecla de que o governo espera votar a reforma "o mais breve possível". O Banco Central anunciou ontem que fará leilões para rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em janeiro entre os dias 1º e 20 de dezembro, começando hoje com oferta de 14 mil contratos, o equivalente a US$ 700 milhões (11h30), com resultado a partir das 11h50. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reúne-se com o presidente Michel Temer ao meio-dia.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre deste ano, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

 

Na agenda externa,  O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Alemanha subiu para 62,5 em novembro, de 60,6 em outubro. O resultado de novembro veio em linha com a previsão. Já o PMI do setor industrial da zona do euro subiu para 60,1 em novembro, de 58,5 em outubro. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria do Reino Unido avançou de 56,6 em outubro a 58,2 em novembro.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com investidores na expectativa para a votação de um projeto de reforma tributária no Senado dos EUA, que foi adiada para hoje. Bolsas Europeias em baixa.

 

 

Nos Estados Unidos, A agenda de eventos prevê vários discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed). Às 11h30, a presidente Janet Yellen participa de evento; às 12h05, James Bullard (sem direito a voto), de St. Louis, faz discurso; às 12h30, Robert Kaplan (com direito a voto), de Dallas, faz pronunciamento e, às 13h15, será a vez do presidente da distrital de Filadélfia, Patrick Harker (com direito a voto). Já o diretor do Fed Randal Quarles falará às 22h. Além disso, o Senado americano retomará votação sobre reforma tributária, sem horário previsto. Entre os indicadores, serão divulgados o índice de gerentes de compra (PMI) industrial norte-americano (12h45) e o índice de atividade industrial ISM (13 horas), ambos de novembro.

 

Fonte: Broadcast