Panorama de Mercado 26/06/2017

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Aos clientes e amigos,

 

No mercado de câmbio, dólar abrindo em baixa no início dos negócios com o exterior em clima positivo, porém com uma agenda pesada nesta semana especialmente no âmbito político onde é esperado a apresentação de denúncia por parte do procurador geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Temer, que pode sair entre hoje e amanhã. A Polícia Federal concluiu que o áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista com Temer, em 7 de março no Palácio do Jaburu, não foi editado ou adulterado e a situação de Temer pode piorar ainda mais com a conclusão do inquérito da PF. O Banco Central faz leilão de até 8.200 de contratos de swap cambial (US$ 410 milhões) para rolagem dos vencimentos de julho de 2017 (11h30). O Boletim Focus do Banco Central fez as seguintes estimativas para o final de 2017: PIB: 0,39%, IPCA: 3,48%, Selic: 8,50% e USD: 3,32. No exterior, entre eventos, às 14h30, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, realiza discurso de abertura do Fórum da instituição sobre bancos centrais em Sintra, Portugal. Já nos Estados Unidos, serão divulgados as encomendas de bens duráveis e o índice de atividade nacional, ambos de maio às 9h30. Já o índice de produção manufatureira em junho do Fed de Dallas sai às 11h30.

 

 

 

Na agenda interna,  A confiança do consumidor no Brasil voltou a piorar em junho diante do aumento das incertezas devido à crise política. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV registrou queda de 1,9 ponto neste mês e foi a 82,3 pontos, devolvendo a alta vista em maio.

Nos mercados domésticos os investidores devem ficar em compasso de espera diante da agenda pesada desta semana, especialmente no lado político. Entre hoje e amanhã o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar denúncia contra o presidente Michel Temer. Na quarta-feira deve ser votada a reforma trabalhista na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Com relação à denúncia de Janot, Temer tenta fechar o corpo e ontem se reuniu com seu núcleo político no Palácio da Alvorada para traçar a estratégia para se salvar. Líderes da base aliada afirmaram ao jornal o Estado de S.Paulo não ser possível assegurar a rejeição da denúncia, dependendo do teor da acusação formal. Na sexta-feira, a Polícia Federal concluiu que o áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista com Temer, em 7 de março no Palácio do Jaburu, não foi editado ou adulterado e a situação de Temer pode piorar ainda mais com a conclusão do inquérito da PF. O resultado dessa investigação segue hoje para o Supremo Tribunal Federal (STF). A PF já concluiu que há indícios de crime de corrupção, mas ainda não se manifestou sobre se houve obstrução de Justiça para impedir investigação de organização criminosa. A reunião de ontem na Alvorada também foi para garantir a aprovação da reforma trabalhista na CCJ, depois da derrota semana passada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Ainda na política, o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) disse que entrará nesta segunda-feira com mandado de segurança solicitando que o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigue o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a instalar a Comissão de Impeachment de Temer. No total, já foram encaminhados a Maia 20 pedidos de impeachment, mas ele não analisou nenhum dos pedidos. Enquanto luta para seguir no cargo, Temer enfrenta também forte rejeição popular.

O Banco Central faz leilão de até 8.200 de contratos de swap cambial (US$ 410 milhões) para rolagem dos vencimentos de julho de 2017 (11h30). Entre os eventos, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, o ministro Gilmar Mendes do STF e presidente do TSE, além de Ricardo Ferraço, relator e autor da PEC 282/2016 e Vicente Cândido (PT-SP), relator da Reforma Política na Câmara, participam de debate sobre reforma política promovido pela Fiesp. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participa da cerimônia de sanção da lei que regulamenta a diferenciação de preço no Palácio do Planalto (11 horas). O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participa da 87ª reunião geral anual do Banco de Compensações Internacionais (BIS), em Basileia, na Suíça.

 

 

Na agenda externa, Entre eventos, às 14h30, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, realiza discurso de abertura do Fórum da instituição sobre bancos centrais em Sintra, Portugal.

 

                              

Nas Bolsas, O índice de blue-chips chinês fechou na máxima de mais de um ano nesta segunda-feira, impulsionado pela notícia de que o MSCI pode aumentar substancialmente o peso futuro das ações "A" da China em seu índice de mercados emergentes.  Bolsas Europeias em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, O recente estreitamento dos spreads de crédito, preços recordes de ações e queda nos rendimentos dos títulos podem encorajar o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, a continuar apertando a política monetária, disse o vice-chair do Fed, William Dudley. Neste mês o Fed elevou a taxa de juros pela segunda vez este ano, e sinalizou que planeja elevá-la mais uma vez em 2017 e três vezes em 2018.

Hoje serão divulgados as encomendas de bens duráveis e o índice de atividade nacional, ambos de maio às 9h30. Já o índice de produção manufatureira em junho do Fed de Dallas sai às 11h30.

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 23/06/2017

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Aos clientes e amigos,

 

No mercado de câmbio, dólar abrindo em leve baixa no início dos negócios digerindo o IPCA de junho divulgado a pouco que registrou leve alta de 0,16%, e pode calibrar as apostas para a Selic, agora em redução de 1% em julho, devido a desaceleração confirmada da inflação. O Banco Central faz leilão de até 8.200 contratos de swap cambial (US$ 410 milhões) para rolagem dos vencimentos de julho (11h30). O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, discursa em seminário da Amcham sobre crescimento econômico em São Paulo (10h30). – O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participa da conferência anual do Banco de Compensações Internacionais (BIS), em Lucerna, na Suíça. Nos Estados Unidos, a agenda traz discursos de vários dirigentes regionais do Federal Reserve: William Dudley, de NY (9h15); James Bullard, de St.Louis (12h15); Loretta Mester, de Cleveland (13h40); além do diretor Jerome Powell (13h15). Entre os indicadores, saem o índice de gerentes de compras (PMI) composto (10h45); vendas de imóveis novos (12h00); e poços e plataformas em operação da Baker Hughes (14h00).

 

 

Na agenda interna,  O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve deflação de 0,12 por cento na terceira quadrissemana de junho, após alta de 0,13 por cento no período anterior.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, uma cópia do inquérito que investiga o presidente Michel Temer. A partir do seu recebimento, Janot terá cinco dias para denunciá-lo ou pedir o arquivamento da investigação, por falta de elementos para fazer a acusação.

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que é válida a homologação do acordo de delação premiada de executivos da J&F, holding que controla a JBS, feita pelo ministro Edson Fachin, e também votaram pela manutenção de Fachin na relatoria do caso.

Hoje os investidores também avaliam os eventuais impactos da decisão dos Estados Unidos de suspender as importações de carne bovina in natura do Brasil. Embora o volume exportado não seja considerado relevante, o mercado norte-americano, por ser um dos mais exigentes, é referência para que outros países decidam comprar a carne brasileira. Na política, o presidente Michel Temer segue em viagem oficial à Noruega e, segundo o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, está "sereno" diante da eventual denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentará contra ele.

Ao menos 10 senadores de partidos considerados aliados ao governo se declararam independentes e mais um indício de enfraquecimento de Temer.

 

 

Na agenda externa, O crescimento empresarial da zona do euro perdeu força inesperadamente no final do primeiro semestre após repentina desaceleração no ritmo de expansão das empresas de serviços. O PMI Composto do IHS Markit para junho caiu a 55,7 de 56,8 em abril e maio, o que havia sido o nível mais alto desde abril de 2011.

 

                              

Nas Bolsas,  Os mercados acionários da China avançaram nesta sexta-feira, encerrando a semana em alta, com sinais de alívio do aperto da liquidez e com a confiança impulsionada pela decisão do MSCI de incluir as ações do país em seu índice. Bolsas Europeias em baixa.

 

 

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) anunciou que os Estados Unidos suspenderam todas as importações de carne bovina in natura do Brasil devido a recorrentes preocupações sanitárias sobre os produtos.

Um esforço de sete anos dos republicanos para desmantelar o programa de saúde instaurado pelo ex-presidente Barack Obama e acabar com as taxas que impunha aos ricos chegou a uma fase decisiva ontem, quando líderes do partido no Senado apresentaram um projeto de lei que pretendem levar a votação, possivelmente já na semana que vem.

A agenda americana traz discursos de vários dirigentes regionais do Federal Reserve: William Dudley, de NY (9h15); James Bullard, de St.Louis (12h15); Loretta Mester, de Cleveland (13h40); além do diretor Jerome Powell (13h15). Entre os indicadores, saem o índice de gerentes de compras (PMI) composto (10h45); vendas de imóveis novos (12h00); e poços e plataformas em operação da Baker Hughes (14h00).

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 22/06/2017

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Aos clientes e amigos,

 

No mercado de câmbio, Dólar abrindo em leve baixa no início dos negócios após a divulgação do relatório trimestral de inflação – RTI – que prevê IPCA de 3,8% em 2017. O documento deve ajudar a ajustar as apostas do mercado não só para a reunião de julho como para o ciclo total de afrouxamento monetário. Atualmente as apostas de corte da Selic estão em 0,75%, em uma redução gradual, encerrando 2017 em 8,5%. Em relação ao cenário político, o governo já admite que a Reforma da Previdência deve demorar mais para ser votada no plenário da Câmara, já com relação a Reforma Trabalhista se espera uma vitória no plenário após a derrota sofrida na votação da proposta da reforma na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Tais conflitos, derrota na votação da proposta e perspectiva de vitória no plenário deixam os investidores olhando para um cenário nebuloso, e são fatores de instabilidade no humor. No Estados Unidos, o dia começa com os números semanais de pedidos de auxílio-desemprego, que chegaram a 241 mil na semana encerrada em 17 de junho. As 10hs saem os preços residenciais de Abril. Depois, às 11 horas, o Conference Board divulga o índice de indicadores antecedentes de maio. As 12hs sai a sondagem industrial de junho. Entre os eventos previstos, está o depoimento do diretor do Federal Reserve Jerome Powell ao Senado, às 11 horas. No fim da tarde, às 17h30, o Federal Reserve apresenta o resultado de testes de estresse dos bancos dos EUA.

 

 

Na agenda interna,  A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) apontou piora em junho para o menor nível desde fevereiro, em meio à crise política e com deterioração das expectativas. Após três altas seguidas, a preliminar do ICI recuou 2,3 pontos, atingindo 90 pontos neste mês, o que seria o menor nível desde os 87,8 pontos registrados em fevereiro.

O Banco Central reduziu suas previsões sobre inflação neste ano e no próximo, segundo Relatório Trimestral de Inflação divulgado hoje, mas reafirmou que, em meio ao cenário de incertezas elevadas, uma redução moderada do ritmo de corte na Selic deve se mostrar adequada. No documento, o BC calculou alta do IPCA em 3,8 por cento em 2017 e de 4,5 por cento em 2018 pelo cenário de mercado, sobre 4 e 4,6 por cento vistos no comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de maio. O cenário de mercado considera a Selic a 8,5 por cento no fim de 2017 e de 2018.

O governo já admite que a reforma da Previdência deve demorar mais para ser votada no plenário da Câmara, diante da possibilidade de Temer ser denunciado pelo Ministério Público e após a derrota sofrida na votação da proposta da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado na terça-feira. O presidente da Casa, Rodrigo Maia – que está no exercício da Presidência durante a viagem de Temer -, já havia admitido que agosto seria um prazo otimista para a votação. O Planalto, por sua vez, partiu para a ofensiva e exonerou dois indicados do senador Hélio José (PMDB-DF) de órgãos ligados ao Executivo, um dos três senadores da base a votar contra o projeto, e hoje mais um indicado do senador deve ser afastado. Também hoje o Supremo Tribunal Federal (STF) deve confirmar a validade da homologação da delação do Grupo J&F – holding que inclui a JBS – e a manutenção do ministro Edson Fachin como relator do caso. Já votaram o próprio Fachin e o ministro Alexandre de Moraes. Ambos concordaram que cabe ao relator homologar o acordo de colaboração premiada. Eles também convergiram no entendimento de que a delação da JBS deveria ter sido distribuída, por prevenção, a Fachin.

 

Na agenda externa, O governo do Japão melhorou sua visão geral da economia pela primeira vez em seis meses, refletindo uma gradual aceleração no consumo privado e destacando sua confiança de que a recuperação liderada pelas exportações está se ampliando.

                              

Nas Bolsas,  As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, nesta quinta-feira. Na China, a Bolsa de Xangai operou em alta boa parte do dia, mas perdeu fôlego e reverteu o sinal no fim do pregão, com novos temores sobre o setor financeiro, o que também provocou um fechamento negativo em Hong Kong. Bolsas Europeias em baixa.

 

 

Nos Estados Unidos, o dia começa com os números semanais de pedidos de auxílio-desemprego, que chegaram a 241 mil na semana encerrada em 17 de junho.. As 10hs saem os preços residenciais de Abril. Depois, às 11 horas, o Conference Board divulga o índice de indicadores antecedentes de maio. As 12hs sai a sondagem industrial de junho. Entre os eventos previstos, está o depoimento do diretor do Federal Reserve Jerome Powell ao Senado, às 11 horas. No fim da tarde, às 17h30, o Federal Reserve apresenta o resultado de testes de estresse dos bancos dos EUA.

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 21/06/2017

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Aos clientes e amigos,

 

No mercado de câmbio, Dólar abrindo em baixa no início dos negócios em um movimento de correção após a alta observada ontem devido a derrota do governo com a rejeição do relatório da reforma trabalhista que acende a luz de alerta, e, com integrantes do Banco Central Brasileiro reforçando que não há relação "direta e mecânica" entre a alta das incertezas e a política monetária. Segundo o BC o principal fator de risco atualmente é a elevação das incertezas quanto à velocidade do processo de reformas e ajustes da economia brasileira, ou seja, a previsão de Temer de que a vitória é certíssima pós apresentação do parecer da reforma pelo relator a ser feita hoje, seguindo ao plenário, onde, segundo o presidente, não haverá novas surpresas, precisa se confirmar. A instabilidade provocada por esses eventos é natural afinal os mercados esperam por uma previsibilidade que não está acontecendo devido a crise política que o Brasil se encontra. Ontem a Policia Federal enviou ao STF relatório onde afirma que existem evidências robustas da pratica de corrupção passiva pelo presidente Temer no inquérito em que é investigado depois da delação premiada dos executivos da J&F.  O BC realizará nesta sessão mais um leilão de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais –equivalentes à venda futura de dólares– para rolagem dos contratos que vencem julho. Nos Estados Unidos, saem as vendas de moradias usadas em maio (11h00), os estoques de petróleo bruto do Departamento de Energia (11h30).

 

 

Na agenda interna,  o temor é de que a fragilidade na articulação exposta ontem após a derrota do governo com a rejeição do relatório da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado  comprometa ainda mais o futuro das reformas, em meio ainda ao aprofundamento da crise política. A derrota acendeu o alerta na equipe econômica e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, perguntou ao presidente da Câmara e presidente em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se existe ambiente para a aprovação da reforma da Previdência, conforme a Coluna do Estadão. As atenções estarão voltadas nesta manhã para a sessão extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, na qual será apresentado o parecer da reforma pelo relator, o senador Romero Jucá (PMDB-RR). A intenção do governo é de que o texto seja votado até a próxima quarta-feira, dia 28, seguindo para o plenário. De Moscou, na Rússia, o presidente Michel Temer disse ontem que a vitória "é certíssima" e a base contabilizaria pelo menos 46 votos de apoio. Já nos bastidores, o governo promoveu uma "caça às bruxas" para encontrar os culpados pelo revés. Outro assunto que entra na pauta de hoje é a discussão sobre a validade da delação dos executivos do Grupo J&F. A tendência na Corte é de que haja maioria para confirmar a constitucionalidade das medidas tomadas pelo relator, ministro Edson Fachin, e que as delações sejam mantidas.

O diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Tiago Couto Berriel disse que a economia do País tem amortecedores robustos e, por isso, está menos vulnerável a choques internos e externos. Ao mesmo tempo, reforçou ideia contida nas comunicações recentes do BC, a de que o ritmo de corte da Selic (a taxa básica de juros) dependerá da evolução da atividade, do balanço de riscos, da extensão do ciclo e das projeções e expectativas para a inflação. Em outro ponto do discurso, Berriel reforçou que não há relação "direta e mecânica" entre a alta das incertezas e a política monetária. De acordo com o diretor do BC, o principal fator de risco atualmente é a elevação das incertezas quanto à velocidade do processo de reformas e ajustes da economia brasileira.

O relatório parcial da Polícia Federal, enviado ao Supremo Tribunal Federal, afirma que há evidências "com vigor" da prática de corrupção passiva pelo presidente da República, Michel Temer, no inquérito em que é investigado depois da delação premiada dos executivos da J&F.

 

 

Na agenda externa, O economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Haldane, afirmou que a instituição deveria começar a retirar parte de seus estímulos mais adiante neste ano. A declaração de Haldane impulsionou a libra.

O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, afirmou que a manutenção das atuais condições de política monetária frouxa é apropriada porque os preços estão em defasagem em relação às melhoras da economia e permanecem distantes da meta de inflação do banco central.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas da Ásia fecharam sem sinal único nesta quarta-feira, com várias delas em baixa por causa da fraqueza do setor de energia. Em Tóquio, a valorização do iene provocou uma queda do índice Nikkei, mas os mercados da China avançaram, após o índice de mercados emergentes MSCI anunciar a inclusão de ações listadas em Xangai e Shenzhen, ou ações A, em seus principais índices. Bolsas Europeias em baixa.

 

 

Nos Estados Unidos, saem as vendas de moradias usadas em maio (11h00), os estoques de petróleo bruto do Departamento de Energia (11h30) e o presidente Donald Trump faz comício em Cedar Rapids (21h00).

Panorama de Mercado 20/06/2017

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Aos clientes e amigos,

 

No mercado de câmbio, dólar abrindo em alta no início dos negócios e de olho na agenda interna após a Policia Federal apontar indícios de corrupção passiva cometida por Temer e por seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures. A PF, no entanto, pediu mais cinco dias de prazo para encerrar a investigação sobre organização criminosa e obstrução da Justiça e aguarda o ministro Edson Fachin, se manifestar sobre a postergação. Vale lembrar que hoje os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidem se o acordo de delação de executivos da JBS pode ou não ser revisto. O Banco Central faz leilão de até 8.200 contratos de swap cambial tradicional para rolagem dos contratos que vencem em 3 de julho (11h30). O Petróleo opera em baixa superior a 1% com os investidores céticos sobre os esforços liderados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para cortar a oferta e tentar apoiar os preços. Nos Estados Unidos, ontem a noite, o influente dirigente do FED de Nova York, William Dudley, sinalizou satisfação com o ciclo de aperto monetário prevendo nova alta de juro em 2017.

 

 

 

Na agenda interna,  O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo voltou a subir na segunda quadrissemana de junho ao registrar alta de 0,05 por cento, após queda de 0,10 por cento na primeira leitura do mês.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar a partir das 14h, um novo pedido de prisão apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) . A carta constitucional determina que um senador só pode ser preso em flagrante se tiver cometido um crime inafiançável. De acordo com a PGR, o caso de Aécio se encaixa nessas previsões constitucionais. Mesmo assim, o tucano só pode ser levado à cadeia se ao menos 41 dos 81 senadores avalizar a eventual ordem de prisão da Suprema Corte. Se a Primeira Turma decidir prender o parlamentar, o processo deverá chegar ao Senado em 24 horas.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reagiu às críticas de que o Ministério Público e a operação Lava Jato cometem abuso na sua atuação, horas após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ter se queixado das apurações conduzidas pelos dois órgãos, cobrando limites às apurações. "Um alerta a esses senhores: a sociedade brasileira está cansada de homens públicos deste jaez; pode até levar um tempo, mas os brasileiros saberão reconhecê-los e serão fortes para repudiá-los, mesmo por detrás das fantasias cuidadosamente urdidas para enganar. Basta de hipocrisia!", disse Janot, sem citar nominalmente Gilmar Mendes. Antes de terminar o seu mandato, Janot pretende deixar finalizado as delações de Antonio Palocci e do operador financeiro Lúcio Funaro.

O presidente Michel Temer afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que o governo cortou favores que privilegiavam poucas empresas e "permitiam a criminosos crescer à sombra dos ilícitos e do dinheiro público", e disse que aqueles que cometeram irregularidades serão punidos e responsabilizados.

Enquanto o presidente Michel Temer começa hoje sua viagem pela Rússia, os investidores iniciam a jornada com a notícia de que a Polícia Federal apontou ontem à noite indícios de corrupção passiva cometida por Temer e por seu ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no inquérito aberto com base na delação do empresário Joesley Batista, do Grupo J&F. A PF, no entanto, pediu mais cinco dias de prazo para encerrar a investigação sobre organização criminosa e obstrução da Justiça e o ministro Edson Fachin, relator do caso e da Operação Lava Jato no Supremo, deverá se manifestar sobre a postergação. Também hoje os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidem se o acordo de delação de executivos da JBS pode ou não ser revisto.

A agenda do dia traz ainda a votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Mesmo que o parecer seja rejeitado pelos parlamentares, o texto vai para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes da apreciação final no plenário – esperada para acontecer na próxima semana.

 

 

 

Na agenda externa, Agora não é o momento de elevar a taxa de juros, afirmou o presidente do banco central britânico, Mark Carney, alertando que o crescimento já fraco dos salários pode provocar mais perda de força conforme o Reino Unido se prepara para deixar a União Europeia.

Investidores seguem céticos sobre os esforços liderados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para cortar a oferta e tentar apoiar os preços, em um cenário de desequilíbrio entre oferta e demanda, com isso o petróleo opera em baixa nesta terça-feira.

No fim do dia, às 20h50, será divulgada a ata da mais recente reunião de política monetária do Banco do Japão (BoJ).

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse a líderes empresariais alemães que não irá desistir de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos, e irá buscar um amplo consenso sobre relações comerciais na cúpula do G-20 no próximo mês.

 

 

                              

Nas Bolsas,  Os mercados acionários da China caíram nesta terça-feira em meio a preocupações persistentes sobre as condições de liquidez, mesmo com os investidores aguardando a decisão do MSCI sobre se incorpora as ações do país ao seu Índice de Mercados Emergentes. Bolsas Europeias com desempenhos mistos.

 

 

Nos Estados Unidos, estão previstos discursos do dirigente do Federal Reserve de Boston, Eric Rosengren, às 9h15, e do presidente da distrital de Dallas, Robert Kaplan, às 16 horas.

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 19/06/2017

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Aos clientes e amigos,

 

No mercado de câmbio, dólar abrindo em alta após acusações do empresário Joesley Batista da J&F de que o presidente Temer lidera a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil e aguardando novas denúncias de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça por parte da Procuradoria Geral da República contra o presidente. Nesse ambiente indefinido e desconfortável os mercados aguardam novos desdobramentos mesmo acreditando que a agenda reformista e a política de responsabilidade fiscal não serão desmontadas, independente de Temer continuar ou não. Vale lembrar que, para a denúncia seguir adiante serão necessários 342 votos favoráveis no congresso. O Banco Central faz leilão de até 8.200 contratos de swap cambial tradicional (US$ 410 milhões) para rolagem dos contratos que vencem em 3 de julho (11h30). O boletim Focus fez as seguintes estimativas para o final de 2017: PIB:0,40%, IPCA: 3,64%, Selic: 8,50% e USD: 3,30. No exterior, os mercados operam em tom positivo nesta manhã em meio a avaliações de que o processo de saída do Reino Unido da União Europeia poderá ser suave.

 

 

Na agenda interna,  Os desdobramentos da acusação do empresário Joesley Batista, da J&F, de que o presidente Michel Temer lidera a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil, à revista Época, devem manter a crise política no radar dos mercados nesta semana de agenda externa fraca. O Planalto está à espera de uma denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.  As condições de governabilidade de Temer ficam cada vez mais precárias, podendo causar novos danos na base aliada e desviando as atenções do governo da agenda de reformas. No mercado, no entanto, analistas associam a relativa calmaria dos ativos financeiros à visão de que, com ou sem Temer, a agenda reformista e a política de responsabilidade fiscal não serão desmontadas. Ainda assim, o ambiente indefinido gera desconforto. No PSDB, os "cabeças pretas", a ala mais jovem do partido, podem aumentar a pressão para o desembarque da sigla do governo, após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter sugerido a Temer na semana passada que antecipe as eleições e até renuncie, caso surjam 'fatos novos'. No Congresso, aliados do Palácio do Planalto planejam esvaziar a sessão da Câmara que irá analisar a denúncia criminal contra o peemedebista a ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Para que a Casa autorize a continuidade do processo pelo Supremo Tribunal Federal serão necessários 342 votos.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) reduziu a queda a 0,61 por cento na segunda prévia de junho, contra recuo de 0,89 por cento no mesmo período de apuração do mês anterior, diante da menor deflação no atacado e da forte alta dos preços de construção.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,13 por cento na primeira quadrissemana de junho, contra avanço de 0,39 por cento na primeira leitura do mês, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

Na agenda externa, os mercados operam em tom positivo nesta manhã em meio a avaliações de que o processo de saída do Reino Unido da União Europeia poderá ser suave, mantendo o país no mercado comum do bloco, e após o partido centrista República Em Marcha (REM), do presidente Emmanuel Macron, ter ganhado uma maioria absoluta na Câmara Baixa do Parlamento da França.

O Reino Unido e a União Europeia iniciam formalmente as negociações para o Brexit e o secretário britânico para o Brexit, David Davis, e o chefe das negociações pela UE, Michel Barnier, realizam coletiva de imprensa (13h30).

 

                              

Nas Bolsas,  As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, após um dado de preços de moradias novas na China e de números da balança comercial do Japão, além de uma visão positiva sobre a Bolsa de Hong Kong. Além disso, havia expectativa pelo início das negociações oficiais da saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit, que podem gerar consequências globais. Bolsas Europeias em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, Charles Evans (com direito a voto), da unidade de Chicago, participa de evento às 20h.

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 14/06/2017

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Aos clientes e amigos,

 

No mercado de câmbio, Dólar abrindo em baixa no início dos negócios com clima externo favorável e aguardando a divulgação do Banco Central Americano que deve subir o juro nesta tarde (15hs). Será a segunda alto no ano. Os investidores esperam pela divulgação do comunicado para obterem pistas a respeito da terceira elevação de juros cujas apostas estão divididas atualmente entre setembro e dezembro. O Fed também dará um pouco mais de detalhes sobre o programa de redução do seu balanço. Janet Yellen, presidente da instituição falará as 15:30hs podendo movimentar as cotações por aqui. No cenário doméstico, é aguardado o depoimento do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha marcado para as 11hs, e vale lembrar que a defesa do peemedebista pediu adiamento alegando que necessita de acesso as informações da JBS antes de depor. O pedido está nas mãos de Edson Fachin. O Banco Central faz leilão de até 8.200 de contratos de swap cambial (US$ 410 milhões) para rolagem dos vencimentos de julho de 2017 (11h30).

 

 

Na agenda interna,  O presidente Michel Temer sinalizou que irá renegociar 50 bilhões de reais em dívidas dos Estados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em reunião com governadores. "Nós temos que encontrar um caminho que seja saudável para os Estados e que também não seja prejudicial para o BNDES e para a União", disse Temer.

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou a queda a 0,62 por cento em junho, mesmo assim mostrou deflação maior do que a esperada, em meio à queda nos preços do atacado.

O empresário Joesley Batista, sócio da J&F, está de volta ao Brasil e à disposição da Justiça. Já o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha quer acesso a informações das delações da JBS antes de depor no inquérito a que o presidente Michel Temer responde no Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento dele estava marcado para as 11h desta quarta-feira na Polícia Federal em Curitiba. O pedido está nas mãos do ministro Edson Fachin.

Já na Câmara, após a executiva do PSDB decidir continuar no governo Temer, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é responsável por avaliar um eventual pedido de denúncia contra o presidente Michel Temer, virou novo palco de queda de braço entre governistas e tucanos. Dos 67 membros da comissão, sete são do PSDB, mas a maioria deles estaria favorável à abertura das investigações contra o presidente. Diante da constatação, o líder da sigla na Casa, Ricardo Tripoli (SP), está sendo pressionado a trocar os nomes tucanos no colegiado. Há expectativas de que a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer poderá ser enviada ao STF na próxima semana. Em mais um esforço para manter a esperança dos agentes de mercado na condução das reformas, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez nova teleconferências ontem, na qual passou a cerca de 70 investidores, gestores e executivos brasileiros a confiança de aprovação das novas regras trabalhistas neste mês e disse que, no caso da Previdência, o encaminhamento de discussões e votações se dará em julho, mais tardar agosto.

 

 

Na agenda externa,  A economia da China permaneceu sólida em maio, mas a política monetária mais apertada, esfriamento do mercado imobiliário e desaceleração do investimento reforçaram a visão de que ela irá perder força gradualmente nos próximos meses. A produção industrial repetiu a taxa do mês anterior e cresceu 6,5 por cento em maio sobre o ano anterior, contra expectativas de ligeira desaceleração, uma vez que os gastos do governo em infraestrutura continuam a alimentar a demanda por materiais de construção.

O Partido Conservador da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, retomou as conversas sobre um acordo para aumentar sua força no Parlamento, enquanto a premiê enfrenta uma batalha a respeito de sua estratégia para a desfiliação britânica da União Europeia, a poucos dias do início das conversas formais de separação. Enquanto o Reino Unido entra em seu sexto dia de turbilhão político, a equipe de May continua a conversar com o Partido Democrático Unionista da Irlanda do Norte (DUP) para tentar conquistar seu apoio no Parlamento, já que May não obteve uma maioria parlamentar na eleição de quinta-feira. A aposta eleitoral fracassada de May a deixou tão enfraquecida que sua estratégia para o Brexit passou a ser debatida publicamente dentro de seu próprio partido, e dois ex-premiês lhe pediram para suavizar sua abordagem.

 

                              

Nas Bolsas,  Os mercados acionários da China caíram nesta quarta-feira uma vez que dados fracos de investimento reforçaram a visão de que a segunda maior economia do mundo começará a perder força nos próximos meses. Já o restante da região apresentou desempenho misto com os investidores aguardando mais clareza sobre a trajetória futura do Federal Reserve, banco central dos EUA, para a política monetária do país. Bolsas Europeias em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, tem como destaque a decisão de política monetária do Federal Reserve (15h00) e entrevista coletiva com a presidente da instituição, Janet Yellen (15h30). Ainda nos Estados Unidos, saem a inflação ao consumidor e vendas no varejo (ambos às 9h30); e estoques de petróleo bruto do Departamento de Energia (11h30).

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 13/06/2017

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Aos clientes e amigos,

 

No mercado de câmbio, dólar abrindo em baixa no início dos negócios após o PSDB, maior partido da base aliada, em nome da “governabilidade, reciprocidade e possibilidade de aprovação das reformas trabalhista e previdenciária", decidir manter-se no governo. Eventual condicionante se daria em caso de surgimento de novos fatos contra Temer que pudessem tornar sua situação insustentável. O Banco Central faz leilão de rolagem até 8.200 contratos (US$ 410 milhões) de swap cambial (11h30). No Congresso, às 10 horas, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado reúne-se para apresentação do parecer da reforma trabalhista. No exterior, Theresa May, primeira ministra Britânica, busca tentar salvar seu mandato após derrota nas eleições que custaram ao seu partido a maioria no parlamento, evitando uma segunda eleição que abalaria as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, se reunindo com líder de partido da Irlanda do Norte em busca de apoio. O evento mais importante da semana, é que é aguardado, continua sendo a divulgação por parte do FED (BC Americano), amanhã, do aumento do juro no país.

 

 

 

Na agenda interna,  O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que conduz o seu trabalho de forma técnica e apartidária, independentemente da atual crise política enfrentada pelo Brasil, e que o país não teve "oportunidade e ousadia" para reduzir a meta de inflação. Desde que a crise política atingiu o governo do presidente Michel Temer, houve mudança na projeção de redução da taxa básica de juros diante da expectativa de que haverá mais dificuldade para aprovar reformas importantes, como a da Previdência. Sem as reformas, que podem levar a piora do quadro fiscal, o BC pode ser obrigado a ser mais duro na condução da política monetária.

A crise política que abala o governo Michel Temer vai afetar de maneira mais intensa o desempenho econômico do Brasil em 2018, com crescimento mais fraco do que o esperado, basicamente por causa da expectativa de dólar mais caro e queda menor dos juros.

As principiais lideranças do PSDB reunidas em encontro ampliado da Executiva Nacional do partido na noite desta segunda-feira decidiram manter a legenda no governo do presidente Michel Temer. Venceu o discurso de que é necessário garantir a governabilidade e possibilitar a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência. A decisão de permanecer na base de Temer levou em conta a proximidade das eleições de 2018. Caciques peemedebistas já mandaram o recado e lembraram que apoios são firmados na base da reciprocidade. Importantes quadros do PSDB disseram que o partido manteria seu apoio ao governo com “condicionantes” – dentre elas a real dimensão da denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve oferecer contra Temer, o que possivelmente acarretaria em uma paralisia ou abrandamento das reformas no Congresso, defendidas pelo PSDB. Também pesará na posição do partido o eventual surgimento de fatos novos que tornem a situação do governo insustentável.

As vendas no varejo brasileiro avançaram 1,0 por cento em abril na comparação com o mês anterior e subiram 1,9 por cento sobre um ano antes.

 

 

Na agenda externa,  A primeira-ministra britânica, Theresa May, encontrará a líder de um pequeno partido protestante da Irlanda do Norte em uma tentativa de salvar seu mandato e evitar uma segunda eleição que abalaria as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. A aposta mal sucedida de May nas eleições custou ao seu Partido Conservador a maioria no Parlamento de 650 cadeiras na última semana e enfraqueceu sua posição apenas alguns dias antes do início das discussões com a UE sobre a separação, cujos termos precisam ser acordados antes da saída agendada para março de 2019.

Na Europa, está prevista divulgação do relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre a produção da commodity, sem horário informado.

 

 

                              

Nas Bolsas,  A forte alta nas ações de pequenas empresas levou os mercados acionários da China a avançarem nesta terça-feira, mas as negociações foram baixas com os investidores cautelosos antes da provável alta dos juros nos Estados Unidos nesta semana. Bolsas Europeias em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, deve elevar a taxa de juros esta semana devido ao aperto no mercado de trabalho e também pode fornecer mais detalhes sobre seus planos de encolher a carteira de títulos que acumulou para tratar da recuperação econômica. O Fed embarcou em seu primeiro ciclo de aperto monetário em mais de uma década em dezembro de 2015. Uma alta de 0,25 ponto percentual amanhã será a segunda após movimento similar em março.

A agenda prevê o índice de preços ao produtor (PPI) de maio (9h30) e o início da reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed), sem horário previsto. Além disso, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, depõe no Comitê do Orçamento do Senado (11 horas), e o procurador-geral Jeff Sessions depõe no Comitê de Inteligência do Congresso sem horário definido.

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 12/06/2017

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Aos clientes e amigos,

No mercado de câmbio, dólar abrindo em baixa depois da absolvição da chapa Dilma-Temer junto ao TSE. O governo agora concentra suas forças para impedir o avanço de denúncia que a PGR deve apresentar nas próximas semanas contra o presidente. Havendo a denúncia, Temer precisará de pelo menos 172 votos, dentre os 513 deputados, para barrar a acusação, o que a princípio não parece tão difícil devido a “configuração atual do Congresso Nacional”. O PSDB, maior partido da base chega ao dia de sua reunião executiva com movimento contrário ao desembarque do governo, diferentemente do que se via na semana passada antes do julgamento do TSE, portanto, a tendência é de que não haja rompimento com o Palácio do Planalto, mas que todos fiquem livres para se posicionarem como quiserem sobre o governo.  O boletim Focus do Banco Central fez as seguintes estimativas para o final de 2017: PIB: 0,41%, IPCA: 3,71%, Selic: 8,50% e USD: 3,30.No exterior, Emmanuel Macron consegue maioria parlamentar na França, o Reino Unido continua suas tratativas para deixar a União Europeias e os mercados aguardam pela decisão do Federal Reserve (BC Americano) na quarta-feira, que deve elevar os juros pela segunda vez no ano, segundo apostas majoritárias de analistas, e também anunciará suas projeções econômicas. A presidente da instituição, Janet Yellen, concederá entrevista coletiva após a reunião.  

 

Na agenda interna,  A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, fez duras críticas à possibilidade de o presidente Michel Temer ter acionado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para vascular a vida do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, classificando a denúncia como "gravíssimo crime".

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tem recebido ataques que parte do Planalto e do Congresso, desde que homologou as delações premiadas da JBS e autorizou a investigação contra Temer. A tropa de choque do governo na Câmara quer cobrar explicações do relator sobre a relação dele com o Ricardo Saud, executivo da JBS e um dos delatores do grupo. Os deputados apontam que Fachin teria sido ajudado pelo delator no período em que estava se preparando para a sabatina no Senado para referendar a indicação ao Supremo.

Temer se recusou a responder às 82 perguntas enviadas pela Polícia Federal no inquérito da Operação Lava Jato. A PF pediu a ampliação do prazo para concluir a investigação contra o presidente e o seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que ficou calado em seu interrogatório à PF na sexta. No Congresso, a expectativa é de que o texto da reforma trabalhista seja avaliado e votado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), amanhã.

O PSDB chega ao dia da reunião de sua Executiva com um forte movimento contrário ao desembarque da base do governo Michel Temer, diferentemente do que se via na semana passada, quando a debandada era a hipótese mais provável no partido. Segundo tucanos da cúpula, a tendência, hoje, é que não haja o rompimento com o Palácio do Planalto, mas que todos fiquem livres para se posicionarem como quiserem sobre o governo.

 

Na agenda externa,  O banco central da França manteve sua estimativa de crescimento de 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, e projetou aceleração nos setores de serviços e construção para junho.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, chamou a vitória do partido do presidente da França, Emmanuel Macron, no primeiro turno das eleições parlamentares de um "forte voto por reformas". Projeções de resultado após o primeiro turno das eleições no domingo mostram que o partido de Macron deve derrotar os principais partidos tradicionais da França e garantir uma forte maioria parlamentar para impulsionar suas reformas pró-mercado.

O ministro britânico do Brexit, David Davis, disse que o Reino Unido ainda pode deixar as negociações com a União Europeia sem fechar um acordo, e que é importante manter essa opção em aberto à medida que as conversas sobre os termos da separação britânica do bloco começam.

O clima é de compasso de espera principalmente pela decisão do Federal Reserve na quarta-feira, que deve elevar os juros pela segunda vez no ano, segundo apostas majoritárias de analistas, e também anunciará suas projeções econômicas. A presidente da instituição, Janet Yellen, concederá entrevista coletiva após a reunião.

                              

Nas Bolsas,  Os mercados acionários da China caíram nesta segunda-feira, com empresas de tecnologia sucumbindo a vendas generalizadas nos Estados Unidos e em alguns outros mercados asiáticos, além das preocupações dos investidores de que o crédito mais apertado vai pressionar a rentabilidade das empresas e o crescimento econômico nos próximos meses. Bolsas Europeias em baixa.

 

Nos Estados Unidos, Sai o resultado fiscal mensal as 12hs

 

Fonte: Reuters e Broadcast

 

Panorama de Mercado 09/06/2017

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Aos clientes e amigos,

 

No mercado de câmbio, Dólar tende a abrir próximo a estabilidade no início dos negócios com as atenções voltadas para o desfecho do julgamento da chapa Dilma-Temer que caminha para vitória de Temer por 4 a 3. Mas as incertezas devem continuar com a possibilidade do PSDB anunciar o desembarque do governo na próxima segunda-feira, e risco de muitos fatos novos acenderem o pavio contra o presidente novamente. Denúncia da Procuradoria Geral da República, e novas delações, como do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci que teria potencial explosivo, e de Guido Mantega que sinaliza disposição em falar podem acontecer em breve. A inflação medida pelo IPCA subiu 0,31% ante um avanço de 0,14% em abril de acordo com o IBGE. No Exterior, a primeira ministra Britânica, Theresa May, sofreu revés eleitoral e perdeu a maioria parlamentar no Reino Unido antes da desfiliação da União Europeia, situação que pode dificultar as negociações de saída. Além disso, analistas avaliam que a incerteza gerada a partir do resultado dessas eleições pode estimular expectativas de "medidas de apoio adicionais" da parte do Banco da Inglaterra (BoE), cuja próxima reunião está marcada para o dia 14 de junho. Nos Estados Unidos, Donald Trump divulga nova parte de seu plano de investimentos em infraestrutura, sem horário definido.

 

 

 

Na agenda interna,  O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) apresentou queda de 0,51 por cento na primeira prévia de junho, depois de recuar 0,89 por cento no mesmo período do mês anterior.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou queda de 0,10 por cento na primeira quadrissemana de junho, depois de fechar maio com variação negativa de 0,05 por cento, de acordo com os dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O Palácio do Planalto já respira aliviado com as indicações de que deve vencer o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com quatro votos favoráveis e três contrários, mas começa a traçar estratégias para a próxima barreira, a possível denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) sendo preparada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer. Paralelamente o PSDB, maior partido da base, decidirá se vai continuar ou não no barco na próxima segunda-feira. Mesmo deixando o governo, o PSDB diz que continuará apoiando as reformas, mas teme o impacto de novas denúncias na governabilidade. E as eleições de 2018.

A expectativa é de que o presidente Michel Temer sobreviva no cargo por 4 votos a 3. Isso ficou sinalizado ontem quando 4 dos 7 ministros se manifestaram contra o uso dos depoimentos dos delatores da Odebrecht no processo, considerados essenciais para comprovar crimes na campanha de 2014. O horizonte, no entanto, está longe de ficar mais claro. Há a possibilidade de o PSDB anunciar o desembarque do governo na segunda-feira. E há o risco de muitos fatos novos surgirem para complicar a situação de Temer, como uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele e novas delações, como do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, que teria o maior potencial explosivo até o momento, inclusive para bancos. E Guido Mantega, sucessor de Palocci, já sinalizou a disposição em falar e agora busca um advogado para formalizar sua intenção.

 

 

 

Na agenda externa,  A inflação dos preços ao produtor na China desacelerou pelo terceiro mês seguido em maio diante da queda dos preços das matérias-primas, sinalizando um enfraquecimento na atividade econômica conforme os lucros se reduzem com a menor demanda doméstica e o aumentos dos custos de financiamento. O índice de preços ao produtor da China avançou 5,5 por cento em maio ante o ano anterior.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, irá pedir permissão à rainha Elizabeth para formar um governo após sofrer um revés eleitoral no qual seu Partido Conservador perdeu a maioria parlamentar dias antes do início programado das conversas sobre a desfiliação do Reino Unido da União Europeia. Jeremy Corbyn, o rival trabalhista de May antes visto por seus adversários como carta fora do baralho, disse que a premiê deveria renunciar e anunciou que deseja montar um governo de minoria.

 

 

                              

Nas Bolsas,  Os mercados acionários da China avançaram nesta sexta-feira, ajudando o índice de blue-chips a ter sua melhor semana desde novembro e fechando na máxima em 17 meses graças a dados sólidos, uma desaceleração no ritmo de novas listagens de ações e com o movimento do banco central para aliviar as preocupações com a liquidez. Bolsas Europeias em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, O presidente Donald Trump, chamou o ex-diretor do FBI James Comey de "vazador", um dia depois de Comey acusar Trump de tentar anular uma investigação e de mentir sobre ele e sobre o FBI, durante depoimento ao Congresso dos EUA. Críticos do presidente republicano afirmam que qualquer esforço seu para conter um inquérito do FBI pode equivaler a uma obstrução da justiça. Tal delito poderia levar a um impeachment de Trump no Congresso, embora os republicanos que controlam o Senado e a Câmara dos Deputados tenham mostrado pouca disposição para usar tal medida contra ele.

A agenda traz o anúncio dos estoques no atacado em abril (11 horas) e dados semanais da Baker Hughes sobre poços e plataformas de petróleo em operação. O presidente Donald Trump divulga nova parte de seu plano de investimentos em infraestrutura, sem horário definido.

 

Fonte: Reuters e Broadcast