Panorama de Mercado 30/10/2017

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Aos clientes e amigos,

 

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta em semana carregada de importantes notícias apesar de ser mais curta no Brasil devido ao feriado de quinta-feira. A maior expectativa é com o anúncio do sucessor de Janet Yellen na presidência do Federal Reserve. As apostas apontam que o preferido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seria o diretor do Fed Jerome Powell visto como mais dovish ou menos duro com a política monetária do que John Taylor, professor da Universidade Stanford e que também está na disputa. A própria Yellen corre por fora. No Brasil o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse há pouco que a previsão da equipe econômica para a alta do PIB em 2018 continua em 2% com viés de alta. Ele argumentou que indicadores econômicos já sinalizam que o crescimento econômico será ainda maior. Por conta disso, o governo fará uma revisão para cima nessa expectativa. Hoje o boletim focus do Banco Central fez as seguintes estimativas para o final de 2017: IPCA: 3,08%, Selic: 7%, PIB: 0,73%, USD: 3,19 e Superávit Comercial: USD 65 Bilhões. Vale lembrar que hoje e amanhã teremos a guerra pela formação da Ptax entre os bancos que costuma deixar as cotações mais voláteis. Nos Estados Unidos, temos a divulgação do deflator do PCE, renda pessoal e gastos, ambos as 10h30 e a sondagem industrial do Fed de Dallas as 12h30.

 

 

Na agenda interna, as atenções estarão amanhã na ata da reunião do Copom da semana passada, quando a Selic foi cortada em 0,75 ponto porcentual, para 7,50%. Hoje pode ocorrer o anúncio da nova versão do Orçamento de 2018. Em Brasília, a expectativa é de que o governo consiga tocar uma agenda econômica agora que a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer foi rejeitada na Câmara. E o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao Broadcast que rejeitará todos os 25 pedidos de impeachment contra Temer que estão parados em sua gaveta. Sobre a reforma da Previdência, Maia disse que as próximas semanas serão decisivas para se entender qual o verdadeiro tamanho do governo na Câmara. E como os mercados já colocaram as eleições 2018 no radar, o investidor digere hoje mais uma pesquisa mostrando o favoritismo de Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar novamente o Planalto. Levantamento Ibope mostrou que se fosse hoje a disputa no segundo turno seria entre Lula e o deputado federal Jair Bolsonaro. Em todos os cenários, Lula ficaria com o mínimo de 35% e o máximo 36% das intenções de voto. Bolsonaro ficaria com 15% em cenário com Lula e com 18% se o candidato do PT for Fernando Haddad. Os tucanos, que por enquanto estão na desvantagem na corrida presidencial, tentam se organizar e o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria adotaram um discurso de unidade durante a convenção municipal do partido, em São Paulo, realizada ontem.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse há pouco que a previsão da equipe econômica para a alta do PIB em 2018 continua em 2% com viés de alta. Ele argumentou que indicadores econômicos já sinalizam que o crescimento econômico será ainda maior. Por conta disso, o governo fará uma revisão para cima nessa expectativa.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou o ritmo de alta para 0,20% em outubro, após uma elevação de 0,47% em setembro. Hoje o boletim focus do Banco Central fez as seguintes estimativas para o final de 2017: IPCA: 3,08%, Selic: 7%, PIB: 0,73%, USD: 3,19 e Superávit Comercial: USD 65 Bilhões.

 

 

Na agenda externa,  Na Europa, entre os indicadores, na terça-feira serão conhecidos a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e o CPI preliminar de outubro da zona do euro, além do PIB da França. Na quinta-feira, o Banco da Inglaterra (BoE) anuncia decisão de política monetária e a ata do encontro. Na Ásia, a China divulga os PMIs oficiais de indústria e serviços de outubro na noite desta segunda-feira; o PMI industrial não oficial de outubro na terça-feira; e o PMI de serviços não oficial deste mês na quinta-feira. Já o Banco Central do Japão (BoJ) anuncia decisão de política monetária e divulga relatório sobre perspectiva econômica nesta terça-feira.

Ontem, milhares de espanhóis foram às ruas para manifestar apoio à intervenção do governo central para impedir a independência da Catalunha, anunciada na sexta-feira e que despertou a rejeição da maioria dos líderes internacionais. O apoio a Madri ocorreu mesmo após o governador deposto da então comunidade autônoma, Carles Puigdemont, ter pedido apoio ao movimento separatista.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha cresceu 0,8% no terceiro trimestre ante o segundo e registrou expansão anual de 3,1% no período, segundo dados preliminares divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, subiu para 114 em outubro, de 113,1 em setembro, atingindo o maior nível desde  janeiro de 2001.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas chinesas fecharam em baixa considerável nesta segunda-feira, mas outras partes da Ásia foram beneficiadas pelo forte avanço recente de ações de grandes empresas americanas de tecnologia em Nova York. Bolsas Europeias com desempenhos mistos.

 

 

Nos Estados Unidos, A agenda vem carregada, apesar de ser mais curta no Brasil por causa do feriado do Dia de Finados, na quinta-feira. A maior expectativa é com o anúncio do sucessor de Janet Yellen na presidência do Federal Reserve. Fontes apontam que o preferido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seria o diretor do Fed Jerome Powell visto como mais dovish ou menos duro com a política monetária do que John Taylor, professor da Universidade Stanford e que também está na disputa. Com os holofotes sobre a mudança de comando do Fed, a reunião do BC americano, na quarta-feira fica ofuscada, uma vez que não se espera nenhuma alteração nos juros. Mas o relatório de emprego norte-americano de outubro, o payroll, que sai na sexta-feira, também estará no foco. Hoje temos a divulgação do deflator do PCE, renda pessoal e gastos, ambos as 10h30 e a sondagem industrial do Fed de Dallas as 12h30.

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu de 43% em setembro para 38%, de acordo com a nova pesquisa do The Wall Street Journal e da NBC News, divulgada neste domingo. O número representa o menor nível desde o início do mandato. A pesquisa revela também que 58% dos americanos desaprovam o desempenho de Trump no cargo até agora. Em contrapartida, 42% dos entrevistados aprovam o trabalho do republicano na condução da economia.

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 27/10/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta no início dos negócios. Hoje a notícia mais importante vem do exterior. Nos Estados Unidos, o crescimento econômico provavelmente desacelerou no terceiro trimestre uma vez que os furacões Harvey e Irma restringiram os gastos dos consumidores e afetaram a atividade de construção. O Departamento do Comércio publicará sua primeira estimativa para o crescimento do PIB no terceiro trimestre às 10h30. O Banco Central Europeu (BCE) divulgou planos ontem para reduzir seu programa de compras de ativos, conhecido como QE, mas deu claras indicações de que continuará estimulando a economia da zona do euro por muito tempo através de uma política monetária acomodatícia. A crise entre a Catalunha e o governo Espanhol continua após o líder catalão descartar realizar uma eleição regional antecipada para quebrar o impasse entre o governo central e separatistas aprofundando o embate. No Brasil, com a viabilidade de aprovação de temas como a Reforma da Previdência cada vez menores, mesmo em versão mais enxuta, visto que o capital político de Temer anda em baixa, os mercados esperam os próximos dias por respostas mais objetivas. Após a segunda denúncia contra o presidente ser barrada no Congresso com um placar menos expressivo, fica claro que Temer sai enfraquecido e Rodrigo Maia, presidente da Câmara ganha protagonismo. Com menos apoio político, o presidente deu sinais de que fará um pacto com Maia, pois sabe que depende dele para aprovar projetos. A prioridade da agenda econômica dificilmente avançará no Congresso até as eleições de 2018. A realização dos leilões do pré-sal para exploração nas bacias de Santos e Campos, a princípio está suspenso por decisão de um juiz federal do Amazonas, mas o governo está recorrendo da decisão nesta manhã, para promover os leilões. Voltando aos Estados Unidos, rumores de que Janet Yellen, atual presidente do FED estaria fora da disputa para um próximo mandato concentram as apostas em Jerome Powell, diretor do Fed, e o professor John Taylor, da Universidade Stanford, candidato mais inclinado a apertos monetários.

 

 

Na agenda interna,  O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que o governo não tem mais força para aprovar projetos importantes e vai precisar reorganizar a base, após a Casa derrubar duas denúncias contra o presidente Michel Temer. “Na primeira denúncia, eu já achava que era preciso reorganizar a base. Agora o governo tem que ter paciência, porque ele não tem votos para aprovar matérias importantes. Pacificar a base é mais inteligente que buscar culpados. E tem que tomar cuidado para não buscar o culpado errado”, disse.

Líderes dos principais partidos da base aliada ouvidos pelo Estadão/Broadcast avaliam que a reforma da Previdência, prioridade da agenda econômica, dificilmente avançará no Congresso até as eleições de 2018. Mesmo a aprovação de uma versão mais enxuta é tida como improvável. Ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reabriram as negociações sobre o tema, mas não conseguiram fechar uma previsão de data para a votação do projeto, como pretendiam. De qualquer forma, o empenho do governo é para que a proposta seja votada em primeiro e segundo turnos na Câmara até o fim do ano. Maia, que ganhou protagonismo depois da votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, vai avaliar o "termômetro" da viabilidade de a reforma passar na Câmara. Dessa forma, espera-se para os próximos dias a coordenação da fase mais objetiva de discussões em torno do alcance da proposta que poderá ser votada. Meirelles, por sua vez, voltará a se reunir com lideranças da base no Congresso em busca de apoio. Nem mesmo o mercado espera que o governo Temer consiga aprovar uma reforma da Previdência próxima da proposta original. A avaliação é de que temas que exigem maior capital político, como as mudanças nas regras de aposentadoria, tendem a se desidratar com a proximidade das eleições de 2018. Enquanto isso, Temer tenta reaglutinar a base e pune deputados que votaram a favor da abertura de processo contra ele, demitindo apadrinhados dos infieis. Com menos apoio político, o presidente deu sinais de que fará um pacto com Maia, pois sabe que depende dele para aprovar projetos.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão de um juiz federal do Amazonas que suspendeu a realização dos leilões do pré-sal para exploração nas bacias de Santos e de Campos marcados para a manhã desta sexta-feira. Na noite de quinta-feira, o juiz Ricardo de Sales, da 3ª Vara Cível da Justiça Federal do Amazonas, atendeu a um pedido de uma ação popular que alegou que poderia haver “séria lesão ao patrimônio público” com a realização dos leilões com base na nova lei do pré-sal, aprovada pelo Congresso em 2016.

 

 

Na agenda externa,  O líder catalão, Carles Puigdemont, descartou realizar uma eleição regional antecipada para quebrar o impasse entre o governo central e separatistas que buscam uma ruptura com a Espanha, aprofundando a crise política. A posição de Puidgemont abre caminho para o Senado espanhol aprovar a tomada de controle das instituições e polícia da Catalunha, e dá ao governo o poder de remover o presidente catalão. Entretanto, há grande incerteza sobre como isso funcionaria na prática e se os catalães aceitarão a medida. Alguns defensores da independência prometeram uma campanha de desobediência civil.

 

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, impulsionadas por fortes balanços corporativos nos EUA e pela perspectiva de que estímulos monetários terão continuidade na Europa. O Banco Central Europeu (BCE) divulgou planos ontem para reduzir seu programa de compras de ativos, conhecido como QE, mas deu claras indicações de que continuará estimulando a economia da zona do euro por muito tempo através de uma política monetária acomodatícia. Para analistas, o BCE foi "dovish", ou seja, propenso a manter estímulos.

 

 

Nos Estados Unidos, O crescimento econômico provavelmente desacelerou no terceiro trimestre uma vez que os furacões Harvey e Irma restringiram os gastos dos consumidores e afetaram a atividade de construção. O Departamento do Comércio publicará sua primeira estimativa para o crescimento do PIB no terceiro trimestre às 10h30. A agenda traz ainda o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (12h00).

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 26/10/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em leve baixa no início dos negócios. Ontem o arquivamento da segunda denúncia contra Temer se deu com um placar mais apertado. Agora o governo tende a buscar uma agenda positiva no intuito de minimizar os impactos que a votação trouxe. Um deles foi que a maioria dos deputados do PSDB votaram contra Temer. Amanhã o governo realiza duas rodadas de leilão de áreas de exploração de óleo e gás no pré-sal e espera um ágio elevado. Programado há bastante tempo, esse será o primeiro grande evento econômico após a votação na Câmara. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já saiu em defesa de uma reforma da previdência mais enxuta admitindo que o governo tem hoje uma base aliada “muito sofrida” para aprovar medidas impopulares em larga escala. Nesta manhã foi divulgado o índice de preços ao produtor IPP que registrou alta de 1,5% em setembro, de acordo com o IBGE. No exterior, os mercados ficam atentos ao Banco Central Europeu (BCE), esperando pelo anúncio de política monetária da instituição, e sobretudo pela entrevista do presidente da instituição Mário Draghi as 10h30. A expectativa é a de que ele passe algum sinal de que a estratégia flexível para a política monetária está chegando ao fim. A aposta consensual do mercado financeiro é a de que ele passe a adotar uma postura mais hawkish (conservadora em relação à política monetária), ainda que se espere um aumento efetivo dos juros apenas após o fim da retirada de estímulos concedidos pelo programa conhecido como QE (Quantitative Easing), num momento de recuperação da economia da zona do euro. Nos Estados Unidos, a agenda traz a prévia dos estoques no atacado e balança comercial, ambos do mês de setembro, e os pedidos semanais de auxílio desemprego, todos as 10h30. Após isso, vendas de moradias de setembro 12h. O presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, discursa às 12h30.

 

 

Na agenda interna,  A melhora das expectativas impulsionou a confiança da construção brasileira em outubro para o melhor nível desde o início de 2015. O Índice de Confiança da Construção (ICST) brasileira teve alta de 0,5 ponto em outubro e foi a 78 pontos, a máxima desde fevereiro de 2015 (80,8 pontos).

O Banco Central desacelerou o passo e reduziu a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, a 7,5 por cento ao ano, deixando a porta aberta para novos e menos intensos cortes à frente. Segundo o colegiado, "caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária". Isso pode significar uma redução de 0,50% na reunião de Dezembro próximo.

Os mercados domésticos abrem reagindo ao placar mais apertado para arquivamento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara e ao mesmo tempo em que coloca no foco a agenda econômica do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciada ontem à noite após a votação. Entre os pontos defendidos estão uma reforma da Previdência "mais enxuta", projetos na área da segurança pública, saúde e regulamentação do setor de óleo e gás. Maia defendeu uma reforma da Previdência com alteração apenas na idade mínima para aposentadoria e mudanças nas regras para servidores públicos. No entanto, admitiu que o governo tem hoje uma base aliada "muito sofrida" para aprovar essas medidas. Os deputados barraram ontem, por 251 votos a 233, o prosseguimento da denúncia contra Temer, por formação de quadrilha e obstrução da Justiça. Também foram beneficiados os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. O apoio a Temer, no entanto, foi menor em 12 votos do que na primeira denúncia. A surpresa negativa foi que a maioria dos deputados do PSDB votou contra Temer, o que pode ser interpretado como uma derrota do senador mineiro Aécio Neves (PSDB-MG), que era considerado o principal responsável pela manutenção da aliança entre os dois partidos. Por outro lado, Maia ficou mais forte e hoje já se reúne com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

A agenda local desta quinta-feira tem como destaque o resultado primário do Governo Central de setembro, que o Tesouro divulgará às 14h30, e a nota do setor externo do Banco Central do mês passado, a ser conhecida às 10h30. Entre os eventos previstos, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participa às 11h30 de encontro da Câmara Brasil-Alemanha.

Amanhã o governo realiza duas rodadas de leilão de áreas de exploração de óleo e gás no pré-sal e espera um ágio elevado. Programado há bastante tempo, esse será o primeiro grande evento econômico após a votação na Câmara.

O índice de preços ao produtor registrou alta de 1,5% em setembro, de acordo com o IBGE.

 

 

Na agenda externa,  a expectativa é pelo anúncio da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), às 9h45. Às 10h30, o presidente da instituição, Mario Draghi, concede entrevista coletiva. A expectativa é a de que ele passe algum sinal de que a estratégia flexível para a política monetária está chegando ao fim. A aposta consensual do mercado financeiro é a de que ele passe a adotar uma postura mais hawkish (conservadora em relação à política monetária), ainda que se espere um aumento efetivo dos juros apenas após o fim da retirada de estímulos concedidos pelo programa. A pergunta agora é sobre qual o ritmo de redução das compras mensais de ativos.

Os investidores monitoram ainda a questão catalã. Está prevista para hoje uma sessão no Parlamento regional para discutir a ameaça de que a região possa perder sua autonomia, depois que o movimento separatista ganhou mais força com a realização de um plebiscito – considerado ilegal pelo governo espanhol – no início do mês.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, à espera de um importante anúncio de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Investidores da região asiática e de outras partes do mundo aguardam a decisão do BCE, que na manhã de hoje deverá detalhar como pretende reduzir seu agressivo programa de compras de ativos, conhecido como QE, num momento de recuperação da economia da zona do euro.

 

Nos Estados Unidos, Prévia dos estoques no atacado e balança comercial, ambos do mês de setembro, e os pedidos semanais de auxílio desemprego estão previstos para serem divulgados as 10h30. Após isso, vendas de moradias de setembro 12h. O presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, discursa às 12h30.

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 25/10/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa em dia que a segunda denúncia contra Temer deve ser barrada no Congresso. Os mercados estarão atentos ao placar da votação que pode se tornar um termômetro do apoio ao presidente evidenciando se Temer terá capital político para aprovar temas impopulares, como a Reforma da Previdência. Sobre o  assunto, o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo vai procurar uma “reforma possível”. Mesmo que consiga 270 votos na votação da segunda denúncia na Câmara, como prevê o Planalto, este número fica abaixo dos 308 necessários para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição — caso da reforma da Previdência. Com isso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prepara uma agenda econômica própria para apresentar já amanhã e o discurso em defesa da reforma da Previdência estará presente. Diante da resistência para aprovar matérias polêmicas a menos de um ano das eleições de 2018, ele articula para que a votação das mudanças nas regras previdenciárias seja feita por meio de projeto de lei, que exige quórum menor para aprovação. Também hoje ao final do dia, o Copom vai anunciar a nova taxa Selic, e o que se prevê é que o órgão a reduza em 0,75%. Nos Estados Unidos a agenda nos trará, as encomendas de bens duráveis (10h30), vendas de moradias novas (12h00). Em relação ao País os mercados esperam pelo anúncio do novo presidente do Banco Central Americano a ser feita por Donald Trump em breve.

 

 

Na agenda interna,  A votação da denúncia por obstrução de justiça e formação de quadrilha contra o presidente Michel Temer, no plenário da Câmara, deve concentrar a atenção dos mercados locais nesta quarta-feira, dia também de decisão do Copom. É consenso que a matéria tende a ser barrada, mas os agentes estarão de olho no placar da votação, que servirá como um termômetro do apoio a Temer no Congresso e mostrará se o presidente teria capital político para aprovar pautas impopulares, como alterações na Previdência. Nesse sentido, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo começará a articular sobre a reforma ainda nesta semana, depois de encerrada a tramitação da denúncia criminal contra ele, o ministro Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e Temer. Questionado sobre eventuais mudanças no texto para facilitar a tramitação, enxugando o relatório, Padilha disse que o governo tem de promover a "reforma possível". Mesmo que consiga 270 votos na votação da segunda denúncia na Câmara nesta quarta-feira, como prevê o governo, este número fica muito abaixo dos 308 necessários para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição — caso da reforma da Previdência. Nesse sentido, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prepara uma agenda econômica própria para apresentar já amanhã e o discurso em defesa da reforma da Previdência estará presente. Diante da forte resistência para aprovar matérias polêmicas a menos de um ano das eleições de 2018, ele articula para que a votação das mudanças nas regras previdenciárias seja feita por meio de projeto de lei, que exige quórum menor para aprovação do que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), caso da reforma em tramitação na Câmara. Sobre o rito de apreciação da denúncia hoje, a sessão está marcada para 9 horas. Encerrada a fase de discussão, terá início a votação. Para isso, são necessários 342 deputados presentes no plenário. A tendência é de que essa fase seja concluída só no fim do dia, já que a estratégia da oposição será de não registrar presença. Voltando à reunião do Copom, a expectativa do mercado estará do comunicado que acompanhará a decisão de política monetária. Isso porque a curva de juro já precifica quase 100% de chance de uma diminuição no ritmo de queda da Selic de 1 ponto para 0,75 ponto porcentual no encontro de hoje, a 7,50% ao ano. Diante dos sinais de aceleração da inflação em 2018, os agentes esperam um texto conservador, que sinalize para o fim do ciclo em breve e nova redução da magnitude dos cortes.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou alta de 0,22 por cento na terceira quadrissemana de outubro, depois de subir 0,16 por cento na segunda prévia do mês. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

A recuperação da economia ajudou a confiança do consumidor do Brasil a melhora em outubro pela segunda vez seguida e atingir o melhor nível desde março de 2017, embora ainda prevaleça a cautela diante das incertezas. Os dados divulgados pela FGV mostraram que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 1,4 ponto e chegou a 83,7 pontos em outubro, maior patamar desde março de 2017 (85,3).

 

 

Na agenda externa,  O crescimento da economia da Grã-Bretanha acelerou inesperadamente no terceiro trimestre, de acordo com dados divulgados que provavelmente consolidam as expectativas de que o banco central britânico elevará a taxa de juros no próximo mês.

Uma Catalunha independente seria expulsa da União Europeia e da zona do euro, o que prejudicaria diretamente a economia da região do nordeste espanhol, afirmou o ministro de Economia da Espanha, Luis de Guindos.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, após o anúncio dos novos líderes da China e o desempenho positivo de ontem dos mercados acionários de Nova York. As bolsas europeias operam sem sintonia.

 

 

Nos Estados Unidos, Dois senadores republicanos atacaram ferozmente o presidente Donald Trump acusando o colega republicano de degradar a política norte-americana e a posição do país no exterior, em críticas públicas incomuns a um presidente em exercício. Jeff Flake e Bob Corker disseram entre outras coisas que as políticas dos EUA se tornaram “acostumadas” a um comportamento “imprudente, ultrajante e indigno” da Casa Branca.

Na agenda, serão divulgadas as encomendas de bens duráveis (10h30), vendas de moradias novas (12h00) e estoques de petróleo bruto do Departamento de Energias (DoE).

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 24/10/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em leve baixa no início dos negócios em um movimento de correção após a alta observada ontem. A agência de classificação de risco S&P esclareceu que espera resolver a questão sobre a perspectiva negativa para o Brasil antes da eleição presidencial do próximo ano apontando a Reforma da Previdência como essencial para sua avaliação. Entretanto, antes disso, Temer vem articulando no Congresso a rejeição da segunda denúncia criminal contra ele, que deve ser encerrada amanhã. A estratégia do Planalto para conseguir a rejeição da denúncia continua sendo a liberação de emendas parlamentares e a nomeação de afilhados políticos em cargos no segundo e terceiro escalões do Executivo para conquistar mais votos. Os mercados por sua vez esperam pelo resultado da votação que pode influenciar na sequência em relação ao andamento das Reformas, sobretudo a da Previdência, e se isso realmente será colocado em pauta ainda esse ano a depender do “ambiente” no Congresso. Em meio a tudo isso o Copom começa a sua reunião sobre a taxa Selic, a ser anunciada ao final do dia de amanhã, devendo confirmar uma redução de 0,75%, com o mercado ficando atento ao comunicado. Nos Estados Unidos, a agenda traz a preliminar de outubro do índice dos gerentes de compra (PMI) composto (11h45) e os dados semanais da API de estoques de petróleo (18h30). Também merece atenção um almoço do presidente Donald Trump com senadores republicanos no Capitólio, às 15 horas.

 

 

Na agenda interna, A agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que espera resolver a perspectiva negativa da classificação do Brasil bem antes da eleição presidencial do próximo ano, e apontou a reforma da Previdência como essencial para a avaliação.

A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) apontou que a melhora deve continuar em outubro em meio ao avanço da percepção sobre a situação atual. A prévia do ICI indicou alta de 1,9 ponto, para 94,7 pontos em outubro, o patamar mais alto desde os 97,0 pontos atingidos em abril de 2014.

Os investidores devem seguir em compasso de espera pela decisão do Copom e especialmente pela votação da segunda denúncia criminal contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara, ambos amanhã. Deputados da base aliada acreditam que o presidente deverá ter de 260 a 270 votos favoráveis à rejeição da denúncia. São necessários 172 votos para que Temer, que atualmente tem popularidade perto de zero, continue no comando do País. Para derrubar a primeira denúncia ele conseguiu 263 votos. Ontem, o presidente se reuniu com aliados em jantar no Palácio da Alvorada para estimar, bancada por bancada, os votos que terá. O PMDB, partido do presidente, não deve fechar questão, oficialmente, para obrigar seus deputados a votarem pela rejeição da denúncia que inclui ainda os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), assim como integrantes do chamado "Centrão", grupo de partidos médios da base aliada, PR e PSD. A estratégia do Planalto para conseguir a rejeição da denúncia continua sendo a liberação de emendas parlamentares e a nomeação de afilhados políticos em cargos no segundo e terceiro escalões do Executivo para conquistar mais votos. Desde 14 de setembro, quando a Procuradoria-Geral da República apresentou a denúncia por organização criminosa e obstrução da Justiça contra Temer, o governo liberou quase R$ 829 milhões em emendas. Do valor total previsto para este ano, R$ 6,8 bilhões, o Planalto ainda tem cerca de R$ 1,6 bilhão para transferir aos parlamentares. Enquanto isso, a janela de tempo para a aprovação no Congresso da reforma da Previdência – tema acompanhado de perto pelo mercado – está se fechando, na avaliação de agências internacionais. Para a Moody’s e o Eurasia Group, uma grande mudança no regime previdenciário do Brasil já é considerada improvável, mesmo após a rejeição da denúncia. Com relação ao Copom, hoje é o primeiro dia de reunião do comitê que amanhã deve cortar a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 7,50% ao ano, mas o mercado estará atento ao comunicado.

A agenda local de indicadores desta terça-feira é fraca e o destaque fica por conta dos eventos previstos, em especial a participação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em encontro da Câmara de Comércio Brasil-França, a partir do meio-dia. Também tem início hoje a reunião de política monetária do Copom.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu manter com o ministro Edson Fachin um inquérito que investiga o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o seu pai, o ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia. A investigação, que apura indícios de crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, tem como base os relatos de cinco delatores da Odebrecht sobre supostos repasses da empreiteira ao deputado. O pedido de redistribuição havia sido encaminhado à ministra por Fachin.

 

 

Na agenda externa,  O crescimento do setor privado da zona do euro desacelerou com mais força do que o esperado em outubro, mas permaneceu forte embora as empresas tenham elevado os preços à taxa mais acentuada em mais de seis anos. O PMI Composto preliminar do IHS Markit para a zona do euro caiu para 55,9 de 56,7 em setembro, mas ainda acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, caiu para 56,9 em outubro, de 57,7 em setembro, segundo dados preliminares publicados hoje pela IHS Markit.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações majoritariamente modestas nesta terça-feira, em meio ao encerramento do 19º Congresso do Partido Comunista da China e na esteira do desempenho negativo ontem dos mercados de Nova York, que vinham numa trajetória de recordes. Bolsas Europeias operando em alta.

 

Nos Estados Unidos, a agenda traz a preliminar de outubro do índice dos gerentes de compra (PMI) composto (11h45) e os dados semanais da API de estoques de petróleo (18h30). Também merece atenção um almoço do presidente Donald Trump com senadores republicanos no Capitólio, às 15 horas.

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 23/10/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta no início dos negócios. No Brasil a expectativa fica por conta da votação da segunda denúncia contra o presidente Temer na próxima quarta-feira no plenário da Câmara que tende a encerrar o assunto, mesmo com uma votação um pouco menor do que a primeira denúncia. Depois disso o governo deve buscar retomar projetos importantes, como a Reforma da Previdência, em um formato mais enxuto que será monitorado pelos mercados. Nesta semana o Copom deve reduzir a Taxa Selic em 0,75%, de 8,25% à 7,50%. No ano a projeção é de que termine em 7% segundo o Boletim Focus do Banco Central que também trouxe as estimativas do PIB à: 0,73%, USD: 3,16 e Superávit Comercial à USD 64,75 Bilhões, todos ao final de 2017. Nos Estados Unidos, o presidente Trump disse que em breve fará sua escolha sobre quem vai liderar o Federal Reserve, banco central do país, e ainda avalia pelo menos três pessoas: o diretor do Fed Jerome Powell, o economista da Universidade de Stanford John Taylor e a atual chair do Fed, Janet Yellen. Em relação a reforma tributária, Trump disse que a proposta pode ser aprovada até o fim do ano ou talvez antes. A agenda americana traz hoje o índice de atividade do Federal Reserve de Chicago (10h30). Na Europa, o governo central da Espanha invocou o Art.155 contra a Catalunha em processo que pode demorar até seis meses e que não se resume apenas em destituição dos líderes locais. O Parlamento regional da Catalunha vai realizar uma sessão na quinta-feira (26) para decidir como responder à decisão de Madri.

 

 

Na agenda interna,  O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,29 por cento na terceira quadrissemana de outubro, contra avanço de 0,28 por cento na segunda leitura do mês.

O presidente Michel Temer fez elogios ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizendo que ele tem sido um “colaborador extraordinário” do governo e que a relação deles é de “respeito institucional”, após desentendimentos recentes.

Os mercados locais iniciam a semana na expectativa pela votação da segunda denúncia criminal contra o presidente Michel Temer, na quarta-feira, no plenário da Câmara, e para a decisão de política monetária do Copom, que será anunciada no mesmo dia. O Banco Central deve diminuir o ritmo de queda da taxa básica de juros da economia de 1 ponto para 0,75 ponto porcentual, a 7,50% ao ano, próximo do nível mínimo histórico, de 7,25% aa, conforme a maioria das expectativas coletadas pelo Projeções Broadcast. Essa percepção se ampara principalmente em sinalizações como a do presidente do BC, Ilan Goldfajn, que reafirmou recentemente em Washington que o Copom vê como apropriada a redução do ritmo de corte da Selic. Para o fim deste ano, as apostas se concentram em 7,00% aa. No campo político, como parte da estratégia para garantir a rejeição da segunda denúncia da PGR, Temer se reunirá com líderes da base aliada hoje e amanhã. Dez ministros que são deputados já foram exonerados temporariamente e retornaram à Câmara para ajudá-lo. Pelas contas do Planalto, o presidente tem agora cerca de 240 votos, dos 172 necessários, e 23 a menos do que os 263 obtidos quando a primeira denúncia foi apreciada na Casa. A avaliação é que, passada essa etapa, o governo conseguirá recuperar fôlego para retomar projetos importantes. A equipe de Temer, inclusive, já prepara o "day after" da crise e vai lançar o mote "Agora é Avançar". A equipe econômica, por sua vez, insiste que a reforma da Previdência entre na pauta da Câmara já em novembro, a última esperança do mercado.

A agenda loca traz hoje o Relatório Mensal da Dívida Pública de setembro (10h00). O Boletim Focus do Banco Central trouxe as seguintes estimativas para o final de 2017: Selic: 7%, PIB: 0,73%, USD: 3,16 e Superávit Comercial: USD 64,75 Bilhões.

 

 

Na agenda externa,  A taxa de desemprego da China atingiu o menor nível em vários anos, a 3,95 por cento no fim de setembro, mas ainda há desafios para o emprego enquanto a economia caminha em direção a reformas. O Ministério de Recursos Humanos e Seguridade Social disse em comunicado que 10,97 milhões de empregos foram criados na China entre janeiro e setembro deste ano, um crescimento de 300 mil ante o ano anterior.

A invocação pelo governo central da Espanha do artigo 155 contra a Catalunha será um processo longo e cheio de etapas, que não se resume apenas à destituição dos líderes locais. A partir da próxima semana, o Senado espanhol e o gabinete do primeiro-ministro Mariano Rajoy darão início ao processo de intervenção no governo catalão, que pode durar até seis meses. O Parlamento regional da Catalunha vai realizar uma sessão na quinta-feira (26) para decidir como responder à decisão de Madri.

Nesta semana, o destaque da agenda internacional fica por conta da reunião do Banco Central Europeu, na quinta-feira, além das primeiras estimativas do PIB do terceiro trimestre do Reino Unido e dos Estados Unidos, na quarta-feira e sexta-feira, respectivamente.

Na zona do euro, sai hoje o índice de confiança do consumidor (12h00). No Japão, será divulgado o índice de gerentes de compras (PMI) industrial (21h30).

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com a de Tóquio conquistando a marca inédita de 15 pregões consecutivos de ganhos, após a esperada vitória eleitoral do governo japonês, e a de Hong Kong pressionada por ações do setor bancário.

A maioria das bolsas europeias opera com ganhos com os investidores digerindo os acontecimentos do fim de semana e se preparando para dias de mais informações relevantes daqui para frente. O principal foco da região, no entanto, segue com a Espanha, com a crise provocada pelo movimento separatista na Catalunha.

 

 

Nos Estados Unidos, O presidente Donald Trump, disse que em breve fará sua escolha sobre quem vai liderar o Federal Reserve, banco central do país, e ainda avalia pelo menos três pessoas: o diretor do Fed Jerome Powell, o economista da Universidade de Stanford John Taylor e a atual chair do Fed, Janet Yellen. Em relação a reforma tributária, Trump disse que a proposta pode ser aprovada até o fim do ano ou talvez antes. "As pessoas querem a reforma, que eu chamo de cortes de impostos. Veremos os maiores cortes da história deste país", acrescentou Trump, que repetiu em vários momentos que, especialmente para a classe média e para as empresas, ocorrerá uma significativa redução da tributação.

A agenda americana traz hoje o índice de atividade do Federal Reserve de Chicago (10h30).

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 20/10/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em leve baixa no início dos negócios. Aumentam as apostas de que o presidente americano Donald Trump possa escolher Jerome Powell, inclinado a afrouxamento monetário, para presidente do FED. Sua decisão deve ser conhecida até 3 de novembro.  Ontem foi aprovado o orçamento americano para o ano fiscal de 2018, acrescentando até 1,5 trilhão de dólares ao déficit federal ao longo da próxima década e fortalecendo as chances da reforma tributária proposta por Trump ser bem sucedida em breve. Isso pode significar aprovação de cortes de impostos em larga escala. Na Europa continuam as preocupações com a Catalunha e se espera  pelo resultado da reunião extraordinária de ministros da Espanha amanhã. No Brasil, a confiança do planalto em relação a rejeição pelo plenário da Câmara sobre a segunda denúncia contra Temer, que deve se confirmar na próxima quarta-feira, 25, já faz o governo sair em busca de uma agenda propositiva de medidas que visam fechar as contas públicas, em sua maioria impopulares, o que tende a dificultar negociações e que põem à prova sua capacidade de articulação a menos de um ano das eleições. É esperado ao menos a aprovação, mesmo que em um formato mais enxuto, da Reforma da Previdência, portanto, o clima pós encerramento da denúncia precisará ser bem analisado visando uma estratégia eficaz na sequência. Nesta manhã tivemos a divulgação do IPCA-15 que registrou alta de 0,34% em outubro após ter avançado 0,11% em setembro, resultado dentro das estimativas.

 

 

Na agenda interna,  O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,30 por cento na segunda prévia de outubro depois de subir 0,41 por cento na segunda leitura do mês anterior. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.

Confiantes de que a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer será rejeitada na próxima quarta-feira, 25, pelo plenário da Câmara, governo e deputados já articulam a agenda para o dia seguinte, mas divergem sobre as prioridades. Enquanto o Palácio do Planalto dá preferência a propostas que ajudem a fechar as contas públicas, a maioria impopular, parlamentares buscam impor uma agenda própria, com forte apelo na sociedade, como projetos ligados à área da segurança pública. Líderes dos principais partidos da base ouvidos pelo Estadão/Broadcast descartam votar matérias consideradas impopulares a menos de um ano das eleições, quando tentarão renovar seus mandatos. Citam o aumento de alíquota da contribuição previdenciária para servidores e o adiamento do reajuste do funcionalismo público. Esses pontos devem ser tema de duas medidas provisórias (MP) que o governo pretende enviar à Câmara logo após a votação da segunda acusação formal contra o presidente – por organização criminosa e obstrução da Justiça. A aprovação da reforma da Previdência também é dada como improvável na atual legislatura, mesmo que seja um texto mais enxuto. Juntos, esses partidos somam, pelo menos, 240 dos 513 deputados. Vamos ver como estará o clima após a votação da segunda denúncia contra Temer.

 

 

Na agenda externa,  A aprovação do Orçamento dos Estados Unidos ontem à noite fortalece as chances de aprovação da reforma tributária do presidente Donald Trump e anima os mercados globais nesta sexta-feira, com bolsas em alta e dólar forte, o que tende a ajudar também no humor das praças locais. Além disso, é visto como positivo o favoritismo na disputa para presidência do Federal Reserve pelo diretor do Fed Jerome Powell, cujas apostas saltaram de 40% antes do fechamento das bolsas de Nova York para 65% mais tarde, após o site Politico comentar que Powell, visto como "dovish" ou inclinado a afrouxamento monetário, é o favorito de Trump. A decisão sobre quem assumirá o comando do Fed deve ser anunciada até 3 de novembro, quando Trump viaja para a Ásia. Na Europa, porém, o otimismo é afetado ainda pelas preocupações com a Catalunha e a Bolsa de Madri mostra volatilidade à espera da reunião extraordinária de ministros da Espanha amanhã, que suspenderá parte da autonomia da Catalunha para "restaurar a legalidade" e impedir a declaração definitiva de independência da região. A medida poderá resultar na dissolução do Parlamento regional e na queda do governador e líder independentista Carles Puigdemont. No radar segue ainda o 19° Congresso do Partido Comunista da China, que deverá se estender até o dia 24. O evento definirá as novas lideranças da China nos próximos cinco anos, mas a expectativa é que o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Keqiang permaneçam em seus cargos.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, após o Senado dos EUA aprovar na noite de ontem uma proposta orçamentária para o próximo ano fiscal, melhorando a perspectiva de que o governo de Donald Trump avance com planos de reforma tributária no Congresso americano.

Após um dia de quedas generalizadas por causa, principalmente, das incertezas políticas na Espanha, as bolsas europeias focam notícias positivas e apresentam tendência de alta na manhã desta sexta-feira.

 

 

Nos Estados Unidos, A tentativa do presidente Donald Trump, de reformar o sistema tributário do país superou um obstáculo crítico quando o Senado aprovou um esboço de orçamento para o ano fiscal de 2018 que abrirá caminho para que os republicanos busquem um pacote de cortes de impostos sem o apoio dos democratas. Com uma votação de 51 a 49, o Senado, controlado pelos republicanos, aprovou a medida para o orçamento, que acrescentará até 1,5 trilhão de dólares ao déficit federal ao longo da próxima década para pagar pelos cortes tributários propostos. "Nós tivemos ZERO votos democratas, com apenas Rand Paul (ele votará por cortes nos impostos) votando contra", escreveu Trump, referindo-se ao senador republicano. "Isso agora permite a aprovação de cortes de impostos em larga escala (e reforma), que serão os maiores na história de nosso país!", afirmou o presidente americano.

Destaque hoje é o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, sobre política monetária desde a crise financeira de 2008/2009, às 21h30, em Washington. Além dela, a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, participa de evento às 16h (não vota este ano). Na agenda política, o presidente americano, Donald Trump, reúne-se com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, para discutir a reforma na instituição. Os indicadores norte-americanos previstos são as vendas de moradias usadas de setembro (12 horas) e o relatório sobre poços e plataformas em operação no país (15 horas).

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Panorama de Mercado 19/10/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em leve alta no início dos negócios influenciado pelo clima tenso no exterior devido a crise entre a Catalunha e o governo espanhol que reacendeu a aversão a risco e acaba por conter o ânimo local com a aprovação do parecer que pedia o arquivamento da denúncia contra o presidente Temer que seguirá para o plenário da Câmara na próxima quarta-feira em votação que deve encerrar o tema. Mesmo com um placar um pouco menor que o obtido na primeira denúncia, o governo deve conseguir vitória no plenário na próxima semana. A partir daí os agentes devem monitorar questões relativas a Reforma da Previdência e a chance de sua aprovação mesmo que em um formato mais enxuto ainda em 2017, para tomar posições. Deixar para 2018, ano de eleições, a votação da Previdência, tende a trazer uma incerteza quanto a sua aprovação.  O fluxo cambial pode seguir favorável em meio a captações externas, como a de US$ 1 bilhão fechada ontem pelo Banco do Brasil ante uma demanda de mais de US$ 6 bilhões, amenizando eventuais pressões externas, decorrentes ainda de expectativas de elevação de juros em dezembro nos EUA e sobre a mudança no comando do Federal Reserve. Sobre isso, Donald Trump, entrevista a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, para um possível segundo mandato à frente da instituição nesta quinta-feira. Entre os indicadores, o destaque são os pedidos de auxílio-desemprego (10h30). A presidente do Fed de Kansas City, Esther George (sem direito a voto) discursa (11h30). O Senado deve votar o orçamento dos EUA para 2018.

 

 

Na agenda interna,  A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria novas normas para processos administrativos abertos pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), permitindo ao BC firmar acordos de leniência com instituições financeiras.

A crise entre a Catalunha e o governo espanhol reacende a aversão ao risco nos mercados internacionais e poderá conter a reação dos investidores locais à aprovação do parecer que pede o arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-geral da Presidência), ontem, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Agora a denúncia segue para votação no plenário da Câmara na próxima quarta-feira (25). Temer e os ministros são acusados pela Procuradoria-Geral da República por organização criminosa. O presidente da República também foi denunciado, sozinho, por obstrução de Justiça. O placar de 39 votos a favor e 26 contrários à rejeição da denúncia foi menor do que o obtido pelo governo na primeira denúncia contra Temer por corrupção passiva, quando a CCJ aprovou relatório a favor de Temer por 41 votos a 24. Mesmo assim, o resultado não deve mudar a aposta dos operadores na rejeição da denúncia também no plenário e pode alimentar a sensação de que há chances de a reforma da Previdência mais enxuta pode avançar no Congresso em breve. Mas o ânimo local poderá ser contido pelo ambiente externo tenso. O fluxo cambial pode seguir favorável em meio a captações externas, como a de US$ 1 bilhão fechada ontem pelo Banco do Brasil ante uma demanda de mais de US$ 6 bilhões, amenizando eventuais pressões externas, decorrentes ainda de expectativas de elevação de juros em dezembro nos EUA e sobre a mudança no comando do Federal Reserve.

 

 

Na agenda externa,  A produção industrial da China avançou 6,6% em setembro ante o mesmo período do ano passado. O dado representa uma aceleração das atividades industriais após dois meses de desaceleração acentuada. Já as vendas no varejo avançaram 10,3% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, ameaçou declarar explicitamente a independência da região se o governo central da Espanha não oferecer uma oportunidade de diálogo e seguir adiante com a promessa de retirar os poderes do território semiautônomo.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, convocou nesta manhã uma reunião extraordinária de ministros para o próximo sábado na qual deverá suspender a autonomia da Catalunha para "restaurar a legalidade" e impedir a declaração definitiva de independência da região. A medida, que precisa do aval do Senado, deverá resultar na dissolução do Parlamento regional e na queda do presidente (equivalente a governador) Carles Puigdemont.

Dados do Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) mostram que as vendas no varejo do Reino Unido caíram 0,8% em setembro ante agosto e tiveram expansão de 1,2% na comparação anual.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas da China fecharam em baixa nesta quinta-feira, após dados oficiais mostrarem que a segunda maior economia do mundo cresceu em ritmo um pouco mais fraco no último trimestre. Em outras partes da Ásia e do Pacífico, os mercados reduziram ganhos ou seguiram o tom negativo das ações chinesas.

A situação está tensa na Europa e os mercados acionários reagem operando unanimemente no vermelho. A unidade espanhola está cada vez mais em xeque e a cartada dada pela primeira-ministra britânica, Theresa May, ontem à noite em relação a imigrantes da União Europeia (UE) no contexto do Brexit (saída do Reino Unido do bloco comum) foi mal recebida pela ala do governo que quer uma separação definitiva dos vizinhos.

 

 

Nos Estados Unidos, Donald Trump, entrevista a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, para um possível segundo mandato à frente da instituição. Entre os indicadores, o destaque são os pedidos de auxílio-desemprego (10h30). A presidente do Fed de Kansas City, Esther George (sem direito a voto) discursa (11h30). O Senado deve votar o orçamento dos EUA para 2018.

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 18/10/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios, e monitorando a votação da segunda denúncia contra Temer que deve ser arquivada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após isso, o parecer será levado a votação na próxima quarta-feira no plenário da Câmara onde o planalto precisa de 172 votos para que a denúncia seja enterrada, o que não parece ser muito difícil visto a afinação entre PSDB e PMDB demonstrada na votação do caso Aécio Neves que recebeu seu mandato de volta e ainda é alvo de nove inquéritos. E buscando minimizar alguns conflitos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, Michel Temer já estuda mudar o comando do BNDES. Maia também tem feito pressão por ajuda financeira ao Rio do Janeiro, seu reduto eleitoral.  Nos Estados Unidos, o Federal Reserve divulgará o Livro Bege, relatório sobre as condições da economia no país (16 horas). O número de construções de moradias iniciadas em setembro será conhecido 10h30 e os estoques de petróleo bruto do DOE, às 12h30. Entre os eventos, o presidente da regional de Nova York do Fed, William Dudley, e o presidente da distrital de Dallas, Robert Kaplan, discursam às 10 horas.

 

 

Na agenda interna,  O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,38 por cento em agosto na comparação com julho. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta a 0,16 por cento na segunda quadrissemana de outubro.

A maior pressão dos preços tanto no varejo quanto no atacado impulsionou o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) para um avanço de 0,49 por cento em outubro, ante 0,39 por cento no mês anterior.

A quarta-feira traz uma agenda robusta para guiar os mercados locais, sendo que o destaque é a votação, a partir das 9h, da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer por obstrução de justiça e organização criminosa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A expectativa é de que seja aprovado o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), favorável ao arquivamento da denúncia. Temer não tem poupado esforços para se salvar também nesta nova denúncia. Independentemente do desfecho, o parecer será votado na próxima quarta-feira no plenário da Câmara, onde precisa de 172 votos para que também esta denúncia seja enterrada. Para agradar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com quem tem tido uma relação conflituosa nos últimos tempos, Temer estaria avaliando mudar o comando do BNDES, além de ajudar a acelerar a tramitação do projeto de lei que autoriza o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a firmarem acordo de leniência com bancos, cujo mérito deve ser votado hoje no plenário da Câmara. E afinado com o PSDB, o PMDB ajudou ontem, em votação no plenário do Senado, a devolver o mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG), barrando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 44 votos favoráveis a Aécio (26 foram contra), ao menos 19 são alvo da Operação Lava Jato. O PMDB foi o partido que mais deu votos ao senador mineiro, num total de 18. Além de retomar seu mandato, Aécio já não precisa cumprir o recolhimento domiciliar à noite. Aécio, no entanto, ainda é alvo de nove inquéritos.

 

 

Na agenda externa,  A China vai aprofundar as reformas econômicas e financeiras e abrir mais seus mercados para investidores estrangeiros conforme busca alcançar um crescimento de alta qualidade em vez de alta velocidade, afirmou o presidente do país, Xi Jinping. À noite, estão previstos o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e os números de setembro de produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos do país (23h30). Também tem início hoje o Congresso do Partido Comunista chinês.

A taxa de desemprego do Reino Unido ficou em 4,3% no trimestre até agosto, a mesma do período de três meses encerrado em julho, permanecendo no menor nível desde 1975.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e majoritariamente perto da estabilidade nesta quarta-feira, com investidores evitando negócios em meio à abertura de uma importante reunião da elite política na China. O Partido Comunista da China iniciou hoje seu 19º congresso, evento que durará uma semana e definirá as novas lideranças e políticas do país nos próximos cinco anos. Bolsas Europeias operando em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve divulgará o Livro Bege, relatório sobre as condições da economia no país (16 horas). O número de construções de moradias iniciadas em setembro será conhecido 10h30 e os estoques de petróleo bruto do DOE, às 12h30. Entre os eventos, o presidente da regional de Nova York do Fed, William Dudley, e o presidente da distrital de Dallas, Robert Kaplan, discursam às 10 horas.

 

Fonte: Broadcast

Panorama de Mercado 17/10/2017

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em leve alta no início dos negócios, enquanto aguarda pela discussão do parecer que recomenda a rejeição da segunda denúncia contra Temer e seus ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, prevista para começar as 10h. Os governistas calculam que tem os mesmos 41 votos conseguidos para enterrar a primeira denúncia contra o presidente na CCJ e tentarão liquidar o tema na comissão já nesta quarta-feira, deixando a votação de mérito para a próxima semana no plenário. Ontem, em meio à nova crise com Maia, Temer enviou uma carta aos deputados e senadores na qual afirma ser vítima de uma "conspiração" para derrubá-lo.  O resultado na CCJ deverá dar um norte aos investidores sobre as chances de tramitação das reformas da Previdência e tributária ainda este ano no Congresso. Além disso, a divulgação da produção Industrial americana as 11h15 também é esperada. Outro assunto que vem sendo monitorado diz respeito a escolha do novo presidente do FED (BC Americano), que deve acontecer nas próximas semanas. Trump está trabalhando com uma pequena lista que inclui Jerome Powell, um diretor do Fed; Kevin Warsh, ex-diretor do Fed; o principal conselheiro econômico de Trump, Gary Cohn; e Yellen, cujo mandato termina em fevereiro. Nesta manhã o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, advertiu sobre uma possível correção nos preços globais dos ativos. Segundo ele, os investidores podem estar fazendo pouco para se ajustar a mudanças futuras na política dos bancos centrais. Um gatilho para essa correção poderia ser a ação de grandes bancos centrais de elevar seus juros, disse o dirigente. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve elevar os juros novamente em dezembro, indicam suas projeções, enquanto o BCE se prepara para diminuir o ritmo de seu programa de compra de bônus no próximo ano. O anúncio das mudanças na política do BCE é esperado para a próxima semana.

 

 

Na agenda interna,  Os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS, tornaram-se réus sob acusação de uso de informação privilegiada e manipulação de mercado, após o juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal de São Paulo, aceitar denúncia feita contra ambos pelo Ministério Público Federal (MPF).

Os investidores locais podem manter um pano de fundo de cautela nesta manhã em meio à espera dos dados de produção industrial dos Estados Unidos e do início da discussão do parecer que recomenda a rejeição da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-geral da Presidência) por obstrução de justiça e organização criminosa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara (10h). Os governistas calculam que têm os mesmos 41 votos conseguidos para enterrar a primeira denúncia contra o presidente na CCJ e tentarão liquidar o tema na comissão já nesta quarta-feira, deixando a votação de mérito para a próxima semana no plenário. Para derrubar o parecer, a oposição aposta no desgaste político de Temer causado pela crise com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e as delações do empresário Joesley Batista, da JBS, e o doleiro Lúcio Funaro, que segundo a Lava Jato era operador de propinas do PMDB. Uma novidade desta vez é que Maia não estará em Brasília amanhã durante a esperada votação porque viajará para o Chile amanhã e só retornará ao Brasil na quinta, devendo observar de longe os desdobramentos da votação. Segundo analistas do mercado, o resultado na CCJ deverá dar um norte aos investidores sobre as chances de tramitação das reformas da Previdência e tributária ainda este ano no Congresso. Ontem, em meio à nova crise com Maia, Temer enviou uma carta aos deputados e senadores na qual afirma ser vítima de uma "conspiração" para derrubá-lo. De acordo com interlocutores do Planalto, a carta de Temer, na prática, tem como alvo também o Supremo Tribunal Federal, responsável por enviar para a Câmara os áudios da delação de Funaro, que estariam sob sigilo, mas foram liberadas para divulgação por Maia.

O ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) afirmou em delação premiada que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressionou o então presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, e os membros do Conselho de Administração da estatal pela nomeação de Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento. A pressão teria ocorrido em reunião no palácio do planalto. Segundo Corrêa, além dele, de Lula e de Dutra, participaram da reunião o ex-deputado e então líder do PP, Pedro Henry, o ex-deputado e tesoureiro do PP José Janene, o ex-ministro das Relações Institucionais Aldo Rebello e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Na reunião, segundo ele, "o principal diálogo" entre Lula e Dutra foi relacionado à demora na nomeação de Costa. "Lula disse a Dutra para mandar um recado aos conselheiros que, se Paulo Roberto Costa não estivesse nomeado em uma semana, ele iria demitir e trocar os conselheiros da Petrobras", relatou. Corrêa completou dizendo que "pouco tempo depois da reunião", a nomeação de Costa para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras foi aprovada e o PP, que tinha interesse e pressionava o governo obstruindo as votações no Congresso, "abandonou a obstrução da pauta".

O Senado deve adiar mais uma vez a votação do afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), alvo de medidas restritivas impostas pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Os motivos são a ausência de vários senadores e a dificuldade de o tucano de conseguir os 41 votos necessários para rejeitar a decisão da Corte.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar determinando que o Senado realize de forma aberta a votação sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), estabelecido pela Primeira Turma do STF em setembro. O Senado, de acordo com decisão do Supremo na semana passada, deverá dar a palavra final sobre se o senador alvo da medida cautelar deve ser afastado ou não.

Nesta manhã foi divulgado pelo IBGE que o volume de serviços prestados caiu 1% em agosto ante julho.

 

 

Na agenda externa,  O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 3% em setembro ante igual mês do ano passado, ganhando força em relação ao avanço de 2,9% observado em agosto, segundo dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS).

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 1,5% na comparação anual de setembro, repetindo a variação de agosto.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu para 17,6 em outubro, de 17 em setembro, segundo o instituto alemão ZEW. Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW surpreendeu negativamente e caiu para 87 em outubro, de 87,9 no mês anterior.

A Coreia do Norte voltou a ameaçar o mundo, advertindo na Organização das Nações Unidas (ONU) que uma guerra nuclear poderá explodir a qualquer momento.

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, advertiu sobre uma possível correção nos preços globais dos ativos. Segundo ele, os investidores podem estar fazendo pouco para se ajustar a mudanças futuras na política dos bancos centrais. Um gatilho para essa correção poderia ser a ação de grandes bancos centrais de elevar seus juros, disse o dirigente. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve elevar os juros novamente em dezembro, indicam suas projeções, enquanto o BCE se prepara para diminuir o ritmo de seu programa de compra de bônus no próximo ano. O anúncio das mudanças na política do BCE é esperado para a próxima semana.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta modesta nesta terça-feira, à espera do início do 19º Congresso do Partido Comunista da China. Na China, a cautela prevaleceu antes da reunião do Partido Comunista, que terá início amanhã e deverá durar cerca de uma semana. No evento, que é realizado a cada cinco anos, é amplamente esperado que o presidente Xi Jinping garanta um segundo mandato como secretário-geral da agremiação e consolide seu poder. Xi é considerado o líder chinês mais forte desde a década de 1970.

Monitorando os desdobramentos políticos e dados macroeconômicos da região, as bolsas europeias operam sem sinal único, enquanto as moedas também trilham direções opostas pela manhã. Incertezas, principalmente sobre o futuro da Espanha e do Reino Unido, ainda deixam investidores temerosos. Enquanto respostas não vêm, eles operam com base nos indicadores e nas expectativas sobre pronunciamentos importantes que ocorrem hoje no continente.

 

 

Nos Estados Unidos, O presidente Donald Trump, vai se reunir com a chair do Federal Reserve, Janet Yellen, na quinta-feira como parte de sua busca por um novo candidato para comandar o banco central norte-americano. Trump está trabalhando com uma pequena lista que também inclui Jerome Powell, um diretor do Fed; Kevin Warsh, ex-diretor do Fed; o principal conselheiro econômico de Trump, Gary Cohn; e Yellen, cujo mandato termina em fevereiro, de acordo com fontes da Reuters.

A agenda traz hoje a produção industrial de setembro (11h15). Também saem o índice NAHB de confiança das construtoras de outubro (12h00) e os estoques API de petróleo bruto (18h30).

 

Fonte: Broadcast