Panorama de Mercado 03/07/2018

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Aos clientes e amigos,

 

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios em linha com o comportamento da moeda no exterior. Com o desenrolar da copa do mundo é bom ficar atento com o “calendário alternativo” que se desenha conforme o Brasil vai seguindo em frente na competição. Em São Paulo, será feriado na próxima segunda-feira, todavia a pausa começa já na tarde de sexta-feira quando a seleção enfrenta a Bélgica pelas quartas de final do mundial. Esses eventos estão reduzindo o giro de negócios e por consequência a liquidez dos mercados, seguindo o padrão das últimas copas e distraindo os investidores. Vale lembrar que amanhã é feriado nos Estados Unidos, dia da independência, o que tende a diminuir o volume financeiro no mercado financeiro global. Hoje por aqui, expectativa  se haverá quórum para concluir os destaques da votação no congresso da lei sobre a cessão onerosa, autorizando a Petrobras vender áreas do pré-sal para outras petroleiras, em leilão que viabilizaria até USD 28 bilhões ao caixa da empresa ainda este ano, segundo avaliação do Ministro de Minas e Energia, Moreira Franco. O Banco Central Brasileiro anunciou rolagens para 14.000 contratos de swaps em operação que ocorrerá entre 11h30 e 11h40. Na China, o presidente do Banco Central local (PBoC), Yi Gang, afirmou que pretende manter o yuan estável e em seu nível de equilíbrio, após a moeda do país enfraquecer devido a tensão pela guerra comercial entre o país e os Estados Unidos que vem colocando dúvidas sobre o crescimento global e seus efeitos. E por falar em Estados Unidos, às 11h saem os pedidos de bens duráveis e encomendas à indústria do país.

 

 

Na agenda interna, O olhar dos investidores deverá se voltar para Brasília com a expectativa se haverá quórum para concluir a votação de lei sobre a cessão onerosa. O texto-base com critérios e autorização para que a Petrobras venda áreas no pré-sal para outras petroleiras foi aprovado no mês passado na Câmara dos Deputados e falta a conclusão dos destaques para que o projeto seja encaminhado ao Senado. A projeto atrai a atenção do mercado, pois o leilão dessas áreas viabiliza a conclusão da renegociação da cessão entre o governo e a Petrobras. Esse é um dos principais drivers para a ação da estatal neste ano e poderá render até US$ 28 bilhões ao caixa da companhia, segundo avaliação do ministro das Minas e Energia, Moreira Franco. Ainda na pauta da semana estão a conclusão da votação dos destaques do projeto do cadastro positivo e o pedido de urgência para viabilizar a venda de seis distribuidoras de energia da Eletrobras.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta a 1,01 por cento em junho de 0,19 por cento em maio pressionado pelos preços de alimentos e transportes como efeito da greve dos caminhoneiros.

 

 

Na agenda externa, o presidente do Banco Central local (PBoC), Yi Gang, afirmou que a China pretende manter o yuan estável e em seu nível de equilíbrio, após a moeda do país enfraquecer devido a tensão pela guerra comercial entre o país e os Estados Unidos.

 

                              

Nas Bolsas, O banco central da China buscou acalmar os mercados financeiros depois que o iuan enfraqueceu além da marca psicológica de 6,7 ​​por dólar, ajudando os principais índices acionários a recuperarem as perdas iniciais e fecharem com leves ganhos. Bolsas Europeias em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, às 11h saem os pedidos de bens duráveis e encomendas à indústria do país, na véspera do feriado do dia da independência amanhã.

 

Fonte: Reuters, Investing.com e OliviaBulla

Panorama de Mercado 02/07/2018

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Aos clientes e amigos,

 

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta no início dos negócios. O Federal Reserve divulgará na próxima quinta-feira a ata de sua última reunião de política monetária, após assumir um viés mais agressivo e sinalizar mais dois aumentos adicionais do juro americano até o final do ano. Atualmente as projeções apontam em 75% as chances da próxima elevação ocorrer em setembro. A semana começa com os investidores atentos aos movimentos entre Estados Unidos e China. É aguardado para a próxima sexta-feira uma imposição tarifária por parte dos americanos sobre USD 34 bilhões em produtos chineses, e a retaliação chinesa deve acontecer, ameaçando prejudicar o comércio global. No mesmo dia sairá o payroll, relatório de empregos dos Estados Unidos, com atenção especial dos agentes sobre os números referentes aos salários que podem ser fator preponderante para aquecer ainda mais uma economia em constante evolução. Por falar em comércio global, a China divulgou que o crescimento do seu setor industrial desacelerou em junho, em meio as tensões do país com os Estados Unidos. O PMI da indústria caiu a 51,0 em junho de 51,1 em maio. Aqui, sai o IPCA de junho na sexta-feira, que deve trazer consigo os efeitos da greve dos caminhoneiros, demonstrando elevação no índice inflacionário do país. Nesta manhã foi divulgado o boletim focus do Banco Central Brasileiro, que trouxe as seguintes estimativas para o final de 2018: PIB: 1,55%, IPCA: 4,03%, USD: 3,70, SELIC: 6,50%. Como observamos houve um aumento nas projeções de inflação e dólar. No exterior, temos a divulgação do ISM e do PMI americanos às 11h. Vale ressaltar que devido a copa do mundo, com o jogo da seleção nesta manhã, o volume de negócios tende a ser reduzido. O BCB fará rolagem de swaps das 10h30 às 10h40, para 14.000 contratos.

 

 

Na agenda interna, O Federal Reserve divulgará na próxima quinta-feira a ata de sua última reunião de política monetária, após assumir um viés mais agressivo e sinalizar mais dois aumentos adicionais do juro americano até o final do ano. Atualmente as projeções apontam em 75% as chances da próxima elevação ocorrer em setembro. A semana começa com os investidores atentos aos movimentos entre Estados Unidos e China. É aguardado para a próxima sexta-feira uma imposição tarifária por parte dos americanos sobre USD 34 bilhões em produtos chineses, e a retaliação chinesa deve acontecer, ameaçando prejudicar o comércio global. No mesmo dia sairá o payroll, relatório de empregos dos Estados Unidos, com atenção especial dos agentes sobre os números referentes aos salários que podem ser fator preponderante para aquecer ainda mais uma economia em constante evolução. Por falar em comércio global, a China divulgou que o crescimento do seu setor industrial desacelerou em junho, em meio as tensões do país com os Estados Unidos. O PMI da indústria caiu a 51,0 em junho de 51,1 em maio. Aqui, sai o IPCA de junho na sexta-feira, que deve trazer consigo os efeitos da greve dos caminhoneiros, demonstrando elevação no índice inflacionário do país. Nesta manhã foi divulgado o boletim focus do Banco Central Brasileiro, que trouxe as seguintes estimativas para o final de 2018: PIB: 1,55%, IPCA: 4,03%, USD: 3,70, SELIC: 6,50%. Como observamos houve um aumento nas projeções de inflação e dólar. No exterior, temos a divulgação do ISM e do PMI americanos às 11h. Vale ressaltar que devido a copa do mundo, com o jogo da seleção nesta manhã, o volume de negócios tende a ser reduzido.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou a alta a 1,19 por cento em junho de 0,41 por cento em maio, pressionado pelos preços de alimentos e transportes na esteira da greve dos caminhoneiros no final de maio.

 

 

Na agenda externa, O crescimento do setor industrial da China desacelerou ligeiramente em junho uma vez que as empresas enfrentaram queda nas encomendas de exportação em meio à intensificação da disputa comercial com os Estados Unidos. O PMI de indústria da China caiu a 51,0 em junho de 51,1 em maio.

 

                              

Nas Bolsas, Os mercados acionários chineses recuaram nesta segunda-feira e iniciaram julho com fraqueza, dias antes das tarifas dos Estados Unidos sobre as exportações chinesas entrarem em vigor, com a bolsa de Xangai atingindo mínimas em mais de dois anos e o iuan caindo em meio a preocupações de que a guerra comercial pode afetar a economia do país. Os investidores estão nervosos antes do prazo de 6 de julho em que os EUA vão impor tarifas sobre 34 bilhões de dólares em produtos chineses. Pequim deve responder com tarifas próprias sobre produtos dos EUA, e a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo ameaça prejudicar o comércio global e os investimentos. Bolsas Europeias em baixa.

 

 

Nos Estados Unidos, Indice ISM e PMI Industrial formam a agenda e serão divulgados às 11h.

 

Fonte: Reuters e Investing.com

Panorama de Mercado 29/06/2018

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. O primeiro semestre do ano termina, período que mostrou forte turbulência e que não deve deixar saudades, afinal, os mercados viram uma escalada da moeda que beirou um piso próximo de 3,10 para flertar com 4,00 em meio às incertezas eleitorais, greve de caminhoneiros, tensões comerciais / geopolíticas e aperto na política monetária por parte dos Bancos Centrais no exterior. Soma-se a isso, uma atividade econômica fraca por aqui, redução de projeção do PIB, e uma taxa de juro que tende a se manter, o que diminui a diferença entre os rendimentos oferecidos no Brasil, onde o risco é elevado, e no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, onde o risco é zero. Todos esses fatores fizeram com que o Banco Central Brasileiro aumentasse sua intervenção, no sentido de evitar distorções especulativas, mas também buscando minimizar a volatilidade, todavia também é fato, que o dólar vem se fortalecendo mundialmente, e isso pode impactar no nível de atuação da instituição brasileira que buscou deixar claro que não existe correlação entre política monetária e câmbio. O tempo dirá se a estratégia atual continuará sendo suficiente, ou se os mercados vão “testar” a instituição no intuito de saber se o BCB pretende defender um patamar para o câmbio. Nesta manhã, saiu um importante indicador inflacionário nos Estados Unidos, o PCE, índice de preços de consumo pessoal, que cravou alta de 0,2% em maio, número semelhante ao dado de abril, com os gastos pessoais apresentando alta de 0,2%(moderada) no mês passado, entretanto os dados de abril foram revisados para baixo, subindo 0,5% em vez da elevação anterior de 0,6%. O crescimento do gasto do consumidor freou para uma taxa anualizada de 0,9% no primeiro trimestre, o ritmo mais lento em quase cinco anos. Ainda hoje saem, PMI de Chicago às 10h45 e o índice de confiança do consumidor às 11h. Por aqui, guerra pela formação da Ptax encerra o mês, o que normalmente eleva a tendência de volatilidade. Até por isso o BCB não anunciou alguma intervenção até o momento, podendo se utilizar da imprevisibilidade caso entenda necessário. Falando um pouco sobre as eleições presidenciais: Jair Bolsonaro, lidera a corrida pelo Palácio do Planalto no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 17 por cento das intenções de voto, seguido de Marina Silva (Rede), com 13 por cento, mostrou pesquisa CNI/Ibope. Candidato do PT no cenário sem Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, aparece com apenas 2 por cento. Vale salientar que o índice de votos brancos e nulos ainda é alto. Em um cenário sem Lula, chega a 33%, já com Lula o número chega a 22%, ou seja, independente do cenário apresentado, a incerteza na eleição continua em alta.

 

 

Na agenda interna, A liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que proibiu o governo de privatizar estatais sem aval do Congresso, não terá impacto sobre as contas públicas, disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Ele explicou que a decisão, além de ser provisória, não proíbe as desestatizações, mas admitiu que pode haver eventuais atrasos no cronograma de leilões.

As avaliações sobre a situação atual mostraram forte deterioração em junho, e a confiança da indústria brasileira registrou queda para o menor nível desde o início do ano devido aos efeitos da greve dos caminhoneiros. Com recuo de 1,0 ponto, o Índice da Confiança da Indústria (ICI) terminou o mês com 100,1 pontos na comparação com maio, patamar mais baixo desde os 99,4 pontos vistos em janeiro.

O pré-candidato do PSL à Presidência da República, deputado Jair Bolsonaro, lidera a corrida pelo Palácio do Planalto no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 17 por cento das intenções de voto, seguido de Marina Silva (Rede), com 13 por cento, mostrou pesquisa CNI/Ibope. Candidato do PT no cenário sem Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, aparece com apenas 2 por cento. Vale salientar que o índice de votos brancos e nulos ainda é alto. Em um cenário sem Lula, chega a 33%, já com Lula o número chega a 22%, ou seja, independente do cenário apresentado, a incerteza na eleição continua em alta.  

 

 

Na agenda externa, A inflação na zona do euro atingiu a taxa mais alta em mais de um ano em junho diante do aumento dos preços da energia, indo acima da meta do Banco Central Europeu (BCE) mesmo que apenas de forma temporária. A inflação nos 19 países que usam o euro subiu a 2 por cento em junho de 1,9 por cento no mês anterior. A inflação não deve atingir a meta do BCE de forma sustentável antes de 2020, sugerindo que qualquer retirada do estímulo pelo banco central será gradual.

O setor de serviços do Reino Unido ganhou força em abril e o crescimento da economia no primeiro trimestre foi revisado para cima. A produção de serviços, que responde por quarto quintos da economia britânica, avançou 0,3 por cento em abril na comparação mensal, taxa mais rápida desde novembro de 2017.

 

 

                              

Nas Bolsas, Após vendas generalizadas contínuas, o mercado acionário chinês e o iuan tiveram uma leve recuperação nesta sexta-feira, embora os investidores enfrentassem algumas de suas maiores perdas em anos diante da perspectiva de a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China ameaçar a segunda maior economia do mundo. Bolsas Europeias em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, saem, PMI de Chicago às 10h45 e o índice de confiança do consumidor às 11h.

 

Fonte: Reuters, Investing.com e OliviaBulla

Panorama de Mercado 28/06/2018

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. E o Banco Central Brasileiro, através do seu relatório trimestral de inflação, o RTI, reduziu fortemente sua projeção de crescimento do PIB esse ano, em 1%, à 1,6% ante 2,6% de antes. A instituição citou como argumento, a queda da confiança de empresas e consumidores, a perda de fôlego da atividade econômica, além dos efeitos da greve dos caminhoneiros, greve essa que também foi fator decisivo para o avanço do IGP-M que registrou alta de 1,87% em junho. Às 11h, o presidente do BCB, Ilan Goldfajn, concederá entrevista coletiva, sobre o RTI, e não deve conseguir se esquivar de questionamentos sobre o câmbio, diante da escalada da moeda. Às 10h, sai a divulgação da pesquisa Ibope com as intenções de votos para presidente. O mercado fica atento à capacidade de Lula em transferir votos para candidatos considerados menos comprometidos com a questão fiscal do país. Sobre o ex-presidente, sua defesa apresentou nova ação ao STF na intenção de remeter seu pedido de liberdade à segunda turma, e não ao plenário como decidiu o ministro Edson Fachin. No exterior, se acentuam as tensões comerciais entre Estados Unidos, China, e “aliados” europeus, o que vem penalizando os ativos considerados de risco, sobretudo porque uma elevação da onda protecionista pode gerar uma crise global de crescimento, afugentando capitais de economias emergentes. Nesta manhã os Estados Unidos anunciaram que sua economia desacelerou mais que o estimado no primeiro trimestre, em meio ao desempenho mais fraco dos gastos do consumidor, todavia, o crescimento pode recuperar o ímpeto, baseado nos números do mercado de trabalho e corte de impostos. Já o índice de preços do PCE, firmou alta de 2,5% no primeiro trimestre, e no mesmo período o crescimento dos gastos do consumidor frearam a 0,9%, em ritmo mais lento. Logo mais, saem PMI de Chicago às 10h45, confiança do consumidor (Michigan) 11h e discursos de membros de regionais do FED entre 11h45 e 13h formam o restante da agenda do dia.

 

 

Na agenda interna, A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou uma nova ação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão do ministro Edson Fachin de remeter o pedido de liberdade do petista para julgamento no plenário, em vez da Segunda Turma da corte.

O Banco Central reduziu com força sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil a 1,6 por cento neste ano, sobre 2,6 por cento antes, citando não apenas os efeitos da greve dos caminhoneiros mas também a queda da confiança de empresas e consumidores e a perda de fôlego da atividade vista desde o início do ano. Além disso, por meio do seu Relatório Trimestral de Inflação publicado a pouco, o BC deixou claro que vê a inflação perdendo força após junho. Às 11h, o presidente da instituição, Ilan Goldfajn, concederá entrevista coletiva, e não deve conseguir se esquivar de questionamentos sobre o câmbio, diante da escalada da moeda.

Às 10h, a CNI divulga a mais recente pesquisa Ibope com as intenções de voto para as eleições presidenciais. O mercado observará com atenção a capacidade de Lula de transferir os votos para seu possível substituto nas urnas. Aos entrevistados, foram apresentados dois cenários de primeiro turno: um com a presença do ex-presidente, preso em Curitiba e provavelmente fora da disputa; e o outro com a substituição de Lula por Haddad.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 1,87 por cento em junho, contra avanço de 1,38 por cento em maio, em consequência da greve dos caminhoneiros que afetou o abastecimento no país ao final de maio.

 

 

Na agenda externa, Na China, a queda acentuada do yuan (renminbi) desde a maxidesvalorização de 2015 adiciona uma nova dimensão às já desgastadas tensões com os EUA. A Casa Branca não amenizou a linha dura do discurso em relação ao comércio internacional, o que mantém os investidores receosos com as implicações comerciais com parceiros dos EUA.

 

                              

Nas Bolsas, O mercado acionário chinês atingiu novas mínimas de dois anos nesta quinta-feira e caminha para registrar o pior desempenho mensal em anos uma vez que as tensões comerciais com os Estados Unidos e as preocupações com a dívida prejudicam as perspectivas para a economia da China. Bolsas Europeias em baixa.

 

 

Nos Estados Unidos, PMI de Chicago às 10h45, confiança do consumidor (Michigan) 11h e discursos de membros de regionais do FED entre 11h45 e 13h formam o restante da agenda do dia. No começo da manhã, às 9h30 saem o índice de preços do PCE e gastos pessoais.

 

Fonte: Reuters, Investing.com, RosaRiscala e OliviaBulla.

Panorama de Mercado 26/06/2018

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. A ata do Copom, divulgada a pouco, mostrou que o Banco Central, diante das incertezas que pairam sobre a economia brasileira, não vai se comprometer a sinalizar seus próximos passos em relação a política monetária do país, mas reafirma que o foco exclusivo é a inflação, seus balanços de risco e atividade econômica, em outras palavras, o juro só será elevado em caso de comprometimento de expectativas e a meta de inflação. Em relação ao câmbio o Banco Central Brasileiro vem atuando firmemente, conseguindo minimizar os impactos externos e internos, que a todo momento acabam por influenciar no humor dos investidores. Falando nisso, o ministro do STF, Edson Fachin, anunciou que remeterá ao plenário da casa, novo pedido de liberdade de Lula, como também a suspensão do efeito de sua condenação, mas, mesmo aceitando o novo pedido da defesa, o fato de levar ao pleno e não à segunda turma sua análise, tornam o cenário mais adverso ao ex-presidente. Vale lembrar que o plenário, por maioria, já negou um pedido de habeas corpus à Lula tempos atrás. A decisão sobre incluir o processo na pauta caberá à presidente do supremo, Cármen Lúcia. Sendo esta a última semana de trabalho, antes do recesso do STF, como a pauta deste mês já está pronta, se nenhuma surpresa acontecer, o caso tende a ficar para agosto. No exterior, os olhares continuam nas tensões comerciais que envolvem, Estados Unidos, China, Canadá e União Europeia, em escalada que impactam os mercados emergentes, que são os primeiros atingidos com a aversão a risco, afinal de contas os investidores globais se blindam e buscam por ativos mais seguros. Alguns membros do alto escalão do governo americano, tentam amenizar as tensões, em meio a mensagens duras trocadas pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Nos Estados Unidos, será conhecido o índice de confiança do consumidor em junho (11h). Antes, saem dados sobre os preços de imóveis residenciais no país em abril (10h). No período da tarde membros de regionais do FED discursam entre 14h e 15h.

 

 

Na agenda interna, Diante das incertezas que rondam a economia brasileira, o Banco Central decidiu não se comprometer com sinalizações sobre seus próximos passos na política monetária, mas reafirmou que ela tem foco exclusivo na inflação, seus balanços de risco e atividade econômica.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), remeteu para decisão do plenário da corte o julgamento de um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pede a liberdade do petista, que está preso desde o início de abril. A decisão sobre incluir o processo na pauta do plenário cabe à presidente do Supremo, Cármen Lúcia. Não há data para isso, e esta é a última semana antes do recesso do STF, o que significa que o caso pode ficar para agosto, uma vez que a pauta deste mês já está feita. Mas como os 11 ministros já negaram o pedido de habeas corpus de Lula uma vez, o cenário é mais adverso ao ex-presidente.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou alta de 1,07 por cento na terceira quadrissemana de junho, ante avanço de 0,84 por cento na segunda preliminar do mês, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

 

 

Na agenda externa, O acesso ao mercado da União Europeia para empresas financeiras estrangeiras não será facilitado para o Reino Unido após o Brexit e melhorias no regime de equivalência serem aplicadas a países terceiros.

 

                              

Nas Bolsas, A China se juntou à onda de vendas generalizadas de ações nesta terça-feira, com seu mercado acionário recuando conforme o atrito comercial entre os Estados Unidos e outras grandes economias afastaram os investidores de ativos mais arriscados. Bolsas Europeias em alta.

 

Nos Estados Unidos, será conhecido o índice de confiança do consumidor em junho (11h). Antes, saem dados sobre os preços de imóveis residenciais no país em abril (10h). No período da tarde membros de regionais do FED discursam entre 14h e 15h.

 

Fonte: Reuters, OliviaBulla e RosaRiscala

Panorama de Mercado 25/06/2018

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. O Banco Central Brasileiro vai oferecer hoje às 15h15 USD 3 bilhões em leilão de linha, garantindo liquidez no mercado à vista, e manter a atuação via swap cambial. A instituição não informou o montante de swaps que irá colocar a disposição, o que tende a afastar movimentos especulativos. O BCB reafirmou que os swaps podem aumentar consideravelmente, se necessário. Nesta manhã foi divulgado o boletim focus do Banco Central, com as seguintes estimativas para o final de 2018: Selic: 6,5%, PIB: 1,55%, USD: 3,65 e IPCA: 4%. Houve aumento nas projeções para USD e inflação e redução na estimativa do PIB. Outra importante notícia a ser digerida hoje é a reviravolta no caso Lula, após o cancelamento do julgamento que aconteceria amanhã no STF. Isso ocorreu após o Tribunal da 4ª região (TRF-4) enviar o processo do ex-presidente para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ainda é possível recorrer, mas, a decisão traz alívios aos investidores, pois limita o fator influência política e até mesmo a possibilidade da suspensão dos efeitos de sua condenação, que era pedida pela defesa, e que poderia até mesmo o colocar em condições de disputa. Se do lado doméstico, o ambiente é favorável, do externo, aumentam as tensões entre Estados Unidos/China, e com a União Europeia se opondo ao unilateralismo e ao protecionismo comercial. O departamento do tesouro americano está esboçando restrições que impedirão empresas com ao menos 25 por cento de propriedade chinesa de comprarem companhias norte-americanas com “tecnologia industrial significativa”. Com isso, o BC Chinês decidiu cortar 0,5% no compulsório bancário do país, liberando USD 100 bilhões para a economia, buscando amenizar preocupações empresariais devido a disputa com Washington. O receio dos mercados vão na direção de que o protecionismo poderia vir a agravar o crescimento econômico global e também gerar um aumento na pressão inflacionária americana, dando ao Federal Reserve munição para rever sua politica monetária em 2019, sendo mais agressivo.

 

 

Na agenda interna, O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin arquivou o pedido de liberdade de Lula após o Tribunal da 4ª região (TRF-4) enviar o caso do ex-presidente para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O julgamento pela Segunda Turma da Corte estava marcado para amanhã, mas foi suspenso. Ainda é possível recorrer.

O Banco Central vai oferecer US$ 3 bilhões em leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), e manter a atuação via swap cambial. Já amanhã sai a ata da última reunião do Copom, que será observada pelos agentes.

 

 

Na agenda externa, A confiança empresarial alemã caiu em junho para o menor nível em mais de um ano. O Ifo informou que seu índice de clima de negócios caiu a 101,8, leitura mais baixa desde maio de 2017.

Autoridades chinesas e da União Europeia concordaram em se opor ao unilateralismo e ao protecionismo comercial durante conversas em Pequim sobre um acordo bilateral de investimentos, dando um golpe na campanha de tarifas punitivas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

                              

Nas Bolsas, Os mercados de ações da China recuaram nesta segunda-feira uma vez que o esperado corte da taxa de compulsório foi compensado pelos persistentes temores com uma guerra comercial, e com o enfraquecimento do iuan pressionando as ações dos setores aéreo e do mercado imobiliário. Bolsas Europeias em baixa.

 

 

Nos Estados Unidos, O Departamento do Tesouro está esboçando restrições que impedirão empresas com ao menos 25 por cento de propriedade chinesa de comprarem companhias norte-americanas com “tecnologia industrial significativa”. A medida marca novo agravamento no conflito comercial entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e a China, o que ameaça afetar os mercados financeiros e o crescimento global. O protecionismo de Trump pode agravar a desaceleração econômica esperada para o ano que vem nos EUA e aumentar as pressões inflacionárias aos norte-americanos.

 

Fonte: Reuters, Investing.com, OliviaBulla e RosaRiscala.

Panorama de Mercado 21/06/2018

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. O Banco Central manteve a taxa básica de juros em 6,50 por cento ao ano, como esperado e pela segunda vez seguida, citando piora no mercado externo e, ao mesmo, recuperação “mais gradual” da economia brasileira neste ano após a greve dos caminhoneiros. “Choques que produzam ajustes de preços relativos devem ser combatidos apenas no impacto secundário que poderão ter na inflação prospectiva”. O que o comunicado quis deixar claro é que não existe uma relação mecânica entre as políticas cambial e monetária. Mas vale lembrar que o cenário atual está longe de ser considerado tranquilo, com o aperto monetário anunciado pelo Banco Central Americano, e a redução de estímulos que será efetivada pelo Banco Central Europeu, além das incertezas eleitorais no Brasil e um quadro fiscal amplamente deteriorado. Por outro lado, o Banco Central Brasileiro tem ofertado uma grande quantidade de swaps e deixou em aberto a possibilidade de entrar com um lote “consideravelmente maior” se preciso, minimizando os impactos. O tempo dirá se a estratégia atual continuará sendo suficiente, ou se os mercados vão “testar” a instituição no intuito de saber se o BCB pretende defender um patamar para o câmbio. Nesta manhã diretores da agencia de classificação de risco, Fitch, são recebidos pelo presidente do BCB para avaliação do rating do país. Também foi divulgado a pouco o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, que subiu 1,11 por cento em junho, sobre alta de 0,14 por cento no mês anterior, o que denota que a greve dos caminhoneiros tem participação ativa no índice. Resta ficar atento aos próximos números de inflação nos meses que vem pela frente. No Exterior, o Banco Central Britânico, manteve sua taxa de juro inalterada em 0,5%, todavia o resultado da votação de 6 a 3, ampliou expectativas para uma alta em breve. Nos Estados Unidos, saiu a pouco, que os pedidos de auxílio desemprego, que na semana encerrada em 16 de junho, diminuiram para 218 mil. Já os dados da semana anterior, foram revisados para mostrar mais 3.000 solicitações recebidas do que o relatado anteriormente.Um pouco mais tarde, às 11h, saem os indicadores antecedentes referentes ao mês de maio.

 

 

Na agenda interna, O Banco Central manteve a taxa básica de juros em 6,50 por cento ao ano, como esperado e pela segunda vez seguida, citando piora no mercado externo e, ao mesmo, recuperação “mais gradual” da economia brasileira neste ano após a greve dos caminhoneiros. “Choques que produzam ajustes de preços relativos devem ser combatidos apenas no impacto secundário que poderão ter na inflação prospectiva”. O que o comunicado quis deixar claro é que não existe uma relação mecânica entre as políticas cambial e monetária, portanto a Selic tende a se manter nesse patamar até o final do ano. Mas vale lembrar que o cenário atual está longe de ser considerado tranquilo, com o aperto monetário anunciado pelo Banco Central Americano, e a redução de estímulos que será efetivada pelo Banco Central Europeu, além das incertezas eleitorais no Brasil e um quadro fiscal amplamente deteriorado. Por outro lado, o Banco Central Brasileiro tem ofertado uma grande quantidade de swaps e deixou em aberto a possibilidade de entrar com um lote “consideravelmente maior” se preciso, minimizando os impactos. O tempo dirá se a estratégia atual continuará sendo suficiente, ou se os mercados vão “testar” a instituição no intuito de saber se o BCB pretende defender um patamar para o câmbio. Nesta manhã diretores da agencia de classificação de risco, Fitch, são recebidos pelo presidente do BCB para avaliação do rating do país. Também foi divulgado a pouco o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, que subiu 1,11 por cento em junho, sobre alta de 0,14 por cento no mês anterior, o que denota que a greve dos caminhoneiros tem participação ativa no índice. Resta ficar atento aos próximos números de inflação nos meses que vem pela frente.

 

 

Na agenda externa, O banco central britânico deixou inalterada a taxa de juros mas seu economista-chefe juntou-se inesperadamente à minoria de membros que pedem aumento agora, no que deve ampliar as expectativas do mercado de uma alta iminente. O Banco da Inglaterra também determinou uma nova orientação sobre quando deve começar a vender seus 435 bilhões de libras em títulos do governo britânico, dizendo que isso pode começar quando a taxa alcançar 1,5 por cento, sendo que a orientação anterior era de 2 por cento. O Comitê de Política Monetária votou por 6 a 3 para manter os juros em 0,5 por cento.

 

                              

Nas Bolsas, Os principais índices acionários da China devolveram os ganhos iniciais e fecharam em baixa nesta quinta-feira, com o índice de Xangai terminando na mínima de dois anos diante da cautela em meio às preocupações com a disputa comercial entre Estados Unidos e China. Bolsas Europeias em alta.

 

Nos Estados Unidos, saem os indicadores antecedentes referentes ao mês de maio às 11h.

 

Fonte: Reuters, OliviaBulla e RosaRiscala

Panorama de Mercado 20/06/2018

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Aos clientes e amigos,

 

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. Eventos importantes formam a agenda nesta quarta-feira. Os mercados ficam atentos a um painel sobre política monetária, em Portugal, com participação dos presidentes do Banco Central Americano, Jerome Powell, e do Banco Central Europeu, Mario Draghi, a partir das 10h30. E neste final de tarde sai a decisão do Copom, que tende a manter a taxa de juro no Brasil inalterada em 6,50%, demonstrando que a política monetária não será usada como argumento para acalmar o câmbio. Para isso, o BCB tem atuado fortemente e parece ter vencido a queda de braço com o mercado, que deu algum respiro momentâneo à instituição, deixando a manutenção da taxa de juro no Brasil livre para ser anunciada sem gerar maiores estresses. Já o comunicado do Copom será observado de perto, em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária no país. O que os agentes querem observar é a possibilidade de ficar “em aberto” a chance de uma alta da Selic em reuniões futuras, assunto que deve ser condicionado aos efeitos do câmbio  na inflação, e à piora do cenário externo para os emergentes. É importante também verificar as condições do cenário eleitoral no Brasil, e para isso, atenção para o STF que na próxima terça-feira julgará o pedido de liberdade do ex-presidente Lula, com efeito suspensivo da sua condenação feita pelo TRF-4. Ficará a critério da segunda turma do STF o julgamento, a mesma que ontem absolveu a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann dos crimes do corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que teriam sido desviados da Petrobras e bancado sua campanha ao senado em 2010. Essa absolvição certamente anima o PT a acreditar que o recurso de Lula será aceito. Os votos que formaram maioria no julgamento vieram de: Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandoski. Uma eventual libertação de Lula, mesmo que em tese ele continue inelegível pela lei da ficha limpa, caso os Ministros assim decidam, o deixaria com participação ativa nas eleições para presidência da República. O Banco Central Brasileiro anunciou para às 11h30 apenas rolagens de vencimentos de swaps para 8.800 contratos até o momento.

 

 

Na agenda interna, A segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a mesma que julgará o pedido de liberdade do ex-presidente Lula na próxima semana, absolveu nessa noite a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), em processo no qual a petista era acusada pelo Ministério Público Federal de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao supostamente ter recebido 1 milhão de reais, desviados de contratos da Petrobras, para bancar campanha ao Senado em 2010.

 

 

Na agenda externa, O líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente chinês, Xi Jinping, chegaram a um acordo sobre assuntos discutidos em cúpula bilateral, incluindo a desnuclearização da península coreana, relatou a mídia estatal da Coreia do Norte.

 

                              

Nas Bolsas, Os mercados acionários da China recuperaram parte das fortes perdas da sessão anterior nesta quarta-feira, uma vez que comentários favoráveis da imprensa estatal e uma série de planos de compras de ações por empresas listadas aliviaram o pânico com a guerra comercial entre chineses e norte-americanos. Bolsas Europeias majoritariamente em alta.

 

 

Nos Estados Unidos, O presidente do BC dos EUA, Jerome Powell, participa (10h30) de um painel sobre política monetária durante evento em Portugal, na companhia do presidente do BC da zona do euro (BCE), Mario Draghi, e o discurso de ambos será acompanhado atentamente. Entre os indicadores, saem as vendas de imóveis residenciais usados nos EUA em maio (11h) e os estoques semanais norte-americanos de petróleo bruto e derivados (11h30).

 

Fonte: Reuters, OiliviaBulla e RosaRiscala

Panorama de Mercado 19/06/2018

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta no início dos negócios. O agravamento do conflito comercial entre Estados Unidos e China, aumenta a aversão a risco devido a possibilidade de comprometimento do comércio global, e, levam os investidores a buscar por ativos mais seguros. Donald Trump ameaça impor mais 10 por cento em tarifa sobre 200 Bilhões em bens chineses e Pequim já alertou que irá retaliar. Na semana passada, a Casa Branca impôs tarifas de 25% a produtos chineses no valor de US$ 50 bilhões, aos quais o gigante asiático respondeu com encargos idênticos. Por aqui, começa hoje a reunião de política monetária (Copom), com expectativa de manutenção do juro em 6,50%, entretanto uma parte dos investidores acredita que pode haver uma alta de 0,25%. Com isso, o comunicado que acompanhará a decisão, que sairá amanhã, será observado de perto pelos agentes em busca de pistas sobre o que pensa o BC em relação a situação atual, sobretudo com o cenário de pressão para o câmbio, suavizado pelas constantes intervenções do Banco Central Brasileiro. Nesta manhã foi divulgado que os preços dos alimentos pressionaram o IGP-M, que acelerou a 1,75%, na segunda prévia de junho, na esteira dos efeitos da greve dos caminhoneiros ao final de maio.

 

 

Na agenda interna, Os preços de alimentos tanto no atacado quanto no varejo pressionaram e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 1,75 por cento na segunda prévia de junho. O movimento teve como principal contribuição a alta de 1,47 por cento nos preços de Alimentação no período, de variação positiva de 0,04 por cento antes, com o comportamento de hortaliças e legumes, ainda na esteira dos efeitos da greve dos caminhoneiros no final de maio.

O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se a partir de hoje para decidir sobre a taxa básica de juros e os investidores até apostam em uma alta moderada da Selic. Mas a expectativa é mesmo de manutenção do juro básico em 6,50%, diante do cenário de inflação ainda comportado apesar da recente valorização do dólar. Com isso, o foco dos negócios locais deve ficar no comunicado que acompanhará a decisão, em busca de pistas sobre a avaliação do BC em relação à situação atual. E a autoridade monetária terá de resgatar a parcimônia para convencer o mercado de que o regime é de metas de inflação – e não de câmbio, que é flutuante.

 

 

Na agenda externa, O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10 por cento sobre 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo. O governo chinês alertou que a pressão norte-americana pode prejudicar toda uma cadeia de produção, afetando o comércio global e encarecendo os produtos – inclusive aos consumidores norte-americanos. A escalada comercial gera incerteza e leva os investidores a saírem do risco, buscando proteção em ativos seguros.

A China deveria reduzir apropriadamente a taxa de compulsório dos bancos para ajudar a aliviar seus encargos, disse o banco central em um documento de trabalho nesta terça-feira, alimentando expectativas de uma ação iminente para sustentar a economia em meio às crescentes ameaças comerciais.

A Rússia planeja propor um aumento de produção de petróleo pelos integrantes da Opep+ em 1,5 milhão de barris por dia, disse o ministro de Energia do país, Alexander Novak.

 

                              

Nas Bolsas, As ações de Xangai despencaram quase 4 por cento nesta terça-feira, para a mínima de dois anos, enquanto o iuan caiu para o menor nível em mais de cinco meses em relação ao dólar uma vez que as novas ameaças tarifárias de Washington contra a China aumentaram os indícios de uma guerra comercial plena. Bolsas Europeias em baixa.

 

 

Nos Estados Unidos, Construções de moradias e estoques de petróleo formam uma agenda fraca.

 

Fonte: Reuters, Investing.com e OliviaBulla

Panorama de Mercado 18/06/2018

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta no início dos negócios. Em semana de Copom, a instabilidade jurídica volta à cena após o Ministro do STF, Edson Fachin, aceitar colocar em votação um pedido de liberdade do ex-presidente Lula, em julgamento que tende a ocorrer no próximo dia 26 e que será decidido pela segunda turma do STF formada por nada mais, nada menos que: Gilmar Mendes, Ricardo Lewandoski, Dias Toffoli, Celso de Mello, além do próprio Fachin. A defesa de Lula já havia tentado a mesma pratica junto ao STJ, mas o pedido foi negado, entretanto, vossas excelências do STF parecem ficar muito a vontade com os holofotes voltados para si. No STF os advogados pedem não só sua liberdade como também a suspensão dos efeitos da sentença do TRF-4, que limparia a ficha do ex-presidente e o colocaria em condições de disputar o planalto, entretanto, mesmo que sua chance de disputa for negada, sua liberdade pode tumultuar ainda mais o cenário político do país. Em relação ao Copom, na próxima quarta-feira sai a decisão da taxa de juro no Brasil, que tende a ser mantida em 6,50%, em meio a fraca atividade econômica Brasileira, posição que pode ser alterada em caso da escalada do dólar ameace o comportamento da inflação. E por falar em números, nesta manhã foram divulgadas as projeções para o final de 2018, o boletim focus do Banco Central, que trouxe: PIB: 1,76%, IPCA: 3,88%, USD: 3,63 e Selic: 6,50%. Como podemos observar, os agentes subiram as estimativas de inflação e dólar e diminuíram a do PIB. O Banco Central Brasileiro zerou na última sexta-feira o estoque de swaps prometido para a semana passada, e conseguiu segurar a escalada do dólar. Para esta semana, o Bacen estima utilizar mais USD 10 Bilhões em swap, como “previsão inicial”, podendo o montante ser “consideravelmente” maior se preciso. No exterior, avançam as tensões entre Estados Unidos e China após o anúncio feito pela Casa Branca em tarifas sobre o equivalente a USD 50 Bilhões em produtos chineses a partir de 6 de julho. O Ministério do Comércio da China disse que responderia com tarifas "da mesma escala e força" e que quaisquer acordos comerciais anteriores com Trump estavam "inválidos".

 

 

Na agenda interna, Em semana de Copom, a instabilidade jurídica volta a cena após o Ministro do STF, Edson Fachin, aceitar colocar em votação um pedido de liberdade do ex-presidente Lula, em julgamento que tende a ocorrer no próximo dia 26 e que será decidido pela segunda turma do STF formada por nada mais, nada menos que: Gilmar Mendes, Ricardo Lewandoski, Dias Toffoli, Celso de Mello, além do próprio Fachin. A defesa de Lula já havia tentado a mesma coisa junto ao STJ, mas o pedido foi negado, entretanto, vossas excelências do STF parecem ficar muito a vontade com os holofotes voltados para si. No STF os advogados pedem não só sua liberdade como também a suspensão dos efeitos da sentença do TRF-4, que limparia a ficha do ex-presidente e o colocaria em condições de disputar o planalto, entretanto, mesmo que sua chance de disputa for negada, sua liberdade pode tumultuar ainda mais o cenário político do país. Em relação ao Copom, na próxima quarta-feira sai a decisão da taxa de juro no Brasil, que tende a ser mantida em 6,50%, em meio a fraca atividade econômica Brasileira, posição que pode ser alterada em caso da escalada do dólar ameace o comportamento da inflação. E por falar em números, nesta manhã foram divulgadas as projeções para o final de 2018, o boletim focus do Banco Central, que trouxe: PIB: 1,76%, IPCA: 3,88%, USD: 3,63 e Selic: 6,50%. Como podemos observar, os agentes subiram as estimativas de inflação e dólar e diminuíram a do PIB. O Banco Central Brasileiro zerou na última sexta-feira o estoque de swaps prometido na semana passada, e conseguiu segurar a escalada do dólar. Para esta semana, o Bacen estima utilizar mais USD 10 Bilhõesem swap, como “previsão inicial”, podendo o montante ser “consideravelmente” maior se preciso. No exterior, avançam as tensões entre Estados Unidos e China após o anúncio feito pela Casa Branca em tarifas sobre o equivalente a USD 50 Bilhões em produtos chineses a partir de 6 de julho. O Ministério do Comércio da China disse que responderia com tarifas "da mesma escala e força" e que quaisquer acordos comerciais anteriores com Trump estavam "inválidos".

 

 

Na agenda externa, O banco central da China afirmou que os riscos em seu mercado de títulos são em geral controláveis e a taxa de calote não é alta, mas ainda assim montou uma unidade para monitorar o risco financeiro doméstico e internacional e estabilizar as expectativas do mercado. O Banco do Povo também afirmou que a liquidez do mercado financeiro é "razoável e estável".

A retórica comercial manterá os investidores em alerta depois que o presidente Donald Trump anunciou tarifas pesadas sobre o equivalente a US$ 50 bilhões em produtos importados da China na sexta-feira, levando Pequim a alertar quanto a uma resposta semelhante. Trump apresentou uma lista de mais de 800 produtos estrategicamente importantes da China que estariam sujeitos a uma tarifa de 25% a partir de 6 de julho, incluindo carros, na última posição linha dura no comércio feita por um presidente dos Estados Unidos que já está em disputas com aliados. O Ministério do Comércio da China disse que responderia com tarifas "da mesma escala e força" e que quaisquer acordos comerciais anteriores com Trump estavam "inválidos". A agência oficial de notícias Xinhua disse que a China irá impor tarifas de 25% sobre 659 produtos norte-americanos, desde soja e automóveis até frutos do mar. Trump disse em um comunicado que os EUA irão prosseguir com tarifas adicionais se a China retaliar.

 

                              

Nas Bolsas, As ações asiáticas recuaram para uma mínima de duas semanas e meia nesta segunda-feira depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou as tensões comerciais ao ir em frente com tarifas sobre as importações chinesas, levando Pequim a responder imediatamente. Bolsas Europeias em baixa.

 

 

Nos Estados Unidos, discursos de vários dirigentes de regionais do FED abrem a semana, entre às 9h45 e 16h45, ao menos quatro deles tecem comentários a respeito da economia do país.

 

Fonte: Reuters, Investing.com, Rosa Riscala e OliviaBulla