Panorama de Mercado 03/12/2019

Aos clientes e amigos,

 

Bom dia  👀 📊  ativos operando:  🏛 🇺🇸 DÓLAR  ⬇ ➖0,50%  💱 🇪🇺 EURO ⬇  ➖0,57%  🗞 .

 

Ibovespa futuro: 0,18%                           Ásia: 0,31%

Dow Jones Futuro: -0,40%                      Europa (Frankfurt): 0,50%.

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. Donald Trump vem tomando conta do noticiário com declarações a respeito de um série de frentes que estão sendo objeto de análise dos agentes. Sobre a negociação entre americanos e chineses, Trump diz que ela não tem prazo para acabar e que inclusive pode ficar para após as eleições americanas em 2020, que apesar dos chineses buscarem um acordo agora, ele deve ser correto e só ocorrerá se assim ele o desejar. Com a União Europeia a narrativa comercial segue um tom ameaçador visto que de acordo com Trump os europeus tem sido muito injustos no comércio o que pode tornar as coisas bastante difíceis em relação ao bloco. Já sobre o Brasil, o argumento usado para imposição de tarifas sobre o aço e alumínio é o de que nós estamos manipulando o câmbio (desvalorizando o Real) para favorecer as exportações, o que não corresponde a fato, fosse dessa maneira o Banco Central Brasileiro não estaria intervindo como está no sentido de evitar a distorção no preço. Há quem diga que o objetivo principal de Trump é o de que ao criar um factoide sobre o Brasil, se tenha como barganhar melhores termos com os americanos, como por exemplo reduzir nossas exportações de alimentos aos chineses, que ao se depararem com a peste suína ampliou a compra de proteína brasileira, a carne, desabastecendo o mercado interno e elevando o preço do produto por aqui, paralelamente isso poderia favorecer o produtor americano. Enquanto isso o Brasil tem tido conversas com autoridades dos Estados Unidos através de contato direto feito pelo ministro da economia Paulo Guedes que vai avaliar todo o contexto em torno da situação afim de buscar uma solução. Caso necessário, uma conversa entre Bolsonaro e Trump pode finalizar a questão. A conferir. Nesta manhã foi divulgado que a economia brasileira segue em processo de recuperação gradual, com o PIB crescendo 0,6% no terceiro trimestre em comparação com o segundo. Em relação a igual período de 2018, o crescimento foi de 1,2%, ou seja, boa notícia para começar o dia. Vale lembrar que o boletim Focus divulgado ontem projetou que o PIB deve encerrar o ano em 0,99%, todavia uma aceleração no ritmo de recuperação no quarto trimestre é bem possível, afinal o consumo deve subir, o cenário é de juro baixo, inflação comportada, expansão do crédito e melhora dos níveis de emprego. Campos Neto, presidente do BCB disse na noite de ontem estar otimista quanto ao ano de 2020, acreditando que o Brasil espera por uma melhora na nota de classificação de risco país, aceleração no crescimento puxado por investimentos privados e aumento do fluxo de capital estrangeiro ainda no primeiro trimestre.

 

🏛 🇺🇸  DÓLAR ⬇    INDEX: 0,04%  (Comportamento do dólar ante as principais moedas, no exterior).

🏛 🇺🇸  DÓLAR ⬇   FUTURO: 0,40%  (Comportamento do Dólar Futuro para o mês de Janeiro).

 

Na agenda interna, O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,6% no 3º trimestre, na comparação com o 2º trimestre, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Em relação a igual período de 2018, o crescimento foi de 1,2%. No acumulado em quatro trimestres terminados no 3º trimestre de 2019, o PIB registrou crescimento de 1,0%, frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB cresceu 1,0%, em relação a igual período de 2018", informou o IBGE. O resultado mostra que a economia brasileira manteve entre julho e setembro trajetória de recuperação gradual, embora em ritmo ainda fraco e mais lento do que se esperava no começo do ano.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse em entrevista exibida na noite de ontem estar otimista com o próximo ano, quando espera uma melhora na nota de classificação de risco do país e uma aceleração do crescimento puxado por investimentos privados, com aumento do fluxo de capital estrangeiro para a economia real ainda no primeiro trimestre.

 

Na agenda externa, A França e a União Europeia estão prontas para retaliar se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprir a ameaça de impor tarifas de até 100% sobre 2,4 bilhões de dólares em importações de champanhe, bolsas de mão e outros produtos franceses, disse o governo francês.

Dados de atividade no setor de serviços chineses saem a noite.

 

Nas Bolsas, Os índices acionários da China reverteram o curso e terminaram em alta nesta terça-feira, liderados por ganhos nos papéis de consumo e financeiros, com os investidores buscando empresas de baixa valorização após dados favoráveis recentes sobre a indústria. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,39%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,31%. Bolsas europeias em alta.

 

Nos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as coisas podem ficar bastante difíceis com a União Europeia a menos que o bloco melhore o comércio e a Otan. "A União Europeia (está) ameaçando os Estados Unidos de forma muito, muito injusta no comércio", disse Trump em uma reunião com o chefe da Otan em Londres. "O déficit por muitos, muitos anos tem sido astronômico, com os Estados Unidos e a Europa a favor deles. Estou mudando isso e estou mudando muito rápido." "Não é correto que se tome vantagem com a Otan e também que se tome vantagem com o comércio, e é isso que acontece. Não podemos deixar isso acontecer." "Estamos conversando com a União Europeia sobre comércio e eles têm que endireitar ou as coisas vão ficar muito, muito difíceis." Sobre as negociações comerciais com os chineses Trump deu a seguinte declaração: "Eu não tenho prazo, não. De certa maneira acho que é melhor esperar até depois da eleição em relação à China, mas eles querem fechar um acordo agora, e veremos se o acordo será ou não correto, ele tem que ser correto."

 

Fonte: Reuters.

Publicado por

Alessandro Faganello

Iniciando sua carreira no mercado financeiro ainda em sua adolescência e por intermédio de seu pai, passou por diversas instituições ao longo de seus 30 anos de experiência em câmbio. Na Advanced desde 2014, se tornou um dos principais formadores de opinião da Mesa de Operações. Em nossos boletins escreve com uma linguagem simples e direta para deixar você, cliente Advanced, o mais bem informado possível.

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