Panorama de Mercado 07/12/2018

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em alta no início dos negócios. O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, disse ontem que o Fed deveria continuar elevando a taxa básica de juros em direção ao nível "neutro", pontuando que, apesar da recente volatilidade no mercado e crescentes incertezas, ele não via "qualquer indicação de um enfraquecimento substancial nos dados macoreconômicos até o momento". "Estamos a uma pequena distância do neutro, e eu realmente penso que o neutro é onde nós queremos estar", disse Bostic, destacando sua preocupação de que o desemprego no atual nível baixo poderia produzir uma economia superaquecida e pressão inflacionária à frente. Na agenda temos o indicador mais importante da semana no país sendo divulgado às 11h30, trata-se do payroll, relatório mensal de emprego do país. Com a baixa taxa de desemprego demonstrada nos últimos meses, é possível que o relatório sugira que a economia permanece forte o suficiente para que o banco central continue aumentando a taxa de juros em 2019, uma ou duas vezes, a despeito do contragosto de Trump. Um detalhe importante a ser observado na divulgação será se a renda média por hora do trabalhador americano subiu o suficiente para alimentar a discussão sobre pressão inflacionária no país. Como a ADP trouxe um relatório privado de menor criação de empregos que as estimativas, cria-se também a possiblidade de um payroll mais fraco hoje. Essa semana trouxe a tona, a especulação de que devido a inversão parcial da curva de rendimentos dos títulos americanos o país pode vir a ingressar em um quadro recessivo, mas esse movimento tende a ser relacionado com a desaceleração no ciclo de alta do juro tão somente. Uma parte do mercado especula que o Federal Reserve está usando a estratégia de encerrar o ciclo de aumento do juro indicando um quadro recessivo no país à frente. Será importante observar o andamento das negociações entre Estados Unidos e China no que se refere ao aspecto comercial, para aí sim se formular alguma projeção mais adequada ao reflexo disso nas economias mundiais, inclusive a americana. Ontem a diretora geral do FMI, Christine Lagarde, afirmou que os mercados estão impacientes com a reforma comercial, que as regras de comércio devem ser revisadas e projeta crescimento forte nos Estados Unidos em 2019 enquanto o país trabalha com a China para resolver suas pendências. Todavia como fato até o momento, essa guerra comercial traz alguns reflexos, como a desaceleração chinesa e da zona do euro, afetando o humor dos investidores que veêm a chance de uma desaceleração mais acentuada na China como fator de perigo para os emergentes, por isso a importância de estancar o sangramento e começar 2019 com um horizonte melhor. A conferir. Sobre a prisão da vice-presidente financeira da Huawei, audiência de fiança é esperada para hoje no Canadá,  enquanto aguarda uma possível extradição para os Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, disse nesta sexta-feira que nem o Canadá nem os EUA forneceram à China evidências de que Meng violou qualquer lei nesses dois países, e reiterou a exigência de Pequim de que ela seja libertada. Sobre a reunião da OPEP, ainda não se chegou a um acordo sobre parâmetros concretos que visam reduzir a produção e a reunião continua hoje. Por aqui, o Banco Central realiza leilão de até 13,83 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de dezembro, entre 11h30 e 11h40. Já o IPCA registrou deflação de 0,21% em novembro, em meio ao alívio nos preços de combustíveis e energia elétrica. Enquanto isso, os mercados continuam testando o Banco Central, afinal, ao flertar com uma cotação próxima de 3,95, em um mês de maior procura da moeda, a espera do anúncio de algum leilão de linha como resposta, acompanham o nervosismo externo e a volatilidade.

 

Na agenda interna, O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,21 por cento em novembro, após alta de 0,45 por cento no mês anterior. Com isso, o país registrou deflação – a inflação negativa – no mês de novembro. Este resultado foi o menor desde junho de 2017, quando o IPCA ficou em -0,23%. Para um mês de novembro, foi a menor taxa desde a implantação do Plano Real, em 1994.

 

Na agenda externa, A economia da zona do euro cresceu em seu ritmo mais lento em quatro anos no terceiro trimestre de 2018, enquanto o crescimento do emprego também diminuiu durante o período.O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2 por cento no período de julho a setembro. Esta foi a taxa mais lenta de crescimento econômico desde o segundo trimestre de 2014 e mostrou desaceleração em relação ao crescimento de 0,4 por cento registrado no segundo trimestre.Na comparação anual, a taxa de crescimento do PIB no bloco monetário de 19 países foi de 1,6 por cento, disse a Eurostat, revisando para baixo sua estimativa anterior de uma expansão de 1,7 por cento. Já o número de pessoas empregadas aumentou 0,2 por cento no comparativo trimestral e 1,3 por cento no comparativo anual, ante as taxas de 0,4 e 1,5 por cento, respectivamente, no segundo trimestre.

 

                              

Nas Bolsas, Os índices acionários chineses fecharam estáveis nesta sexta-feira, com os investidores permanecendo cautelosos depois que a prisão de uma executiva da Huawei provocou vendas generalizadas por temores de que isso pudesse afetar as esperanças de uma trégua duradoura na disputa comercial entre Estados Unidos e a China. Meng Wanzhou, vice-presidente financeira da Huawei Technologies, que está presa no Canadá, deve comparecer em um tribunal de Vancouver nesta sexta-feira para uma audiência de fiança enquanto aguarda uma possível extradição para os Estados Unidos.

 

 

Nos Estados Unidos, O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, disse ontem que o Fed deveria continuar elevando a taxa básica de juros em direção ao nível "neutro", pontuando que, apesar da recente volatilidade no mercado e crescentes incertezas, ele não via "qualquer indicação de um enfraquecimento substancial nos dados macoreconômicos até o momento". "Estamos a uma pequena distância do neutro, e eu realmente penso que o neutro é onde nós queremos estar", disse Bostic, destacando sua preocupação de que o desemprego no atual nível baixo poderia produzir uma economia superaquecida e pressão inflacionária à frente. Na agenda temos o indicador mais importante da semana no país sendo divulgado às 11h30, trata-se do payroll, relatório mensal de emprego do país. Com a baixa taxa de desemprego demonstrada nos últimos meses, é possível que o relatório sugira que a economia permanece forte o suficiente para que o banco central continue aumentando a taxa de juros em 2019, uma ou duas vezes, a despeito do contragosto de Trump. Um detalhe importante a ser observado na divulgação será se a renda média por hora do trabalhador americano subiu o suficiente para alimentar a discussão sobre pressão inflacionária no país. Essa semana trouxe a tona, a especulação de que devido a inversão parcial da curva de rendimentos dos títulos americanos o país pode vir a ingressar em um quadro recessivo, mas esse movimento tende a ser relacionado com a desaceleração no ciclo de alta do juro tão somente. Uma parte do mercado especula que o Federal Reserve está usando a estratégia de encerrar o ciclo de aumento do juro indicando um quadro recessivo no país à frente. Será importante observar o andamento das negociações entre Estados Unidos e China no que se refere ao aspecto comercial, para aí sim se formular alguma projeção mais adequada ao reflexo disso nas economias mundiais, inclusive a americana. Ontem a diretora geral do FMI, Christine Lagarde, afirmou que os mercados estão impacientes com a reforma comercial, que as regras de comércio devem ser revisadas e projeta crescimento forte nos Estados Unidos em 2019 enquanto o país trabalha com a China para resolver suas pendências. Todavia como fato até o momento, essa guerra comercial traz alguns reflexos, como a desaceleração chinesa e da zona do euro, por isso a importância de estancar o sangramento e começar 2019 com um horizonte melhor. A conferir.

 

Fonte: Reuters.

Publicado por

Alessandro Faganello

Iniciando sua carreira no mercado financeiro ainda em sua adolescência e por intermédio de seu pai, passou por diversas instituições ao longo de seus 30 anos de experiência em câmbio. Na Advanced desde 2014, se tornou um dos principais formadores de opinião da Mesa de Operações. Em nossos boletins escreve com uma linguagem simples e direta para deixar você, cliente Advanced, o mais bem informado possível.

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