Panorama de Mercado 11/07/2019

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Ibovespa futuro: +0,25%.             Ásia (Xangai): +0,08%.

Dow Jones Futuro:  +0,33%        Europa (Frankfurt): -0,28%

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. E o destaque do dia vai para… os destaques! É isso mesmo, após consolidar a aprovação do texto-base da previdência por margem folgada, 379 votos a favor, e 131 contra, os parlamentares  serão orientados nesta manhã a como votar os destaques, alterações por emendas a serem votadas separadamente e que podem desidratar o impacto fiscal de aproximadamente R$ 1 trilhão em 10 anos, mudando o texto do relator. Essa fase é necessária para concluir o primeiro turno, abrindo a porta para a votação do segundo turno, que os mercados aguardam que ocorra antes do recesso parlamentar em 18 de julho. Ontem à noite, até que isso foi tentado, porém, ao perceber que os deputados estavam “confusos” e sem saber ao certo o que era votado, Rodrigo Maia decidiu encerrar a sessão que começa novamente nesta manhã. A equipe econômica só delineará sobre a potência da reforma, entenda-se, economia fiscal em 10 anos, após a votação de todos os destaques . Paralelamente foi instalada a comissão especial que tratará sobre a reforma tributária, a próxima da fila. Enquanto a reforma da previdência tende a ter seus reflexos sentidos no médio e longo prazos, a tributária por sua vez tem impacto no curto prazo, todavia, a primeira é o ponto de partida para as demais, visto que pode melhorar o horizonte para o destravamento da economia brasileira. No mais, claramente, Rodrigo Maia e o congresso pleiteiam pra si o protagonismo das reformas, enquanto o governo diz que fez a sua parte enviando a proposta para análise e aperfeiçoamento da casa. No final, para o mercado financeiro, isso é o que menos importa, desde que a agenda de reformas siga adiante e com impacto que traga melhoras na atividade econômica, investimentos e projeções. A agência de classificação de risco Moody`s considera que se o texto-base e sua economia forem mantidos será um bom sinal. Durante a tarde, às 16H30, Roberto Campos Neto, presidente do BCB, participa de evento da posse do diretor-geral da Abin quando poderá ser interpelado a respeito da próxima reunião do Copom, diante da aprovação da reforma da previdência. Já Paulo Guedes, nesta manhã, fala em seminário da CNI, após às 9H30. No exterior, Jerome Powell, presidente do Banco Central Americano, volta à cena, após dar dicas ontem de que a instituição vá cortar o juro em 0,25% na reunião de 31 de julho. Hoje, Jay P, discursa a partir das 11H, junto ao comitê bancário do Senado devendo repetir o tom adotado ontem. E saiu a ata da última reunião do Banco Central Europeu, o BCE. Nela seus membros concordaram sobre a necessidade de fornecer mais estímulos à região da moeda única, diante do aumento da incerteza provocado pela guerra comercial entre Estados Unidos e China que tem prejudicado exportadores da zona do euro. Entre as medidas que podem ser anunciadas em breve, destaques para mudanças na orientação sobre os juros, com eventuais cortes, e aquisições de ativos. Como temos observado, os BCs mundiais, seguem na rota da readequação monetária devido a desaceleração global. Sobre o atrito comercial entre as duas maiores economias do planeta, a China disse que se as preocupações mutuas forem levadas em consideração, o consenso será alcançado, portanto, ao que se vê, a incerteza continua, mesmo com a melhora no diálogo. Para finalizar, são aguardados alguns discursos de membros do Federal Reserve durante o dia e vem dos Estados Unidos algumas informações importantes divulgadas a pouco. Pra começar, os preços ao consumidor subiram em junho 0,1%, o que provavelmente não mudará a perspectiva do FED em cortar o juro ao final desse mês, afinal, se Jerome Powell não mudar o discurso, os riscos para a economia americana são crescentes, derivados das tensões comerciais e desaceleração do crescimento global. Vamos ver se até o dia 31 tais comentários serão mantidos. Até lá, os agentes ficam atentos. Outro dado que saiu foi o de que os pedidos semanais de auxílio desemprego caíram ao menor nível em três meses na semana passada. Com a diminuição de 13.000 pedidos, o ajuste sazonal foi a 209.000 na semana encerrada em 6 de julho, o que confirma que o mercado de trabalho continua forte, porém com os gastos dos consumidores ainda sendo considerados moderados.

 

🏛 🇺🇸  DÓLAR ⬇ INDEX: 0,22%  (Comportamento do dólar ante as principais moedas, no exterior).

🏛 🇺🇸  DÓLAR ⬇ FUTURO: 0,10%  (Comportamento do Dólar Futuro para o mês de Agosto).

 

 

Na agenda interna, Ao identificar o que chamou de desarticulação entre os parlamentares favoráveis à reforma da Previdência, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu na noite de ontem encerrar a sessão Casa após a aprovação do texto principal e logo depois de os deputados votarem o primeiro destaque à proposta. Segundo ele, a falta de organização poderia comprometer a votação de outras emendas destacadas para votações separadas, com potencial de desidratar a economia pretendida com a reforma, próxima a 1 trilhão de reais em dez anos. “Logo no primeiro destaque entendi que deputados estavam confusos”, explicou Maia a jornalistas ao encerrar a sessão e convocar uma nova para a manhã de hoje, argumentando que os deputados estavam mal orientados e não sabiam ao certo o que estava sendo votado. “Em outras matérias poderia ter impacto”, avaliou, acrescentando que deve haver uma reunião de líderes parlamentares antes da votação. Entre os destaques que ainda precisam ser analisados pelos deputados estão os que tratam de regras de aposentadoria para mulheres e para policiais e que versa sobre o benefício de pensão por morte. O único destaque analisado até agora, e rejeitado pelos parlamentares, tratava da aposentadoria de professores. O presidente da Câmara calcula que a decisão de encerrar a sessão ontem não impede a Casa de concluir os dois turnos de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência ainda nesta semana, na sexta-feira à noite ou até mesmo no sábado.

As vendas no varejo brasileiro recuaram 0,1 por cento em maio na comparação com o mês anterior e subiram 1,0 por cento sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A aprovação do texto-base da reforma da Previdência em primeiro turno pelo plenário da Câmara dos Deputados, com previsão de economia de cerca de 1 trilhão de reais em 10 anos, supera expectativas, disse uma executiva da agência de classificação de risco Moody’s. “Se a aprovação desse texto for confirmada, será um sinal muito bom”, disse à Reuters a analista líder da Moody’s para Brasil, Samar Maziad, em entrevista por telefone.

 

Na agenda externa, A China e os Estados Unidos podem encontrar uma maneira de resolver sua disputa comercial se as preocupações uns dos outros forem levadas em consideração, disse o Ministério do Comércio chinês nesta quinta-feira.

As autoridades do Banco Central Europeu concordaram no mês passado sobre a necessidade de estarem prontos para fornecer mais estímulo à economia da zona do euro em um ambiente de “maior incerteza”, informou ata da reunião do BCE.

                              

Nas Bolsas, O mercado acionário da China ficou praticamente estável nesta quinta-feira, com expectativas de que bancos centrais globais afrouxem suas políticas monetárias, enquanto preocupações sobre uma desaceleração do crescimento econômico do país pesou sobre o sentimento do investidor. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, terminou com queda de 0,04%, enquanto o índice de Xangai ganhou 0,08%. Bolsas europeias em baixa.

 

Nos Estados Unidos, Discurso de membros do FED, inflação ao consumidor, pedidos de auxilio desemprego e balanço orçamentário federal formam a agenda.

 

Fonte: Reuters.

Publicado por

Alessandro Faganello

Iniciando sua carreira no mercado financeiro ainda em sua adolescência e por intermédio de seu pai, passou por diversas instituições ao longo de seus 30 anos de experiência em câmbio. Na Advanced desde 2014, se tornou um dos principais formadores de opinião da Mesa de Operações. Em nossos boletins escreve com uma linguagem simples e direta para deixar você, cliente Advanced, o mais bem informado possível.

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