Panorama de Mercado 19/03/2020

Aos clientes e amigos,

 

Bom dia  👀 📊  ativos operando:  🏛 🇺🇸  DÓLAR    ⬆  ➕0,30%  💱 🇪🇺 EURO  ⬆  ➕0,05%  🗞.

 

Ibovespa futuro: -5,70%                              Ásia (CSI300): -1,30%

Dow Jones Futuro: -1%                              Europa (Frankfurt): -0,80%

 

No mercado de câmbio: Dólar operando em alta no início dos negócios. Ontem o governo esclareceu à população algumas medidas que estão sendo tomadas afim de minimizar os impactos na economia brasileira que a pandemia de coronavírus causa no mundo todo, entre elas, o diferimento fiscal que posterga o momento de recolhimento de impostos, antecipação de benefícios para auxiliar as camadas mais vulneráveis (13º salário, abono salarial, entre outros) que somados chegam a aproximadamente R$ 150 bilhões. Para os bancos foram flexibilizadas regras de alavancagem, valores de recolhimento compulsório, rolagem de dívidas em bancos públicos, todavia, ainda assim não seria suficiente o montante, daí veio a declaração do estado de calamidade para melhora do espaço fiscal, demonstrando a preocupação em relação ao período emergencial de enfrentamento da crise tendo como o foco a saúde e a defesa dos empregos. Como o leque é amplo, as direções também são: baixar tarifas de produtos médico-hospitalares, renegociação de dívidas das companhias aéreas, além de analisar o caso das micro e pequenas empresas que se comprometerem a manutenção de empregos serem auxiliadas pelo governo a bancar parte dos salários, afinal, com as ruas sendo esvaziadas, volume diminuindo, fronteiras fechadas, voos cancelados e atividades sociais suspensas, muitos setores são afetados. Por outro lado, quem está sendo beneficiado pelo momento, são as farmacêuticas e supermercados apenas para dar exemplos, tendo em vista que o alarmismo da população gera uma corrida ao abastecimento justamente pelo receio de que o desabastecimento chegue em breve,  diante do cenário. Até o momento o que observamos é o ataque às consequências da pandemia, enquanto a cura não aparece. Segundo o COPOM, que ontem decidiu reduzir a SELIC em 0,5% a levando para 3,75% temos o seguinte cenário básico: desaceleração significativa do crescimento global, queda nos preços das commodities, aumento da volatilidade nos preços dos ativos, e como o nível de ociosidade pode produzir trajetória inflacionária abaixo do esperado, o momento exige a redução na Selic. Como vemos o balanço de riscos subiu, e nesse sentido podemos citar a deterioração do cenário externo, e à continuidade das reformas que devem prosseguir num tempo maior que o estimado no começo deste ano. O balanço de riscos ficará maior em caso de agravamento da pandemia que elevariam as incertezas, reduzindo a demanda.  Mesmo com o clima negativo é preciso ter cautela e calma até que o jogo vire, um exercício difícil, mas possível, mesmo com a pressão que a situação impõe. Para se ter uma ideia, o Brasil que cerca de duas semanas atrás esperava um PIB entre 1,5% a 2%, agora convive com a possibilidade de recessão no primeiro semestre, e como o desenho recessivo mundial progride isso pode impactar os números aqui ao final do ano caso as medidas não surtam os efeitos esperados, e as reformas não evoluam domesticamente. A volta a normalidade é essencial, e para isso, quanto antes for encontrada a cura para o coronavírus melhor, até porque se trata de uma crise diferente daquela de 2008, onde o sistema financeiro foi afetado para depois se recuperar do tombo, agora, são as pessoas que são afetadas por um inimigo invisível que as adoece e preocupa, impactando diretamente na cadeia produtiva, demanda, mudando a rotina de empresas, lucros, consumo, confiança (inclusive do investidor), humor, enfim… Nos Estados Unidos a pouco saiu a informação de que os pedidos de auxílio desemprego subiram na última semana para 281 mil, ante 211 mil na semana anterior, indicando que o país começa a sofrer os efeitos sobre o emprego. Já o índice de condições de negócios do FED da Filadélfia caiu ao seu nível mais baixo desde julho de 2012. O Banco Central Brasileiro já realizou nesta manhã leilões de linha e à vista buscando manter a funcionalidade dos mercados, como os demais BCs que lutam para blindar o sistema financeiro global do pânico. Banco Central Europeu e Federal Reserve realizam hoje movimentos para manter a liquidez.

 

🏛 🇺🇸  DÓLAR ⬆ INDEX: 0,55%  (Comportamento do dólar ante as principais moedas, no exterior).

🏛 🇺🇸  DÓLAR ⬆ FUTURO: 0,95%  (Comportamento do Dólar Futuro para o mês de abril).

 

Na agenda interna,   Ontem o governo esclareceu à população algumas medidas que estão sendo tomadas afim de minimizar os impactos na economia brasileira que a pandemia de coronavírus causa no mundo todo, entre elas, o diferimento fiscal que posterga o momento de recolhimento de impostos, antecipação de benefícios para auxiliar as camadas mais vulneráveis (13º salário, abono salarial, entre outros) que somados chegam a aproximadamente R$ 150 bilhões. Para os bancos foram flexibilizadas regras de alavancagem, valores de recolhimento compulsório, rolagem de dívidas em bancos públicos, todavia, ainda assim não seria suficiente o montante, daí veio a declaração do estado de calamidade para melhora do espaço fiscal, demonstrando a preocupação em relação ao período emergencial de enfrentamento da crise tendo como o foco a saúde e a defesa dos empregos. Como o leque é amplo, as direções também são: baixar tarifas de produtos médico-hospitalares, renegociação de dívidas das companhias aéreas, além de analisar o caso das micro e pequenas empresas que se comprometerem a manutenção de empregos serem auxiliadas pelo governo a bancar parte dos salários, afinal, com as ruas sendo esvaziadas, volume diminuindo, fronteiras fechadas, voos cancelados e atividades sociais suspensas, muitos setores são afetados. Por outro lado, quem está sendo beneficiado pelo momento, são as farmacêuticas e supermercados apenas para dar exemplos, tendo em vista que o alarmismo da população gera uma corrida ao abastecimento justamente pelo receio de que o desabastecimento chegue em breve,  diante do cenário. Até o momento o que observamos é o ataque às consequências da pandemia, enquanto a cura não é anunciada. Segundo o COPOM, que ontem decidiu reduzir a SELIC em 0,5% a levando para 3,75% temos o seguinte cenário básico: desaceleração significativa do crescimento global, queda nos preços das commodities, aumento da volatilidade nos preços dos ativos, e como o nível de ociosidade pode produzir trajetória inflacionária abaixo do esperado, o momento exige a redução na Selic. Como vemos o balanço de riscos subiu, e nesse sentido podemos citar a deterioração do cenário externo, e à continuidade das reformas que devem prosseguir num tempo maior que o estimado no começo deste ano. O balanço de risco ficará maior em caso de agravamento da pandemia que elevariam as incertezas, reduzindo a demanda.  Mesmo com o clima negativo é preciso ter cautela e calma até que o jogo vire, um exercício difícil, mas possível, mesmo com a pressão que a situação impõe. Para se ter uma ideia, o Brasil que cerca de duas semanas atrás esperava um PIB entre 1,5% a 2%, agora convive com a possibilidade de recessão no primeiro semestre, e como o desenho recessivo mundial progride isso pode impactar os números aqui ao final do ano caso as medidas não surtam os efeitos esperados, e as reformas não evoluam domesticamente. A volta a normalidade é essencial, e para isso, quanto antes for encontrada a cura para o coronavírus melhor, até porque se trata de uma crise diferente daquela de 2008, onde o sistema financeiro foi afetado para depois se recuperar do tombo, agora, são as pessoas que são afetadas por um inimigo invisível que as adoece e preocupa, impactando diretamente na cadeia produtiva, demanda, mudando a rotina de empresas, lucros, consumo, confiança (inclusive do investidor) enfim… Nos Estados Unidos a pouco saiu a informação de que os pedidos de auxílio desemprego subiram na ultima semana para 281 mil, ante 211 mil na semana anterior, indicando que o país começa a sofrer os efeitos sobre o emprego. Já o índice de condições de negócios do FED da Filadélfia caiu ao seu nível mais baixo desde julho de 2012. O Banco Central Brasileiro já realizou nesta manhã leilões de linha e à vista buscando manter a funcionalidade dos mercados, como os demais BCs que lutam para blindar o sistema financeiro global do pânico. Banco Central Europeu e Federal Reserve realizam hoje movimentos para manter a liquidez.

 

 

Na agenda externa, Autoridades financeiras mundiais tentavam restaurar a confiança nesta quinta-feira com medidas de emergência para injetar dinheiro em mercados em pânico, e investidores de todas as partes liquidaram ativos, preferindo o dólar em meio à pandemia crescente de coronavírus.

A corrida por dólares levou o Índice de Câmbio dos Mercados Emergentes do MSCI a seu nível mais baixo em mais de três anos nesta quinta-feira, e a caminho da pior semana desde setembro de 2011.  O índice MSCI de ações emergentes recuava pelo quarto dia seguido, em queda de 3% e no nível mais fraco em mais de quatro anos. O índice deve ter a pior semana desde a crise financeira global de 2008.

 

Nas Bolsas,  Os índices acionários da China fecharam em baixa nesta quinta-feira, mas as perdas foram limitadas uma vez que investidores esperam mais medidas de estímulo das autoridades para proteger a segunda maior economia do mundo do impacto do coronavírus.O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,3%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,98%. Bolsas europeias em baixa.  

 

Nos Estados Unidos, O Federal Reserve lançou seu terceiro programa emergencial de crédito em dois dias para combater as consequências do coronavírus, este com o objetivo de manter funcionando a indústria de fundos mútuos do mercado monetário se investidores fizerem retiradas rápidas.

 

ADVANCED – “A sua escolha em câmbio”.

 

Fonte: Reuters.

Publicado por

Alessandro Faganello

Iniciando sua carreira no mercado financeiro ainda em sua adolescência e por intermédio de seu pai, passou por diversas instituições ao longo de seus 30 anos de experiência em câmbio. Na Advanced desde 2014, se tornou um dos principais formadores de opinião da Mesa de Operações. Em nossos boletins escreve com uma linguagem simples e direta para deixar você, cliente Advanced, o mais bem informado possível.

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