Panorama de Mercado 19/11/2019

Aos clientes e amigos,

 

Bom dia  👀 📊  ativos operando:  🏛 🇺🇸 DÓLAR  ⬇ ➖0,30%  💱 🇪🇺 EURO ⬇  ➖0,27%  🗞 .

 

Ibovespa futuro: -0,27%                          Ásia: +0,85%

Dow Jones Futuro: +0,14%                      Europa (Frankfurt): +0,90%.

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em baixa no início dos negócios. Atento à participação do presidente do BCB, Roberto Campos Neto, nesta manhã em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, os mercados seguem operando observando variáveis que tem dado uma dinâmica de pressão sobre o Real antes do feriado. O mês de novembro até o momento trouxe a insatisfação com o resultado dos leilões do pré-sal, além de estarmos chegando à época sazonal de maior procura pela moeda, e nesse sentido as remessas a título de lucros e dividendos tem sua importância, isso sem mencionar que amanhã é feriado o que sempre faz com que o investidor adote uma postura mais cautelosa nos negócios. Paralelamente o fluxo cambial não tem sido dos melhores, o investidor estrangeiro que ensaiava um retorno gradual aos mercados de risco pisou no freio enquanto não vê a finalização da fase um do acordo comercial entre americanos e chineses. A Selic, cada vez mais baixa e projetada para terminar o ano em 4,5%, é outro fator que afugenta fluxos pontuais, visto que a atratividade das operações (carry-trade) diminuiu. O STF contribuiu ao analisar procedente a soltura de condenados em segunda instância, entre eles o ex-presidente Lula, diretamente interessado em piorar o cenário para as reformas econômicas, reformas essas que sinalizam avanços em ritmo lento, e só para lembrar, ano que vem teremos eleições, aumentando o risco político e as incertezas à conjuntura. Por exemplo, a reforma administrativa que propõe alteração à dinâmica do “funcionalismo”, como o fim da estabilidade aos novos contratados poderia desencadear descontentamentos. Sobre a reforma tributária que a equipe econômica disse ontem que pretende enviar fatiada em quatro fases, Rodrigo Maia, presidente da Câmara disse que já falou “mil vezes” que esse proposição em relação a primeira fase, não resolve o problema, em outras palavras, não passa na Câmara. É preciso entender “tecnicamente” o que está entre a linha da solução e dos votos. Segundo Maia, outra proposta mais abrangente que está na Câmara seria a ideal. Por outro lado, o ambiente é de inflação controlada e como relatamos, de juros em queda, mas, dólar acima de 4,20 no giro interbancário em acelerando a alta não é algo que o BCB tende a tolerar, afinal o impacto que o câmbio pode trazer à inflação e expectativas devem ser consideradas, e claro no contexto geral, se é algum movimento doméstico pontual ou se o fator externo segue no mesmo ritmo. Vale ressaltar que a economia brasileira tem dado sinais de recuperação. Nos Estados Unidos, dados do setor imobiliário mostraram recuperação em outubro, e o presidente do Banco Central chinês disse que o país vai intensificar o suporte de crédito à economia e pressionar para baixo as taxas de empréstimo reais.

 

🏛 🇺🇸  DÓLAR ⬆   INDEX: 0,01%  (Comportamento do dólar ante as principais moedas, no exterior).

🏛 🇺🇸  DÓLAR ⬇  FUTURO: 0,40%  (Comportamento do Dólar Futuro para o mês de Dezembro).

 

Na agenda interna, Os preços no atacado recuaram e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a cair 0,01% na segunda prévia de novembro, sobre alta de 0,85% no mesmo período do mês anterior. A Fundação Getulio Vargas informou que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, abandonou a alta de 1,29% para passar a cair 0,06% em novembro.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, voltou atrás e revogou sua decisão que lhe dava acesso a todos os relatórios elaborados pela Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do Banco Central, órgão que sucedeu o antigo Coaf, nos últimos três anos, mostrou decisão do ministro. Ontem, Toffoli se reuniu com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, com o advogado-geral da União, André Mendonça, e com o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o tema do encontro foi o julgamento marcado para quarta-feira na corte sobre o uso de relatórios de inteligência financeira sem autorização judicial. “Diante das informações satisfatoriamente prestadas pela UIF, em atendimento ao pedido dessa Corte, em 15/11/19, torno sem efeito a decisão na parte em que foram solicitadas, em 25/10/19 cópia dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), expedidos nos últimos três anos”, escreveu o presidente do Supremo. “Ressalto que esta corte não realizou o cadastro necessário e jamais acessou os relatórios de inteligência.” O julgamento de quarta deverá ter implicações sobre as investigações, dentre outros, do senador Flávio Bolsonaro.

 

 

Na agenda externa, A China vai intensificar o suporte de crédito à economia e pressionar para baixo as taxas de empréstimo reais, afirmou o presidente do banco central, Yi Gang, acrescentando que as autoridades irão promover a reposição de capital e ampliar a capacidade dos bancos de aumentar o empréstimo. Os bancos devem usar como referência a Taxa Primária de Empréstimo (LPR) quando se trata de crédito, disse Yi em reunião com representantes de bancos comerciais, incluindo Industrial and Commercial Bank of China, Agricultural Bank of China e China Construction Bank.

 

 

Nas Bolsas, Os índices acionários da China registraram nesta terça-feira a maior alta em duas semanas, uma vez que o corte na taxa de financiamento interbancária na véspera ampliou as expectativas de mais estímulo do governo. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,0%, enquanto o índice de Xangai terminou com alta de 0,85%. Bolsas europeias em alta.

 

Nos Estados Unidos, Dados do setor imobiliário e discurso de membro do Federal Reserve, ambos na parte da manhã compõem a agenda do dia.

 

Fonte: Reuters.

Publicado por

Alessandro Faganello

Iniciando sua carreira no mercado financeiro ainda em sua adolescência e por intermédio de seu pai, passou por diversas instituições ao longo de seus 30 anos de experiência em câmbio. Na Advanced desde 2014, se tornou um dos principais formadores de opinião da Mesa de Operações. Em nossos boletins escreve com uma linguagem simples e direta para deixar você, cliente Advanced, o mais bem informado possível.

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