Panorama de Mercado 20/10/2017

Aos clientes e amigos,

 

 

No mercado de câmbio: Dólar abrindo em leve baixa no início dos negócios. Aumentam as apostas de que o presidente americano Donald Trump possa escolher Jerome Powell, inclinado a afrouxamento monetário, para presidente do FED. Sua decisão deve ser conhecida até 3 de novembro.  Ontem foi aprovado o orçamento americano para o ano fiscal de 2018, acrescentando até 1,5 trilhão de dólares ao déficit federal ao longo da próxima década e fortalecendo as chances da reforma tributária proposta por Trump ser bem sucedida em breve. Isso pode significar aprovação de cortes de impostos em larga escala. Na Europa continuam as preocupações com a Catalunha e se espera  pelo resultado da reunião extraordinária de ministros da Espanha amanhã. No Brasil, a confiança do planalto em relação a rejeição pelo plenário da Câmara sobre a segunda denúncia contra Temer, que deve se confirmar na próxima quarta-feira, 25, já faz o governo sair em busca de uma agenda propositiva de medidas que visam fechar as contas públicas, em sua maioria impopulares, o que tende a dificultar negociações e que põem à prova sua capacidade de articulação a menos de um ano das eleições. É esperado ao menos a aprovação, mesmo que em um formato mais enxuto, da Reforma da Previdência, portanto, o clima pós encerramento da denúncia precisará ser bem analisado visando uma estratégia eficaz na sequência. Nesta manhã tivemos a divulgação do IPCA-15 que registrou alta de 0,34% em outubro após ter avançado 0,11% em setembro, resultado dentro das estimativas.

 

 

Na agenda interna,  O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,30 por cento na segunda prévia de outubro depois de subir 0,41 por cento na segunda leitura do mês anterior. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.

Confiantes de que a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer será rejeitada na próxima quarta-feira, 25, pelo plenário da Câmara, governo e deputados já articulam a agenda para o dia seguinte, mas divergem sobre as prioridades. Enquanto o Palácio do Planalto dá preferência a propostas que ajudem a fechar as contas públicas, a maioria impopular, parlamentares buscam impor uma agenda própria, com forte apelo na sociedade, como projetos ligados à área da segurança pública. Líderes dos principais partidos da base ouvidos pelo Estadão/Broadcast descartam votar matérias consideradas impopulares a menos de um ano das eleições, quando tentarão renovar seus mandatos. Citam o aumento de alíquota da contribuição previdenciária para servidores e o adiamento do reajuste do funcionalismo público. Esses pontos devem ser tema de duas medidas provisórias (MP) que o governo pretende enviar à Câmara logo após a votação da segunda acusação formal contra o presidente – por organização criminosa e obstrução da Justiça. A aprovação da reforma da Previdência também é dada como improvável na atual legislatura, mesmo que seja um texto mais enxuto. Juntos, esses partidos somam, pelo menos, 240 dos 513 deputados. Vamos ver como estará o clima após a votação da segunda denúncia contra Temer.

 

 

Na agenda externa,  A aprovação do Orçamento dos Estados Unidos ontem à noite fortalece as chances de aprovação da reforma tributária do presidente Donald Trump e anima os mercados globais nesta sexta-feira, com bolsas em alta e dólar forte, o que tende a ajudar também no humor das praças locais. Além disso, é visto como positivo o favoritismo na disputa para presidência do Federal Reserve pelo diretor do Fed Jerome Powell, cujas apostas saltaram de 40% antes do fechamento das bolsas de Nova York para 65% mais tarde, após o site Politico comentar que Powell, visto como "dovish" ou inclinado a afrouxamento monetário, é o favorito de Trump. A decisão sobre quem assumirá o comando do Fed deve ser anunciada até 3 de novembro, quando Trump viaja para a Ásia. Na Europa, porém, o otimismo é afetado ainda pelas preocupações com a Catalunha e a Bolsa de Madri mostra volatilidade à espera da reunião extraordinária de ministros da Espanha amanhã, que suspenderá parte da autonomia da Catalunha para "restaurar a legalidade" e impedir a declaração definitiva de independência da região. A medida poderá resultar na dissolução do Parlamento regional e na queda do governador e líder independentista Carles Puigdemont. No radar segue ainda o 19° Congresso do Partido Comunista da China, que deverá se estender até o dia 24. O evento definirá as novas lideranças da China nos próximos cinco anos, mas a expectativa é que o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Keqiang permaneçam em seus cargos.

 

                              

Nas Bolsas, As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, após o Senado dos EUA aprovar na noite de ontem uma proposta orçamentária para o próximo ano fiscal, melhorando a perspectiva de que o governo de Donald Trump avance com planos de reforma tributária no Congresso americano.

Após um dia de quedas generalizadas por causa, principalmente, das incertezas políticas na Espanha, as bolsas europeias focam notícias positivas e apresentam tendência de alta na manhã desta sexta-feira.

 

 

Nos Estados Unidos, A tentativa do presidente Donald Trump, de reformar o sistema tributário do país superou um obstáculo crítico quando o Senado aprovou um esboço de orçamento para o ano fiscal de 2018 que abrirá caminho para que os republicanos busquem um pacote de cortes de impostos sem o apoio dos democratas. Com uma votação de 51 a 49, o Senado, controlado pelos republicanos, aprovou a medida para o orçamento, que acrescentará até 1,5 trilhão de dólares ao déficit federal ao longo da próxima década para pagar pelos cortes tributários propostos. "Nós tivemos ZERO votos democratas, com apenas Rand Paul (ele votará por cortes nos impostos) votando contra", escreveu Trump, referindo-se ao senador republicano. "Isso agora permite a aprovação de cortes de impostos em larga escala (e reforma), que serão os maiores na história de nosso país!", afirmou o presidente americano.

Destaque hoje é o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, sobre política monetária desde a crise financeira de 2008/2009, às 21h30, em Washington. Além dela, a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, participa de evento às 16h (não vota este ano). Na agenda política, o presidente americano, Donald Trump, reúne-se com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, para discutir a reforma na instituição. Os indicadores norte-americanos previstos são as vendas de moradias usadas de setembro (12 horas) e o relatório sobre poços e plataformas em operação no país (15 horas).

 

Fonte: Reuters e Broadcast

Publicado por

Alessandro Faganello

Iniciando sua carreira no mercado financeiro ainda em sua adolescência e por intermédio de seu pai, passou por diversas instituições ao longo de seus 30 anos de experiência em câmbio. Na Advanced desde 2014, se tornou um dos principais formadores de opinião da Mesa de Operações. Em nossos boletins escreve com uma linguagem simples e direta para deixar você, cliente Advanced, o mais bem informado possível.

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