Panorama de Mercado 26/03/2020

Aos clientes e amigos,

 

Bom dia  👀 📊  ativos operando:  🏛 🇺🇸 DÓLAR  ⬇ ➖0,75%  💱 🇪🇺 EURO ⬇  ➖0,10%  🗞

 

Ibovespa futuro: 4,20%                                   Ásia (CSI300): -0,66%

Dow Jones Futuro: 2,30%                              Europa (Frankfurt): -1,50%

 

No mercado de câmbio: Dólar operando em baixa no início dos negócios. O Senado americano aprovou por 96 a 0 (unanimidade) um projeto de lei que visa auxiliar trabalhadores desempregados e indústrias afetas pela epidemia de coronavírus no valor de USD 2 trilhões, agora o pacote irá à votação da câmara dos deputados amanhã para depois ser sancionado por Donald Trump. O projeto é importante diante de uma situação que traz reflexos altamente negativos, por exemplo, na última semana o número de americanos que solicitaram o auxílio desemprego saltou para o recorde de mais de 3,28 milhões de pessoas, ante 282 mil revisados na semana anterior. De maneira geral, é essencial que medidas de prevenção e contenção acontecem na dose certa, algo que ainda está sendo buscado. Exames em massa, separação dos infectados das pessoas saudáveis, tratamento e o mapeamento da situação real em cada localidade, podem ajudar a encontrar um diagnóstico equilibrado, também é claro a conscientização das pessoas de que é preciso se cuidar, com os governos dando apoio irrestrito oferecendo o necessário para que elas possam retornar ao trabalho no tempo certo, se sentindo mais seguras. Máscaras, álcool gel, informação de qualidade, enfim, tudo o que for feito em conjunto é bem vindo. O momento exige serenidade e ação. Enquanto a cura para a pandemia não chega, segue o trabalho dos Bancos Centrais buscando dar funcionalidade aos mercados. O Europeu, reduziu os limites sobre compras de títulos de qualquer país da zona do euro, abrindo caminho para uma impressão potencialmente ilimitada de dinheiro em resposta ao coronavírus. O Americano, dá apoio reduzindo juro, comprando titulos, aumentando a liquidez, o Inglês segue prometendo comprar mais ativos se preciso, e o Brasileiro como estamos observando realiza diversas operações no sentido de evitar distorções nos preços, fornecer liquidez e oxigenar o ambiente de negócios. Tudo isso resolve? Não, mas é essencial nesse período de forte instabilidade nos mercados. Roberto Campos Neto, presidente do BCB dará entrevista logo mais às 11H para comentar o relatório trimestral de inflação.

 

🏛 🇺🇸  DÓLAR ⬇ INDEX: 1%  (Comportamento do dólar ante as principais moedas, no exterior).

🏛 🇺🇸  DÓLAR ⬇ FUTURO: 1%  (Comportamento do Dólar Futuro para o mês de Maio).

 

Na agenda interna,   O Banco Central cortou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) a zero em 2020, ante crescimento de 2,2% calculado em dezembro, destacando que a estabilidade agora vista está associada a impactos econômicos “expressivos” decorrentes da pandemia de coronavírus, conforme Relatório Trimestral de Inflação publicado nesta quinta-feira. “Adicionalmente, resultados abaixo do esperado em indicadores econômicos no final de 2019 e início de 2020 afetaram a expectativa de desempenho da atividade no primeiro trimestre”, disse o BC.

O presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para negar que esteja tratando a pandemia de coronavírus com descaso e disparou contra críticos, ao afirmar que fazer “politicagem” durante a pandemia é “coisa de covarde”. “Não queremos descaso com a questão da Covid-19. Apenas buscamos a dose adequada para combater esse mal sem causar um ainda maior. Se todos colaborarem, poderemos cuidar e proteger os idosos e demais grupos de risco, manter os cuidados diários de prevenção e o país funcionando”, escreveu o presidente. “É mais fácil fazer demagogia diante de uma população assustada do que falar a verdade. Isso custa popularidade. Não estou preocupado com isso! Aproveitar-se do medo das pessoas para fazer politicagem num momento como esse é coisa de COVARDE! A demagogia acelera o caos.”

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,24% em janeiro na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo BC nesta quinta-feira. Na comparação com janeiro de 2019, o IBC-Br apresentou ganho de 0,69% e, no acumulado em 12 meses, teve avanço de 0,86%, segundo números observados.

 

 

Na agenda externa, O Banco Central Europeu reduziu os limites sobre compras de títulos de qualquer país da zona do euro, abrindo caminho para uma impressão potencialmente ilimitada de dinheiro em resposta ao coronavírus. Em uma decisão publicada de um dia para o outro, o BCE disse que não aplicará limites auto-impostos a um esquema de compra de títulos de 750 bilhões de euros, destinado a combater as consequências econômicas e financeiras da epidemia. Isso abre caminho para que o BCE detenha mais de um terço da dívida de qualquer país — um nível que está próximo de atingir com a Alemanha e alguns países menores — e concentre seu estímulo onde for mais necessário e o amplie pelo tempo que quiser. Mas também o deixa exposto a desafios e acusações legais de que está bancando diretamente os governos.

 

 

Nas Bolsas,  Os índices acionários da China fecharam em baixa nesta quarta-feira uma vez que os investidores realizaram lucros após dois dias de fortes ganhos, e depois de o aumento no número de casos importados de coronavírus ter levado Pequim a apertar os controles para evitar uma retomada das infecções. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,66%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,6%. O subíndice do setor financeiro do CSI300 perdeu 0,27%, o de consumo caiu 0,45%, o imobiliário teve queda de 0,82% e o de saúde subiu 1,75%. A China continental registrou o segundo dia consecutivo sem nenhuma nova infecção conforme o epicentro da pandemia, a província de Hubei, reabre suas fronteiras, mas os casos importados subiram. Bolsas europeias em baixa.

 

 

Nos Estados Unidos, O número de norte-americanos que registram pedidos de auxílio-desemprego disparou para o recorde de mais de 3 milhões na semana passada, com medidas estritas para conter a pandemia de coronavírus interrompendo repentinamente a atividade nos Estados Unidos, desencadeando uma onda de dispensas que provavelmente acabou com o maior impulso no mercado de trabalho na história dos EUA. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram para 3,28 milhões na última semana, ante 282 mil revisados ​​na semana anterior, apagando o recorde anterior de 695 mil estabelecido em 1982, disse o Departamento do Trabalho dos EUA nesta quinta-feira.

Os Estados Unidos “podem muito bem estar em recessão”, mas o progresso no controle da disseminação do coronavírus determinará quando a economia poderá ser reaberta completamente, disse Jerome Powell, chairman do Federal Reserve, em entrevista ao Today Show da NBC. “Nós não somos especialistas em pandemia … Nós tenderíamos a ouvir os especialistas. O Dr. Fauci disse que algo como o vírus vai definir o cronograma, e isso me parece correto”, disse Powell, em referência a Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. “A primeira ordem de negócios será controlar a propagação do vírus e depois retomar a atividade econômica.”

O Senado aprovou por unanimidade um projeto de lei de 2 trilhões de dólares pra ajudar trabalhadores desempregados e indústrias afetadas pela epidemia do coronavírus, além de fornecer bilhões de dólares para comprar urgentemente equipamento médico necessário. Após fortes negociações, o profundamente dividido Senado se uniu e aprovou o projeto de lei por 96 a 0, o que envia o pacote de estímulo à Câmara dos Deputados para votação na sexta-feira. O presidente Donald Trump, cujos principais assessores ajudaram a negociar a medida bipartidária, prometeu promulgá-la assim que ela chegar à sua mesa. "Vou assiná-la imediatamente", disse Trump a repórteres na quarta-feira. O pacote de resgate –que pode ser o maior já aprovado pelo Congresso– inclui um fundo de 500 bilhões de dólares para ajudar indústrias afetadas e um valor semelhante para pagamentos diretos de até 3 mil dólares para milhões de famílias norte-americanas.

 

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Fonte: Reuters.

Publicado por

Alessandro Faganello

Iniciando sua carreira no mercado financeiro ainda em sua adolescência e por intermédio de seu pai, passou por diversas instituições ao longo de seus 30 anos de experiência em câmbio. Na Advanced desde 2014, se tornou um dos principais formadores de opinião da Mesa de Operações. Em nossos boletins escreve com uma linguagem simples e direta para deixar você, cliente Advanced, o mais bem informado possível.

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