Panorama de Mercado 26/12/2018

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No mercado de câmbio: Dólar abrindo em leve alta no início dos negócios. Em clima de final de ano, os mercados retornam em um ambiente de menor volume de negócios, e de olho na crise de relacionamento entre a Casa Branca com congresso e o Banco Central Americano. Desde sábado o governo norte-americano sofre uma paralisação parcial em virtude de um impasse, que tende a se prolongar até o início de 2019, a respeito do pedido do presidente Donald Trump por mais recursos para a construção de um muro na divisa com o México. Em decorrência desse embaraço, os agentes especulam sobre como será a relação entre os partidos no próximo ano tendo em vista que os democratas terão controle ao assumir a Câmara dos Deputados em janeiro. Já com o Federal Reserve o desconforto vem da política monetária adotada por Jerome Powell, a quem Donald Trump teria cogitado demitir, segundo a Bloomberg, gerando dúvidas sobre uma eventual interferência política na independência do FED. Na visão da Casa Branca a estratégia na alta do juro do país não é a mais adequada o que tem aumentado as críticas ao Banco Central que a despeito de sinalizar uma desaceleração no ritmo de aperto monetário em 2019, ainda sim, pretende fazê-lo em mais duas oportunidades. As incertezas vão de encontro à possibilidade de que com a diminuição do crescimento econômico global, em face dos últimos dados chineses e europeus, os Estados Unidos possam estar na rota da recessão em determinado momento em 2019, alarmando os investidores que ainda aguardam o desfecho das negociações entre o país e a China alinhavado na última reunião do G-20. Por aqui, hoje teremos a divulgação do resultado da dívida pública de novembro, às 14h30, além de o Banco Central Brasileiro, voltar com mais um leilão de linha, na intenção de injetar liquidez nesse encerramento do ano. A instituição realizará, entre 12h15 e 12h40, oferta de USD 2 Bilhões.

 

Na agenda interna, A percepção de melhora tanto nas condições atuais quanto nas expectativas para os próximos meses aumentou e a confiança da construção terminou 2018 em seu maior nível em quatro anos. O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 0,8 ponto e foi a 85,5 pontos em dezembro na comparação com o mês anterior, o maior patamar desde dezembro de 2014. Já o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,10 por cento na terceira quadrissemana de dezembro, após variação negativa de 0,03 por cento na segunda leitura do mês.

O Banco Central volta ao mercado com a oferta de 2 bilhões de dólares em leilão de venda da moeda norte-americana com compromisso de recompra, em seu objetivo de dar liquidez ao mercado durante o período de saída tradicional de recursos no fim do ano.

 

Na agenda externa, O Cazaquistão espera que os participantes de um pacto para conter a produção global de petróleo estabilizem os preços no primeiro trimestre de 2019 e façam um comunicado conjunto no próximo mês “para apoiar o mercado”, disse nesta quarta-feira o ministro de Energia do país, Kanat Bozumbayev.

Os contratos futuros do petróleo operam em alta hoje depois de ter atingido o nível mais baixo desde junho de 2017, em meio a uma visão de que a queda das cotações impulsionada por preocupações com a economia global possa ter sido exagerada, uma vez que há um esforço da Opep para conter a oferta. O petróleo tem sido atingido por uma fraqueza mais ampla no mercado financeiro, à medida que a paralisação do governo dos Estados Unidos, a alta taxa de juros norte-americana e a disputa comercial entre os EUA e a China intensificaram as tensões dos investidores e exacerbaram as preocupações com o crescimento global.

A China reduziu e simplificou os setores sujeitos a restrições para os investidores e empresas estrangeiras, em um novo passo para a anunciada abertura da sua economia, em meio a disputas comerciais com os Estados Unidos.

                              

Nas Bolsas, Os principais índices acionários da China recuaram nesta quarta-feira em meio às persistentes preocupações com a economia e cautela com as incertezas políticas nos Estados Unidos, dado que a paralisação do governo federal e a postura hostil do presidente Donald Trump em relação ao banco central do país deixam os investidores nervosos.

 

Nos Estados Unidos, Desde sábado o governo norte-americano sofre uma paralisação parcial, com o Tesouro ouvindo bancos sobre sua capacidade de crédito e o presidente Donald Trump elevando as críticas contra o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell.

 

Fonte: Reuters.

Publicado por

Alessandro Faganello

Iniciando sua carreira no mercado financeiro ainda em sua adolescência e por intermédio de seu pai, passou por diversas instituições ao longo de seus 30 anos de experiência em câmbio. Na Advanced desde 2014, se tornou um dos principais formadores de opinião da Mesa de Operações. Em nossos boletins escreve com uma linguagem simples e direta para deixar você, cliente Advanced, o mais bem informado possível.

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